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Fim-de-semana dourado para o país do esqui | Saltos de Esqui

Era após a viagem até solo finlandês, mais em concreto até à pequena cidade de Ruka, na qual Anze Lanisek havia subido pela primeira vez ao degrau mais alto do pódio, que a Taça do Mundo de Saltos de Esqui teria uma dupla jornada em solo polaco, no mítico trampolim de Wisla.

Uma cidade que, aquando da passagem do campeonato por estas paragens, vira “santuário” da modalidade, com dezenas de milhares de espectadores a lotarem as bancadas do Malinka Adam Malysz, assim batizado em homenagem a Adam Malysz, agora diretor da equipa e ex-saltador que detém, atualmente, a terceira posição na tabela dos praticantes mais vitoriosos de sempre deste incrível desporto.

De realçar ainda que, no segundo dia de prova, teve lugar a primeira competição coletiva da temporada, sendo que, durante a presente época, se assiste a um decréscimo de eventos deste âmbito.

A estrutura de 134m contava com o K-point localizado nos 120m, com um record que datava de 2013, um dos mais antigos, assinado então por Stefan Kraft, registo esse de 139m. A questão que todos queriam ver respondida era se seria desta que a marca cairia.

Como manda a tradição por estas bandas, o trampolim tornou a receber os entusiastas adeptos polacos, confiantes de que Stoch, Zyla ou Kubacki lhes pudessem conferir novas alegrias, com o triunfo a ficar entre portas. De referir que o “samurai”, Ryoyu Kubayashi, falhava a jornada de Wisla, visto estar ainda em isolamento profilático, após ter voltado a contrair a covid-19.

Desta forma, seriam 72 os atletas a “afrontar” a qualificação realizada na tarde de sexta-feira, que seria disputada debaixo de forte vento, nada impeditivo pois soprava de forma frontal. Quem levaria a melhor, apesar de não ter registado o salto mais longo, seria o jovem Jan Hoerl, a anotar 129m, marca inferior, em cinco metros, à averbada por Karl Geiger, que vestia o dorsal amarelo de líder da Taça do Mundo de Saltos de Esqui, situação facilmente explicável uma vez que o germânico havia contado com condições mais favoráveis aquando da execução do seu voo quando comparadas com as de que dispusera o austríaco. O terceiro mais pontuado seria o norueguês Marius Lindvik, a registar 132m.

Ainda a destacar os nomes de Pius Paschke, fechando a ronda preliminar com a quarta melhor pontuação, 128m, e para o único saltador russo que até à data soma vitórias entre a elite do desporto, sucesso esse obtido em Wisla, em 2019, Evgeniy Klimov, com uma marca de 129m.

Refira-se que sta foi uma ronda na qual se viu um amplo contingente caseiro marcar presença na competição dominical, algo relacionado com o maior número de vagas atribuídas à nação anfitriã.

De resto, são ainda de salientar os registos, interessantes, de dois desportistas que já tocaram a glória do Olimpo: Andreas Wellinger, germânico que atualmente procura recuperar forma para conseguir apresentar-se a um nível consentâneo com a sua real valia, a posicionar-se em oitavo, com 122.5m, e para Kamil Stoch, que fechava em décimo com um salto sobre o K-point.

Este apronto não veria marcas particularmente distantes, para além das já mencionadas, uma vez que o vento não ia sendo amigo dos atletas, estando agora fraco, algo que ia prejudicando a qualidade do espetáculo.

Pela negativa, evidenciavam-se os saltos do esloveno Anze Lanisek, que terminaria em 15.º posto, Halvor Egner Granerud, que desta feita asseguraria a presença na prova, mas apenas com recurso a parcos 119m, qualificando-se no 32º posto, e ainda Markus Eisenbichler, a concluir em 39º, anotando apenas 117m. Com todos os nomes de monta a seguirem, com maiores ou menores sobressaltos, para a competição de domingo. Agora, as “baterias” iam estando apontadas para o evento de sábado.

O dia seria destinado a uma competição por equipas, com as nações a apresentarem cada uma quatro saltadores que atuariam duas vezes, uma em cada ronda. As mesmas seriam compostas por quatro “mangas”.  O evento contaria apenas com nove conjuntos a concurso: Alemanha, Áustria,  Noruega, EUA, Suíça, Rússia, Eslovénia, Japão e a anfitriã, a Polónia. Destaque para a ausência de um quarteto finlandês, algo bem revelador da escassez de matéria-prima no que diz respeito à qualidade apresentada pelos jovens competidores de um país que, outrora, era uma das nações de topo.

Finalizados os primeiros 36 saltos, seria, sem surpresas, o quarteto norte-americano a deixar mais cedo a contenda, visto que os oito restantes conjuntos garantiriam direito a realizar mais quatro marcas nesta fantástica estrutura. Quanto a uma das nações favoritas, os noruegueses, que contavam com Robert Johanson, Marius Lindvik, Daniel Andre-Tande e Halvor Egner Granerud, estavam num “miserável” sétimo posto, a mais de meia centena de pontos da liderança na posse dos austríacos, verdadeiros especialistas em eventos coletivos  que contavam nas suas fileiras com Jan Hoerl, Manuel Fettner, Stefan Kraft e Daniel Huber.

No entanto, a mesma ia estando “presa” por apenas 3.6 pontos, com o segundo posto a ser pertença dos caseiros David Kubacki, Kamil Stoch, Andrzej Stekala e Piotr Zyla, seguidos de muito perto pela jovem equipa eslovena formada por Cene Prevc, Anze Lanisek e Timi Zajc, aos quais se aliava a veterania do vencedor da Taça do Mundo de Saltos de Esqui em 2016, Peter Prevc. Fora, por estes instantes, dos lugares medalháveis iam militando alemães em quarto, japoneses em quinto, russos em sexto e suíços em oitavo, a garantirem, perante os EUA, a derradeira vaga na segunda parte do evento.

Após uma primeira metade de disputa em que o equilíbrio entre os dois primeiros dificilmente poderia ser maior, esperava-se cenário idêntico para a segunda parte da competição. Beneficiando de um grande segundo registo da autoria de Jan Hoerl, 135.5m, marca mais distante de todo o fim-de-semana até então e de um voo de 130m de Kraft a fechar, a Áustria repetiria o sucesso aqui conseguido na época transata.

Em segundo, ficaria a Alemanha, que viu em Karl Geiger, com 134m na sua segunda aparição, ser um dos principais impulsionadores do crescimento germânico, que contava com uma formação constituída por: Karl Geiger, Markus Eisenbichler, Pius Paschke e Stephan Leyhe, relegando a equipa da Eslovénia para o bronze. Eles que eram líderes até à segunda “manga” da ronda derradeira, altura em que Lanisek deitaria tudo a perder com um segundo salto de 112m.

De resto, este seria um dia para esquecer para o bem jovem saltador, visto que, na sua primeira atuação, havia registado apenas 104m, ao contrário do companheiro Cene Prevc, que teria um segundo voo gigante, no caso 135m, que davam boas indicações para domingo.

Em quarto, mas liderando até à última ficaram os caseiros, com o responsável por tal queda a ser David Kubacki, que efetuaria um paupérrimo segundo salto de apenas 97m.  Em quinto, concluíam os nipónicos, seguidos pelos noruegueses, pelos soviéticos e pelos helvéticos, desfalcados do veterano Ammann.

O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

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