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Acabou por ser da Eslovénia, o vencedor desta edição da La Vuelta: Primoz Roglic tornou-se no primeiro ciclista esloveno a vencer uma Grande Volta. Após 23 dias (contando com os dias de descanso) e milhares de quilómetros, chega mesmo ao fim mais uma edição da maior prova de ciclismo realizada em Espanha. Roglic acabou por conquistar pela primeira vez uma vitória em Grandes Voltas.

A última semana chegava, tal como o vento! Na etapa 17, entre Aranda de Duero e Guadalajara aconteceu algo insólito. A Deceuninck- Quick-Step juntamente com a Sunweb procuraram criar um espaço interessante para os seus rivais e acabaram por conseguir. Uma fuga bastante numerosa acabou por escapar, com quase toda a equipa da Quick-Step, muitos elementos da Sunweb (incluindo Kelderman) e alguns ciclistas da Movistar (incluindo Quintana).

Com este cenário coube à equipa do líder, a Jumbo-Visma tomar conta das operações no pelotão, com a ajuda da Astana e da equipa da UAE Emirates. A verdade é que o grupo escapado acabou por conseguir obter êxito e o grupo dos favoritos chegou a 5m:29s da frente.

No final, Philippe Gilbert (Deceuninck) acabou por somar a segunda vitória nesta Vuelta, batendo ao sprint Sam Bennett (Bora-Hansgrohe) e o seu companheiro de equipa Rémi Cavagna.

Na geral individual, Roglic mantinha a liderança, agora com 2m:24s para o segundo lugar de Quintana! Ele que foi um dos beneficiados do dia, ganhando cinco minutos à restante concorrência e que o fez subir quatro posições na geral. Na terceira posição aparecia Valverde a 2m:48s. Com esta etapa, Kelderman, outro dos beneficiados do dia, subiu da oitava posição para o sexto lugar. James Knox subiu da 11ª posição para o oitavo lugar e Dylan Teuns subiu oito lugares, passando de 18º lugar para a 10ª posição.

Na 18ª etapa, a montanha aparecia mais uma vez, com a chegada a Becerril de la Sierra. Mais uma vez a fuga acabou por vingar, sendo que foi apenas um ciclista que resistiu no final ao grupo dos favoritos, Sergio Higuita. A fuga tinha bastante qualidade inserida, com nomes como: Omar Fraile, Meintjes, Tao Hart, Higuita, Wout Poels, Neilson Powless e Oscar Rodriguez.

Quando ainda faltavam largos quilómetros para o final da etapa, Miguel Ángel López decidiu atacar no grupo dos favoritos. O grupo ficou encurtado para menos de dez unidades, com os números a favorecerem a equipa da Movistar.

Com mais de 40 kms para o final, Higuita viu-se isolado na frente da corrida. Do grupo perseguidor descaíram os elementos da Astana e da Jumbo-Visma para ajudar os seus líderes. Omar Fraile ajudou como pôde o seu líder Ángel López, mas sem grande sucesso, visto que acabou por ser alcançado pelos seus rivais. Powless ajudou e muito o seu colega e líder Roglic na penúltima subida.

Miguel Ángel López não estava contente com a situação e voltou a atacar, desta vez apenas foi seguido por Valverde, Roglic e Majka. Quintana e Pogacar a mostrarem fragilidades e acabaram por ficar para trás.

Lá na frente Higuita agarrou-se muito bem e com todas as suas forças acabou por dar uma vitória merecida à EF Education First. Roglic, Valverde e Majka acabaram por sprintar para o pódio da etapa, com vitória moral para Roglic, acabando todos a 15 segundos do vencedor. López cedeu dois segundos. Quintana e Pogacar perderam 1m:01s para os adversários diretos.

Na geral, Valverde ultrapassava o seu colega Nairo Quintana, subindo de terceiro para segundo. López trocava de lugar com Pogacar, subindo da quinta posição para o quarto lugar.

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