Depois dos títulos mundiais de Rui Costa na Estrada (2013) e de Tiago Ferreira no BTT (2016), a seleção nacional procura agora o sucesso na pista, enfrentando os Mundiais de Pista de Apeldoorn, Países Baixos, com uma comitiva de três atletas nos quais se incluem um claro favorito às medalhas em Ivo Oliveira.

Participando na prova de Perseguição Individual, um contrarrelógio de 4 quilómetros à volta da pista, o ciclista de apenas 21 anos foi já sexto no Mundial da época transata em Hong Kong e Campeão do Mundo de juniores em 2014. Esta temporada foi o vencedor da Geral da Taça do Mundo da disciplina e não há como escapar à pressão de ter que alcançar uma medalha para corresponder às expectativas. Entre os seus adversários, o campeão em título Filippe Ganna da Itália e o britânico Charlie Tanfield são os que mais dores de cabeça lhe deverão dar.

Também presente estará o seu irmão gémeo, Rui Oliveira, que competirá nas vertentes de Scratch e Omnium. A primeira trata-se de uma corrida ao estilo tradicional, com 15 quilómetros à volta da pista em que ganha o primeiro a cruzar a meta na última volta, já o a outra modalidade é um conjunto de várias corridas em sucessão, nomeadamente, Scratch, eliminação, tempo e pontos. No seu caso, não se esperam medalhas, mas tem condições para fazer uma posição entre os 10 primeiros em ambas as disciplinas, com especial atenção para o Scratch, onde foi já 8º nos Mundiais de 2016.

Ivo Oliveira é a grande esperança nacional para chegar às medalhas
Fonte: Ivo Oliveira

Para concluir a delegação portuguesa, viaja também para Apeldoorn João Matias, o vencedor da Taça de Portugal de Pista 2018, que participará na Corrida por Pontos, prova em que os primeiros a passar em certas voltas predefinidas alcançam pontuam e no final ganha quem tiver mais pontos. O ciclista que representa a equipa da Vito – Feirense – Balckjack não tem tantas credenciais como os seus colegas de seleção e, por isso, tem também menos responsabilidades, não havendo grande pressão para um resultado em concreto. Ainda assim, pede-se-lhe que melhore o 19º do ano passado, confirmando a sua evolução.

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Do lado feminino, Portugal volta a não ter qualquer representante, mas o cenário não é preocupante, já que Maria Martins e Soraia Silva, duas ciclistas ainda muito jovens a correr desde este ano na equipa espanhola da Sopela, garantem ao nosso país boas perspetivas para o futuro.

Os portugueses competem nos dias 1 (Scratch), 2 (Perseguição Individual e Corrida por Pontos) e 3 (Omnium) de março no mais importante certame anual de ciclismo e pista e a comunidade ciclística nacional espera ansiosamente que no final se possa fazer um balanço positivo e festejar a primeira medalha lusa nesta competição.

Foto de capa: UVP – FPC

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