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cab desportos motorizadosSábado acabou mais um Dakar, e mais uma vez Portugal ficou à beira da vitória. Desta vez foi Paulo Gonçalves quem terminou em segundo, tendo ficado a 16 minutos e 53 segundos do triunfo nas motos. A vitória foi para Marc Coma em KTM, que assim revalidou o título. A conquista do espanhol pode ter um sabor algo amargo para os portugueses, visto o Speedy ter sofrido uma penalização de 17 minutos por troca do motor da sua Honda, a dois dias do fim e quando estava a apenas cinco minutos da liderança. Paulo Gonçalves fez uma prova muito consistente, tendo estado sempre entre o segundo e o terceiro lugares da prova. Conseguiu uma vitória em etapa, três segundos lugares e dois terceiros lugares, sendo que a sua pior classificação em etapa foi um 22.º lugar.

Numa prova como esta ter uma boa mota é fundamental, e vê-se que a Honda, apesar de a ter, ainda não a tem no seu topo de rentabilidade, como se prova, por exemplo, pela necessidade da troca do motor de Paulo Gonçalves. A rapidez da moto está mais que provada e a fiabilidade da mesma também está muito melhor do que quando foi estreada há duas edições, mas ainda é preciso mais testes e conseguir dar mais vida ao motor, para que consiga aguentar o total desta prova, como aconteceu com a KTM de Coma.

Por outro lado, a possibilidade de vitória para os motards portugueses pode estar a ficar cada vez maior. Coma, depois de mais esta vitória, veio dizer que pretendia dar o salto para os carros, tal como já fizeram Peterhansel e Despres. Com isto, não só Paulo Gonçalves e Hélder Rodrigues na Honda podem ter mais hipóteses de vitória, como Rúben Faria pode passar a ter um papel mais importante dentro da KTM.

Fonte: Fanáticos do Rally Porta
Fonte: Fanáticos do Rally Portal

Falando agora da prestação dos restantes três motards portugueses, Rúben Faria terminou em sexto e fez uma prova muito regular, tendo estado sempre dentro do top’10 da prova, terminando uma vez em segundo lugar e duas vezes em terceiro em etapas. Hélder Rodrigues teve azar na oitava etapa e perdeu muito tempo, passando de sexto para 18.º, conseguindo recuperar até ao 12.º lugar; pelo meio venceu por duas vezes. Mário Patrão desistiu na 10.ª etapa, quando estava no 41.º posto, e esteve sempre longe do top’20, que desejava.

Nos carros, Carlos Sousa, à partida, dizia que queria ficar nos sete primeiros lugares e não o conseguiu por pouco, visto ter terminado em oitavo. Se fizermos o jogo de tirar os 40 minutos de penalização que recebeu, então Carlos Sousa teria ficado no quinto lugar na estreia do novo Mitshubishi. Já Ricardo Leal dos Santos conseguiu terminar em 25º na estreia do Nissan Navara, carro que o projecto BAMP está a desenvolver. Aqui nesta categoria o vencedor foi Nasser Al-Attiyah, com a Mini a mostrar que ainda é a marca mais forte, tendo a Peugeot tido muitos problemas com os seus 2008, que precisam de muito mais rodagem para se tornarem mais fiáveis.

Os restantes portugueses nos carros participaram como navegadores. Filipe Palmeiro terminou em 12.º, e Vítor Jesus ficou em 48.º.

Nas duas categorias com menos história para os portugueses tivemos como vencedores Rafael Sonik, nos Quads, e Airat Mardeev, nos camiões. Nesta categoria tivemos três portugueses na ajuda aos seus pilotos. Pedro Velosa ficou em 24.º; Armando Loureiro e José Morais não conseguiram terminar, tendo ambos desistido na terceira etapa, quando estavam nas 55.º e 56.º posições.

Foto de Capa: Facebook Oficial da Página “Dakar Rally”

Rodrigo Fernandes
Rodrigo Fernandeshttp://www.bolanarede.pt
O Rodrigo adora desporto desde que se lembra de ser gente. Do Futebol às modalidades ditas amadoras são poucos os desportos de que não gosta. Ele escreve principalmente sobre modalidades, por considerar que merecem ter mais voz. Os Jogos Olímpicos, por ele, eram todos os anos.                                                                                                                                                 O Rodrigo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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