O regresso do sprinter britânico Mark Cavendish à formação belga, Deceuninck Quick-Step, está consumado, onde já tinha estado no passado, entre as épocas de 2013 e 2015, mas sobre os nomes de Omega Pharma-QuickStep e Etixx-QuickStep. O ciclista esteve perto de abandonar, mas sentiu que não podia deixar o seu legado através da porta pequena.

É um dos melhores sprinters de todos os tempos, mas já vai longe do auge da sua carreira. Aos 35 anos, o ciclista abandona a equipa Bahrain-McLaren para ingressar numa casa que bem conhece.

“Estou tão feliz em juntar-me à Deceuninck-QuickStep, que nem consigo explicar. Eu nunca escondi o meu afeto pelo tempo que já tinha passado aqui e, para mim, sinto que é, realmente, um regresso a casa”, disse Cavendish em comunicado divulgado pela equipa.

“Para além do incrível grupo de corredores, mal posso esperar para recomeçar a trabalhar com o staff, a maioria dos quais estiveram aqui durante a minha primeira passagem, e fizeram parte de um dos períodos mais bem-sucedidos da minha carreira, uma era da qual me orgulho imenso.”

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“Mesmo com uma época extremamente difícil e perturbada, este ano, eles mostraram como são fortes e unidos, e eu espero acrescentar algo mais à equipa. Mal posso esperar para estar de volta ao Wolfpack”, referiu o britânico.

O “Manxman” no período que esteve na equipa, acabou por alcançar 44 triunfos, em três temporadas! No total, ao longo da sua vasta carreira, conquistou 146 vitórias, 48 em Grandes Voltas, com a Volta a França a ser o seu terreno predileto, com 30 triunfos, números impressionantes! É o oitavo ciclista com mais vitórias de sempre! Sendo que, dos ciclistas ativos, apenas o alemão André Greipel tem mais triunfos que Cav.

A oportunidade que Patrick Lefevere está a dar a Cavendish é de realçar, visto que o corredor já não vence desde fevereiro de 2018. Esta época, na equipa Bahrain-Mclaren, a sua melhor classificação em etapas foi um modesto 12.º posto, no Tour da Polónia, em 37 dias de competição. O britânico também já tem um histórico considerável de lesões e doenças, que acabaram por arredá-lo de competição.

“Nós e o Mark partilhamos muitas memórias bonitas, e temos uma história que remonta há vários anos. Durante o seu período de três anos com a equipa, ele não se limitou a reivindicar dezenas de vitórias para o coletivo, mas também mostrou ser um espantoso ciclista de equipa, ele é incrivelmente dedicado! Nós estamos felizes por tê-lo de volta à nossa família, uma vez que ele é um líder e traz consigo uma grande experiência, que pode partilhar com os nossos jovens corredores, mas ao mesmo tempo estamos confiantes que ele ainda tem algo para dar à equipa”, disse o responsável máximo da equipa, Patrick Lefevere.

Este ano, o ciclista não teve os melhores dias em cima da bicicleta, e houve mesmo o rumor que iria abandonar no final da temporada. Esta oportunidade é excelente para poder despedir-se em grande do ciclismo, no escalão máximo (WorldTour), e na melhor equipa do Mundo. Até agora, a equipa só tem duas contratações, com Josef Cerny e Cavendish a reforçarem um roster de excelência.

A equipa está, apenas, disposta a fazer, contratações cirúrgicas, porque em equipa que ganha, não se mexe! A formação belga já dispunha de Sam Bennett, Alvaro Hodeg e de Fabio Jakobsen (lesionado) para os sprints, agora fica com mais uma opção válida para as chegadas mais rápidas. E se há equipa que pode fazer o “Míssil” britânico voltar às vitórias, fazendo jus à sua honrosa carreira, é a Deceuninck Quick-Step.

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