cab desportos motorizados

Mais um Rally de Portugal, mais uma vitória para Ogier. Esta é a quarta vitória do campeão do mundo em Portugal, que, se me permitem, não vai em cinco consecutivas porque em 2012 estava a correr com o Skoda S2000, como forma de desenvolver o “monstro” que é o Polo WRC.

Ogier fez mais uma prova exemplar sem nunca cometer erros e a mostrar mais uma vez que é o alvo a abater. O francês, aos 30 anos, é o melhor piloto em actividade na categoria máxima e, ao ter o melhor carro, é impossível em condições normais alguém lhe ganhar uma prova.

Anúncio Publicitário

Quem se reencontrou em Portugal foi Mikko Hirvonen. O finlandês da M-Sport conseguiu o segundo lugar e o seu primeiro pódio da temporada. Hirvonen esteve sempre na luta com Ogier pela vitória, mas, quando o francês decidiu “dar a machadada final”, o Fiesta não consegiu acompanhar o ritmo do Polo.

Ostberg levou o DS3 WRC ao terceiro lugar e fez assim um pódio com três das quatro marcas presentes nesta edição do mundial de ralis. O norueguês tem no Rally de Portugal uma das suas provas favoritas, e foi cá que obteve a sua única vitória no WRC, quando venceu a prova em 2012.

A Hyundai, que, a partir do nosso rali, vai correr com três carros por prova, não teve uma competição fácil em Portugal, apesar de vencer pela primeira vez uma P.E.C (pova especial de classificação). Depois do primeiro pódio no México, a marca coreana venceu, em Portugal, duas especiais por Dani Sordo e uma por Thierry Neuville. Mas o último dia de prova não foi amigo da equipa que regressa este ano à alta roda mundial. Sordo desistiu na ligação para o primeiro troço, e Neuville perdeu o sexto posto para Prokop na última especial. Juho Häninnen terminou em oitavo.

Bernardo Sousa conta com o apoio do Benfica neste seu regresso ao WRC2. Fonte: Rodrigo Fernandes
Bernardo Sousa conta com o apoio do Benfica neste seu regresso ao WRC2
Fotografia de Rodrigo Fernandes

Nos portugueses, o melhor foi Bernardo Sousa. O madeirense foi 15º na geral e quinto no WRC2 – campeonato para viaturas RRC, R5, S2000, R4, e os antigos grupo N –, uma boa estreia para Sousa nesta competição, sendo que os problemas no carro não permitiram lutar por um lugar melhor. Se falarmos nos portugueses que lutaram pelo nacional de ralis, o vencedor foi Pedro Meireles. O vimaranense continua assim a dominar o nacional, ao vencer as três provas. Ricardo Moura voltou a ser segundo, e Ricardo Teodósio fechou o pódio no seu Evo IX.

Não poderia acabar o texto sem falar de Rui Madeira. O piloto, de 45 anos, estava a celebrar os seus 25 anos de carreira e estava a dominar a prova do nacional, mas um problema no último troço fez com que só terminasse em sexto. Esta prova mostra que o piloto tem qualidade mais do que suficiente para estar a disputar o nacional e prova igualmente que velhos são os trapos.