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Que o rali é uma festa é algo de que ninguém pode duvidar. Hoje, pelas estradas da ilha, foram muitos milhares que acompanharam a prova ao vivo, aproveitando o muito sol que se fez na ilha. Mas se o tempo está quente, a disputa pela vitória está ainda mais, com Craig Breen (Peugeot T16) a acabar o dia de hoje com apenas 2,3s de vantagem sobre Kajetanowicz (Kajto) em Ford Fiesta R5.

O dia começou com o troço Lagoa MEO, e logo aí se viu que a luta ia ser animadíssima: os dois pilotos da frente ficaram separados por apenas um décimo de segundo, com vantagem para o homem da Peugeot. Moura (Fiesta R5) foi 1s mais lento que o irlandês e continuava a sua luta pela liderança. Nesta especial o grande destaque foi para a desistência de Josh Moffet (Fiesta RRC); o irlandês despistou-se já depois de fazer a tomada de tempo – e conseguiu o quarto – e já não regressou à estrada.

Numa manhã sempre muito disputada ao longo dos seus quatro troços, foi mesmo no último que aconteceu a maior diferença entre os dois pilotos da frente. O polaco foi o mais rápido nos 28,92km das Sete Cidades, tendo batido Breen por 9,1s; com esta vitória na PEC, Kajto passou para a frente da classificação com 6,7s de vantagem. As Sete Cidades foram ainda o local da “morte” do sonho de Moura vencer o rali deste ano, ao perder 41,4s devido a problemas de travões.

Depois do almoço a competitividade manteve-se, apesar de Breen ter vencido os quatro troços da tarde. Mas apesar destas quatro vitórias, apenas na segunda passagem pelas Sete Cidades o irlandês conseguiu recuperar a liderança da prova, com a vantagem de 2,3s. A fechar o pódio continua Ricardo Moura, a já 1min.20,9s da liderança. A fechar o top 5 estão mais dois portugueses: Bruno Magalhães (208 T16) é quarto e José Pedro Fontes (DS3 R5) é quinto.

O Irlandês está a fazer uma grande prova
O Irlandês está a fazer uma grande prova
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Nos juniores a emoção também continua, apesar de as vantagens serem maiores. O inglês Chris Imgram continua na frente mas agora com uma vantagem de 22,4s sobre Steve Rokland. Bergkvist fecha o pódio no Adam R2, carro que anda a fazer as delícias de quem anda nas estradas a acompanhar a prova. Em quarto lugar vem Gago, já a 53,4s da liderança. A juntar à liderança entre os mais novos, o piloto da Peugeot inglesa lidera o ERC3. O líder do ERC2 é o lituano Dominykas Butvilas em Subaru Impreza, seguido do açoriano Luís Miguel Rego em Evo IX. No ERC3 é preciso ainda referir a desistência de Renato Pita. O português teve um princípio de incêndio no motor e foi forçado a parar na sua estreia nos Açores.

Na classificação portuguesa o líder é Moura, com mais de 2 minutos de vantagem sobre José Pedro Fontes. João Barros, que estava em terceiro entre os tugas, desistiu na última especial do dia, por acidente. Para o último lugar do pódio subiu Adruzilo Lopes (Subaru), mas já a mais de 6 minutos. Nas duas rodas motrizes portuguesas lidera Marco Cid (Clio S1600), seguido de Miguel Carvalho e Paulo Neto. Nos Açores é Moura quem lidera, como não podia deixar de ser, seguido de Luís Miguel Rego e de Ruben Rodrigues, ambos em Evo IX.

Amanhã é o dia de todas as decisões e o dia mais longo da prova, com a dupla passagem por Graminhais e Tronqueira a ser a mais importante para o dia. Espera-se mais um grande dia de prova a começar logo pelas 10h08. Fiquem deste lado para descobrirem quem é o vencedor da edição 50 do Sata Rallye Açores.

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Dias 0 e 1

Fotos: Rodrigo Fernandes

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