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CORRIDA 5: OLIVER ROWLAND VENCE PELA PRIMEIRA VEZ

Com o título de pilotos e construtores já fechado, as duas corridas que faltavam em Berlim serviram para decidir tudo o resto. Quatro ex-campeões de Fórmula E, incluindo o atual, começaram do fundo da grelha, deixando assim “os outros meninos brincar”.

O homem que melhor aproveitou a oportunidade foi Oliver Rowland (Nissan), que após conseguir a super pole, liderou de início ao fim, para conseguir a sua primeira vitória na Fórmula E, de forma confortável.

O britânico foi seguido durante toda a corrida por Robin Frijns (Virgin), que se manteve sem problemas na segunda posição até ao final. A verdadeira corrida acontecia mais atrás com algum do caos habitual da Fórmula E, começando com o acidente de Oliver Turvey (NIO), Nyck de Vries (Mercedes-Benz) e Sam Bird (Virgin), que envolvidos numa batalha, acabaram por deixar algumas partes do carro espalhadas na pista, mas capazes de continuar.

O campeão António Félix da Costa (DS Techeetah) foi um dos pilotos que começou de trás, mas ao contrário de Jean-Eric Vergne (DS Techeetah) ainda conseguiu fazer progresso, estando em 11.º a certo ponto.

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O ex-campeão Lucas di Grassi (Audi) parece continuar a atrair para si incidentes, com um furo causado a Max Gunther (BMW) e ao fechar a porta de forma demasiado agressiva a António Félix da Costa, o que causou um despiste completamente evitável.

O homem em movimento era o alemão André Lotterer (Porsche), que se aproximava do colega de equipa Neel Jani, que seguia em terceiro. O alvo era o pódio, e conseguiu levar a melhor de Jani. Este lugar de pódio não seria para durar, porque René Rast (Audi) decidiu finalmente mostrar um ar da sua graça ao atacar Lotterer e subir para a terceira posição.

A batalha dos dois mantinha-se bem acesa, e Lotterer conseguiria recuperar o último lugar do pódio, mas apenas temporariamente. O alemão da Porsche não conseguiu realizar uma gestão da bateria tão boa como Rast, e viu-se vulnerável nas últimas voltas. De forma bem musculada e que resultou com certeza em riscos na pintura dos monolugares, os dois pilotos batalhavam, sendo que Rast, com melhor gestão da energia, saltou para o pódio, o seu primeiro da Fórmula E.

Quando sai a bandeira axadrezada, a vitória era para Rowland, seguido de Frijns e Rast. Lotterer chegou em quarto lugar, com Alex Lynn (Mahindra) a conseguir o quinto lugar de Jani na última volta. Mitch Evans (Jaguar), Edo Mortara (Venturi), Vandoorne e Buemi completaram o top dez.

O campeão António Félix da Costa não conseguiu terminar e o companheiro de equipa Vergne terminou em 18.º.

A vitória viu Rowland saltar para o segundo lugar na classificação dos pilotos, três pontos à frente de Vergne, com Evans e Lotterer a aproveitar para subir para quarto e quinto lugar. A Nissan aumentou a vantagem no campeonato para a BMW, reforçando a segunda posição, enquanto que a Virgin ultrapassou Mercedes-Benz para chegar a quarto.

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