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Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista: Portugueses mantêm esperanças num pódio

A primeira edição da Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista começou este mês, com a primeira jornada em Palma de Maiorca, Espanha, e contou com a participação dos atletas portugueses Iúri Leitão e Maria Martins. A segunda jornada também já foi realizada, na Lituânia, com os atletas nacionais a manterem ainda a esperança de um bom resultado final.

Começou um novo capítulo na história do ciclismo, após a criação de uma nova competição denominada de Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista, com o intuito de ajudar a dinamizar e elevar o nome da vertente e de aumentar a ligação dos adeptos de ciclismo com a pista. A criação da prova surge através de uma parceria entre a União Ciclista Internacional (UCI), a Discovery e a Eurosport Events.

A organização da competição escolheu 18 corredores de resistência e 18 de velocidade nos setores masculino e feminino. Os ciclistas de resistência correm nas disciplinas de scratch e eliminação e os de velocidade em keirin e velocidade. Os resultados de cada corrida são acumuláveis para um ranking, com as decisões a serem feitas após as cinco jornadas. Todas as jornadas terão o mesmo programa de corrida. No total haverá quatro vencedores finais, dois homens e duas mulheres, que serão os atletas que somaram mais pontos.

A competição fica marcada também pela igualdade na atribuição de prémios, com um conjunto de prémios que ascende a mais de 500.000€. Esta distribuição será feita de forma igualitária, para ambos os ciclistas masculinos e femininas, promovendo a igualdade de género no desporto. Os prémios serão atribuídos consoante as colocações dos atletas, de um a dez, em todas as corridas, com os vencedores a receberem 1000 euros. O vencedor geral de cada categoria receberá 25.000 €.

A Liga dos Campeões é composta por várias jornadas, disputadas em cinco fins de semana, entre novembro e dezembro. Já foram realizadas duas delas, a primeira em Palma de Maiorca, e a segunda corrida na Cido Arena, na Lituânia. A segunda jornada era para ter sido em França, mais propriamente no Velódromo nacional de Saint-Quentin-en-Yvelines, mas a participação teve de ficar adiada para 2022, visto que o recinto se encontra em atividade como um importante centro de vacinação contra a covid-19. Ao todo seriam 6 jornadas.

Em Espanha, Iúri Leitão foi o representante masculino português, e até começou muito bem a sua competição de endurance/resistência, com um segundo lugar na disciplina de Scratch e um quarto lugar em eliminação.

A prova mais longa, a de Scratch, foi encurtada, pois nos Mundiais e nos Europeus costumam ser 60 voltas e passaram para 20 voltas apenas, ou seja, cinco quilómetros. Isto torna a prova mais explosiva e frenética. Não houve fuga que conseguisse dobrar o pelotão. Foi tudo junto para o sprint final, com o português bem colocado, à entrada da última volta, procurando surpreender os seus adversários. Esteve muito perto do triunfo, mas foi ultrapassado mesmo em cima da linha de meta pelo neozelandês Corbin Strong. Iúri Leitão fechou em segundo lugar e o britânico Rhys Britton acabou em terceiro.

Em eliminação, o vianense fez uma corrida muito na parte de trás, onde foi acabando por eliminar vários adversários. Acabou na quarta posição, perdendo apenas para o espanhol Sebastián Mora, o estadunidense Gavin Hoover e para Corbin Strong, que ganhava as duas provas. No somatório final, o português seguia na segunda posição da geral.

A ribatejana Maria Martins representou nas femininas, foi oitava classificada em eliminação e fez 11.º lugar em Scratch, combinando os resultados ficaria na nona posição do ranking. Na corrida de eliminação, a portuguesa até parecia bem e estava bem colocada, mas bastou um deslize para ser eliminada.

A prova foi conquistada pela britânica Katie Archibald, seguida pela neerlandesa Kirsten Wild, e pela norueguesa Anita Yvonne Stenberg. A corrida de Scratch viu uma fuga destacar-se para a vitória, com Maria a não ir além de um 11.º posto. A prova foi ganha pela atleta canadense Maggie Coles-Lyster.

A portuguesa segue no nono lugar do ranking da LC
Fonte: FPC

Na Lituânia, as provas foram um pouco semelhantes em termos de desfecho. A prova de scratch masculino foi, mais uma vez, intensa, com o espanhol Sebastián Mora a triunfar, à frente de Rhys Britton e de Gavin Hoover. Iúri terminou na nona posição. Na prova de eliminação, o ciclista luso esteve quase a ser eliminado logo ao início, mas conseguiu escapar e voltar à corrida, acabando no nono lugar. Sebástian Mora fez a dobradinha, seguido pelo neozelandês Aaron Gate e por Kelland O´Brien da Austrália.

Mora passou para o primeiro posto da geral das provas de endurance/resistência, com 59 pontos, seguido por Corbin Strong, com 57 pontos, e Gavin Hoover com 53. Iúri segue na quarta posição da geral com 44 pontos.

Nesta segunda jornada, a portuguesa Maria Martins tentava defender-se da melhor forma, mas a concorrência estava forte. Na prova de Scratch, Katie Archibald mostrava-se autoritária e vencia à frente de Maggie Coles-Lyster e da japonesa Yumi Kajihara. A portuguesa terminava na oitava posição. Na eliminação, Maria terminou no 11.º lugar, após uma prova menos conseguida. Katie Archibald voltaria a vencer, seguida pela norueguesa Anita Stenberg e pela italiana Silvia Zanardi, que acabaria em terceiro.

No final, após as duas provas, Maria Martins assegurou o seu nono lugar, que já trazia da jornada anterior, com 26 pontos. Katie Archibald continua destacada no primeiro lugar com 73 pontos.

Segue-se uma jornada dupla da Liga dos Campeões, a disputar em Londres, Inglaterra, nos dias 3 e 4 de dezembro. A última etapa desta edição será em Telavive, em Israel, a 11 de dezembro.

Foto de Capa: FPC

O André é licenciado em Marketing e Publicidade e um fã incondicional de ciclismo. Começou desde pequeno a ter uma paixão pelo desporto, através do futebol. Chegava a saber os plantéis de todas as equipas da Primeira Liga! Com o tempo, abriu-se o horizonte e o interesse para outros desportos, como o Ciclismo, o Futsal e, mais recentemente, a NBA. Diz que no Ciclismo existem valores e táticas que mais nenhum desporto possui e ambiciona um dia ter a oportunidade de assistir ao vivo a um evento deste calibre.

O André é licenciado em Marketing e Publicidade e um fã incondicional de ciclismo. Começou desde pequeno a ter uma paixão pelo desporto, através do futebol. Chegava a saber os plantéis de todas as equipas da Primeira Liga! Com o tempo, abriu-se o horizonte e o interesse para outros desportos, como o Ciclismo, o Futsal e, mais recentemente, a NBA. Diz que no Ciclismo existem valores e táticas que mais nenhum desporto possui e ambiciona um dia ter a oportunidade de assistir ao vivo a um evento deste calibre.

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