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Bruno Magalhães quer sonhar, mas não o querem deixar

Rodrigo Fernandes · 2 min

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Cabeçalho modalidadesAs duas últimas provas do ERC (Grécia e Chipre) permitiram a Bruno Magalhães manter a liderança no Europeu de ralis, apesar de não ter ganho nenhuma das provas e até ter desistido no Chipre.

Na Grécia, Bruno Magalhães chegou a estar na liderança, mas um problema no carro não permitiu que continuasse a lutar por esta posição, terminando em segundo, atrás do seu principal rival Kajetan Kajetanowicz. No Chipre, as coisas nunca correram muito bem e, à sexta especial, o piloto português acabou mesmo por desistir, ao sair de estrada na mesma curva que Kajetanowicz e Murat Bostanci. Como o piloto polaco conseguiu voltar à estrada no dia seguinte, ainda assegurou sete pontos, contra os zero de Bruno Magalhães.

Vai para a estrada, este fim de semana, mais uma prova, a quinta da temporada e, mais uma vez, a dupla líder do ERC garantiu a sua presença apenas nos últimos dias possíveis e graças a estrangeiros…

É a Seajets que nos permite sonhar com o título europeu Fonte: ERC
É a Seajets que nos permite sonhar com o título europeu
Fonte: ERC

Em Portugal, não parece existir interesse na conquista de um título europeu, nunca conquistado, e que apenas por uma vez esteve próximo, quando Miguel Campos, em 2003, foi segundo, num saudoso Peugeot 206 WRC da equipa portuguesa da marca do leão. Acho totalmente inconcebível que em Portugal não se dê apoios a um piloto que é líder de uma competição deste nível a meio do calendário. Assim sendo, tem de ser a empresa grega Seajets a apoiar o nosso piloto, tal como fez nos dois últimos ralis. A juntar à armadora grega estão três secções da ERA, onde destaco a da Expo, por estar sempre ao lado do piloto.

Na Polónia, a vida não será nada fácil para Bruno Magalhães, desde logo porque testou muito pouco em pisos de asfalto, ao contrário dos seus maiores rivais. Kajetanowicz, a jogar em casa, terá de ser o principal favorito à vitória, isto apesar da presença de Mads Ostberg, piloto habitual do WRC e que ainda no fim de semana passado esteve na Finlândia com um Fiesta WRC dos novos. Fora estes dois pilotos, não podemos excluir Bryan Bouffier, sempre temível no asfalto e que o ano passado foi segundo no rali, e de Alexey Lukyanuk, apesar de ser difícil de saber o estado do piloto russo depois do grave acidente que teve e que o impediu de estar presente na Grécia e no Chipre. Manter um ritmo constante será fundamental para um bom resultado, que será sempre terminar na posição mais alta possível. Vai ser uma luta muito difícil, mas “Vamos à luta”, como escreveu o piloto.

Foto de Capa: ERC

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Rodrigo Fernandes

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