Um outro crucial fator para ser esta a nova equipa de Cavendish é a presença de Rod Ellingworth, novo Diretor Geral do conjunto do Bahrain. Rod trabalhou com Cav desde a adolescência e durante vários anos, quer através da Federação, quer como treinador pessoal, e o ciclista refere-o sempre como uma grande influência e uma das pessoas que mais respeita. Como o sprinter uma vez disse, “He turned me from a fat wanker to a world champion in fifteen months” (William Fotheringham citou-o assim no The Guardian, mas no seu primeiro livro, Boy Racer, Cavendish esclarece que o termo usado foi ‘banker’, uma alusão ao facto de ter trabalhado no Barclays antes de entrar para a Academia da Federação Britânica).

Mark Cavendish já garantiu o seu espaço como o melhor sprinter da modalidade. 146 vitórias, 48 delas em Grandes Voltas, tendo conquistado a camisola dos pontos nas três (apenas quatro outros ciclistas conseguiram este feito), um Campeonato do Mundo (Copenhaga 2011) e um Monumento (Milano-San Remo 2009) assim o garantem, mas ainda há mais para enriquecer o palmarés. As suas 30 etapas no Tour colocam-no como segundo maior vencedor e o seu objetivo para o que resta da carreira é somar as cinco que falta, para bater o inacreditável recorde do ‘Canibal’ Merckx.

Para já, a época vai tranquila. Depois de um inverno de regresso à pista com resultados promissores, o foco na estrada tem sido nas provas do Médio Oriente. Sem nenhum resultado de especial destaque, é, contudo, visível como vai evoluindo e já aparece na frente nos momentos decisivos, e os seus lançamentos para Bauhaus no Saudi Tour deixam antever coisas boas. O caminho de retorno para o topo é longo, mas é possível chegar lá quando se tem a qualidade de Cav.

Como canta Brett Dennen, “The kid is back, is back on track /(…) And everybody loves a comeback” e eu acredito que ainda vamos ver Mark Cavendish escrever mais umas páginas douradas na história do Ciclismo.

Foto de Capa: Team Bahrain McLaren

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Artigo revisto por Joana Mendes