cab desportos motorizadosNo sábado, acabaram duas das mais míticas provas de desportos motorizados. Ambas marcadas por condições muito difíceis, apesar de os motivos serem diferentes: se, no Dakar, as temperaturas eram altíssimas, no Monte Carlo, a neve e gelo complicaram a vida a muitos pilotos.

Mas vamos começar pelo Dakar. Grandes expetativas ao ínicio e desilusão no final, parece a sina dos portugueses. A prova até começou bem, com Carlos Sousa a vencer a primeira etapa nos carros, mas, no dia seguinte, a viatura chinesa teve problemas e o piloto foi desqualificado por não ter cumprido a etapa toda. No mesmo dia, outro português foi também desqualificado. Francisco Pita tinha parado para ajudar Sousa e acabou por sair prejudicado também. Para terminar nos carros, Paulo Fiuza levou Orlando Terranova ao 5º lugar, e Filipe Palmeiro levou Martin Kaczmarski à 9ª posição.

Nas motos, onde havia mais hipóteses para os portugueses, as coisas não correram bem, apesar do 5º lugar final de Hélder Rodrigues. Na terceira etapa, Ruben Faria foi forçado a desistir devido a uma queda; duas etapas depois, foi Paulo Gonçalves que foi obrigado a abandonar, depois de a sua mota se ter incendiado. Ainda falando em abandonos, Victor Oliveira também saiu na 12ª etapa, quando seguia no 66º posto. Além da 5ª posição de Hélder, tivemos ainda mais três portugueses a terminar a prova nas motos. Pedro Oliveira foi o segundo entre os tugas, ficando no 24º posto. Bianchi Prata foi 29º e Mário Patrão foi 30º; foram boas prestações destes motards.

Nos camiões, os dois portugueses também terminaram. Velosa foi 45º, enquanto Martins se ficou pelo 48º lugar. Quanto aos vencedores, o Dakar premiou Marc Coma, Ignacio Casale, Nani Roma e  Andrey Karginov, em motos, quads, carros e camiões, respetivamente.

Ogier a lutar na neve. http://www.supermotores.net
Ogier a lutar na neve
Fonte: supermotores.net

No WRC, Ogier venceu o seu segundo Monte Carlo. A prova começou com Kubica na frente, mas, na terceira especial, Bouffier assumiu o comando. Ambos os pilotos pilotaram a máquina da M-Sport – Fiesta WRC – e conseguiram ser mais eficazes do que os pilotos da equipa oficial. Na nona PEC, Ogier assumiu o comando e não mais o largou, confirmando que vai ser o piloto a bater nesta temporada. Bouffier terminou a prova na segunda posição e Kris Meeke em terceiro. Tivemos, assim, um pódio com três marcas diferentes.

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A Hyundai não teve a estreia que esperava, pois Neuville desistiu por acidente logo na primeira especial, e Sordo foi forçado a desistir na quinta por problemas na bateria do seu i20 WRC. Não posso terminar este artigo sem falar do novo Sébastien. Chardonnet é, cada vez mais, um valor já seguro. Ao volante de um DS3 R3T, terminou em 11º à frente de carros muito mais potentes e mostra valor mais do que suficiente para ser campeão do mundo no futuro.