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A trilogia das Ardenas está a chegar, largamos o pavé das clássicas do Norte e passamos para as colinas curtas e com altas pendentes. Este Tríptico das Ardenas é composto pela: Amstel Gold Race, La Flèche Wallone e Liège-Bastogne-Liège. São três clássicas com enorme reputação e tradição. 

A primeira clássica, a Amstel Gold Race será disputada dia 21 de abril, a Flèche Wallone acontecerá na quarta-feira seguinte ( 24 de abril) e por último a Liège no dia 28 de abril, ou seja, no espaço de uma semana serão realizadas três corridas importantes do calendário anual das equipas World Tour. O espetáculo nesta semana é sempre garantido.

A Amstel Gold Race é a prova mais importante do calendário ciclístico a realizar na Holanda. O nome Amstel encontra-se relacionado com uma cervejaria, de seu nome “Amstel” claro está, propriedade da Heineken.

 A primeira edição desta prova foi em 1966. Já conta, portanto, com 53 edições, mesmo assim é a prova mais novinha das três.

A prova irá apresentar-se com 265.7 quilómetros para os ciclistas. Subidas como o Keuterberg com secções de 22% de inclinação, ou como o Cauberg com 13%, irão certamente fazer mossa nas pernas dos ciclistas, após duzentos quilómetros percorridos. É uma corrida “non-stop” em que os favoritos têm que andar sempre bem colocados, com sobe e desce constante é fácil haver cortes e diferenças entre grupos. 

O último vencedor aqui foi o dinamarquês Michael Valgren, pela Astana.

A Flèche Wallone é corrida na Bélgica, na região da Valônia. É uma clássica com 82 edições já contadas, a primeira edição foi em 1936. O homem com mais vitórias nesta clássica é o espanhol Alejandro Valverde (2006,2014,2015,2016,2017).

Mais uma prova duríssima, serão cerca de 196 quilómetros, com cerca de onze subidas com uma inclinação muito elevada. Acabando no famoso Muro de Huy com rampas a 17% de inclinação. 

O circuito final começa quando faltarem sensivelmente 77 quilómetros, com as passagens no Côte d´Ereffe e no Côte de Cherave, que antigamente os ciclistas passavam duas vezes por cada, agora passam três! As passagens pelo Muro de Huy continuam as mesmas três vezes do costume.  Com tanta subida dura, resta saber quem terá pernas para enfrentar o Muro de Huy no final do dia.

A Liège-Bastogne-Liège, frequentemente chamada por La Doyenne ou Old Lady é a prova mais antiga das clássicas. Esta que é um dos cinco monumentos do ciclismo. Conta já com 104 edições! A primeira edição foi no ano de 1892. 

Esta prova realiza-se na região das Ardenas e acaba na cidade em que começa. Antigamente esta prova era corrida no mesmo fim de semana ( dias consecutivos) em que se corria a La Flèche Wallone, dando origem ao Le Weekend Ardennais. Eddy Merckx é o recordista desta prova, com cinco triunfos. 

 Este ano será uma edição histórica, após 27 anos a acabar na localidade de Ans, o final volta a coincidir no centro da cidade de Liège, pelo menos até 2024. 

Serão 256 quilómetros, com onze subidas duras. A distância das mesmas não ultrapassará os quatro quilómetros e as pendentes irão rondar os 5% e os 13% de inclinação. Os ciclistas irão contar com cerca de 4000 metros de desnível, o que é praticamente o equivalente a uma etapa de alta montanha numa Grande volta. 

Agora a corrida acaba com a subida ao Côte de la Roche-aux-Faucons (1,3 quilómetros a 11%) a cerca de quinze quilómetros do final. Depois será com terreno plano e em descida até ao final. Assim quem ficar para trás nas subidas ainda terá hipótese de recolar no final e talvez discutir a vitória ao sprint. Vai ser uma corrida aberta certamente e imprevisível. 

Bob Jungels ganhou aqui a edição de 2018, numa tentativa a solo.

Peter Sagan este ano irá correr pela primeira vez esta prova, visto que vê aqui claramente uma oportunidade de ouro para ganhar esta corrida tão emblemática.

Gilbert, um dos únicos ciclistas a fazer o Triplete nas Ardenas
Fonte: Quick-Step Floors

Dois ciclistas que já fizeram história nestas clássicas e ainda se encontram ativos no pelotão internacional são: David Rebellin e Philippe Gilbert.  São os únicos ciclistas a conseguirem um triplete, visto que ganharam as três provas no mesmo ano! Rebellin em 2004 e Gilbert em 2011.  No entanto apenas Gilbert irá ter a chance de ganhar alguma destas provas, visto que ele está no alinhamento inicial da Deceuninck- Quick-Step para as clássicas, já Rebellin com os seus 47 anos, encontra-se a correr na equipa Continental da Sovac e esta equipa não irá correr em provas importantes como estas. Valverde também está no hall of fame das Ardenas, visto que ganhou a Flèche Wallone e a Liège no mesmo ano em: 2006, 2015 e 2017.

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