Mark Cavendish | The Cavback?

- Advertisement -

O trocadilho do título deste texto pode ser de qualidade duvidosa, mas o tema asseguro-vos que não o é. Depois de passar por muitas tormentas, Mark Cavendish encontrou estabilidade na Team Bahrain McLaren e tenta retomar o seu posto como Rei da velocidade em duas rodas.

Já lá vão quase 12 anos desde que o Manx Missile apareceu de rajado no Tour de France, para obliterar a concorrência e começar a somar um número impressionante de triunfos na Grande Boucle. Durante quase uma década, Cavendish foi o rei dos sprints, mas os últimos anos têm sido difíceis.

Após um bem-sucedido ano de 2016, com mais quatro etapas conquistadas no Tour,

e, finalmente, a tão ansiada medalha olímpica – prata no Omnium -, o britânico encontrou fora da estrada o seu maior opositor, o vírus Epstein-Barr, que o deixou fora de competição por longos períodos, tendo nos anos seguintes conquistado apenas dois triunfos, uma etapa no Abu Dhabi Tour 2017 e outra Dubai Tour 2018.

Não ajudou a tudo isto que se encontrasse numa equipa em crise de resultados. Mesmo com algumas contratações sonantes, a Team Dimension Data não conseguiu estar entre as melhores e foram vários os ciclistas que parecerem regredir com a sua entrada para a primeira equipa africana do World Tour. Assim, também a pressão colocada em Cav foi superior ao necessário e a sua exclusão da seleção para o Tour 2019 foi a gota de água de uma relação em deterioração, forçando o velocista a mudar de ares.

Surgiu, então, a opção pela Team Bahrain, agora em parceria com a McLaren. É um conjunto com vários ciclistas de elevada qualidade, como Landa, Poels ou Mohoric, o que dificultará a Cavendish afirmar-se no topo da hierarquia, mas que, exatamente por ter outros valores que garantem resultados no imediato, tem a disponibilidade para lhe oferecer o tempo e liberdade necessários para se reencontrar com a velocidade que tantas alegrias lhe deu.

Na estreia pela nova equipa, Cav ajudou Bauhaus a vencer a edição inaugural do Saudi Tour
Fonte: Team Bahrain McLaren
José Baptista
José Baptista
O José tem um amor eclético pelo desporto, em que o Ciclismo e o Futebol Americano são os amores maiores. É licenciado em Direito (U. Minho) e em Psicologia (U. Porto).

Subscreve!

Artigos Populares

Rui Borges responde ao Bola na Rede: «É a nossa marca e por mais que as equipas nos identifiquem a variabilidade, procuramos um ou...

O Sporting venceu o Estoril Praia por 3-0 na Primeira Liga. Rui Borges analisou o duelo e respondeu ao Bola na Rede.

Ian Cathro responde ao Bola na Rede: «Vamos ter de sair daqui a aceitar e olhar para um 3-0 que é horrível»

O Sporting venceu o Estoril Praia por 3-0 na Primeira Liga. Ian Cathro analisou o duelo e respondeu ao Bola na Rede.

Terem Moffi estreia-se a marcar com a camisola do FC Porto

O FC Porto recebeu e venceu o Arouca por 3-1 na jornada 24 da Primeira Liga. Terem Moffi estreou-se a marcar com a camisola dos dragões.

Francesco Farioli responde ao Bola na Rede após triunfo do FC Porto: «O Arouca mudou algumas coisas face ao que esperávamos»

O FC Porto derrotou o Arouca em jogo da 24.ª jornada da Primeira Liga. Francesco Farioli respondeu à questão do Bola na Rede em conferência de imprensa.

PUB

Mais Artigos Populares

Ian Cathro critica arbitragem: «Não foi o meu melhor dia, mas infelizmente não foi o melhor dia da equipa de arbitragem»

Ian Cathro analisou o duelo da 24.ª jornada da Primeira Liga. O Sporting defrontou o Estoril Praia no Estádio de Alvalade.

Rui Borges elogia exibição do Sporting: «Duas partes distintas, boas reações na primeira parte com e sem bola»

Rui Borges analisou o duelo da 24.ª jornada da Primeira Liga. O Sporting defrontou o Estoril Praia no Estádio de Alvalade.

Podcast Raio-X Tático #1 – As substituições do Benfica no Bernabéu

Estreia do podcast "Raio-X Tático", espaço para dissecar as perguntas táticas feitas pelo Bola na Rede nas conferências de imprensa. Em análise, as opções, timing e impacto das substituições executadas pelo Benfica frente ao Real Madrid.