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Em Portugal, diz-se que “não há duas sem três”. Pelos vistos, na Eslovénia, também. Foram os emblemáticos caminhos de Santiago (de Compostela) que serviram de tapete vermelho para a consagração de Primoz Roglic, o esloveno que não larga a coroa espanhola por nada.

O chefe de fila da Jumbo-Visma liquidou este domingo a sua terceira vitória na Volta a Espanha, naquela que foi a 76.ª edição da competição. O carimbo número três no historial de Primoz Roglic compara-se agora ao de figuras como Alberto Contador, Roberto Heras e Tony Rominger (que, curiosamente, construiu o seu currículo com três vitórias igualmente consecutivas).

O feito do campeão olímpico de contrarrelógio ganhou forma na sua percetível superioridade em relação aos seus adversários. O carácter metódico, frio e calculista de Roglic chegou para controlar uma corrida que parece que nunca esteve em perigo, nem mesmo com um Enric Mas em grande forma, um bloco assustador por parte da Bahrain-Victorious e a ténue (porém real) ameaça de uma Ineos-Grenadiers impotente.

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As doses de emoção e espetáculo do ponto de vista do adepto não foram, de todo, sinónimo da última grande volta de 2021. Contudo, a monotonia bem evidente não preencheu toda a dimensão da Vuelta, que ganhou contornos interessantes com os triunfos de Fábio Jakobsen (classificação por pontos), Michael Storer (classificação da montanha), Gino Mader (classificação da juventude) e da estrutura Bahrain-Victorious (classificação por equipas).

Foto de Capa: La Vuelta
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