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Emilia Romagna Max Verstappen

Antevisão GP Emilia Romagna: Verstappen em “Sprint” de primeira linha

A ANTEVISÃO: FERRARI E RED BULL ACERTAM PASSO PARA DOMINGO

Imola. Emilia Romagna. São Marino, Itália, Europa. Grande Prémio histórico no calendário da categoria máxima do desporto motorizado de quatro rodas. Cenário rústico, carregado de trágica emotividade, momentos de glória irrepetíveis e absolutamente evocativo da mística da Fórmula 1.

Introdução feita, passamos à acção. No fim de semana que marca o regresso das corridas “Sprint” de sábado, as nuvens sobrevoaram a região de Emilia Romagna e trouxeram consigo, sobretudo na sexta-feira de qualificação para o “Sprint”, a imprevisibilidade de um asfalto húmido e traiçoeiro, que num traçado técnico só serviu para exacerbar a qualidade dos pilotos.

Na Qualificação de sexta-feira, alguns nomes tiveram dificuldades; destaque para Lewis Hamilton (13.º) e George Russell (11.º), naquela que foi a primeira vez desde 2012 em que nenhum dos Mercedes conseguiu passar ao Q3, mas também para o Alpine de Esteban Ocon (19.º), uma das grandes vítimas dos cinco (!) períodos de bandeiras vermelhas que tiveram lugar durante a sessão.

No reverso da medalha, pilotos como Lando Norris (3.º) e Kevin Magnussen (4.º) mostraram a sua aptidão para condições de pista variáveis, conseguindo resultados importantes na óptica de consolidar o potencial dos carros de 2022 da McLaren e da Haas, respectivamente, em traçados mais técnicos.

Magnussen, em particular, destacou-se também por um momento de alta qualidade quando, depois de perder o controlo do Haas na aproximação à curva 12 (Acque Minerali), aplicou acelerador no final da sua travessia pela gravilha para conseguir evitar ficar preso na “caixa de areia”, e conseguir retomar a sessão a caminho da segunda linha da grelha de partida para sábado.

Tempo para o “Sprint”, então, mas desta feita com condições de pista seca. O piloto com honras de defesa do título, Max Verstappen (Red Bull), partia na “pole”, com o actual líder do campeonato Charles Leclerc (Ferrari) a seu lado. Na perseguição, Norris e Magnussen, com os experientes Fernando Alonso (Alpine) e Daniel Ricciardo (McLaren) logo atrás e em busca, também eles, de um resultado positivo não só a nível de pontos – este ano atribuídos aos oito primeiros classificados do “Sprint” – mas também para a posição na grelha de partida para o evento principal de domingo.

Partindo no lado da pista com mais borracha, Leclerc de imediato assume a liderança, que conserva até ao fim de um período de “Safety Car”, activado como consequência de um incidente entre Pierre Gasly (AlphaTauri) e Guanyu Zhou (Alfa Romeo) que ditou uma ida às boxes para o piloto francês e o fim da corrida para o piloto chinês.

Volta número cinco, e mais uma vez Leclerc a comandar no recomeço, enquanto todos os pilotos à excepção de três (os dois Haas de Magnussen e Mick Schumacher e o Williams de Nicholas Latifi, em pneus médios) rodavam nos pneus macios. Cinco voltas mais tarde, e com metade do “Sprint” disputado, Sebastian Vettel (Aston Martin) ia tentando segurar carros mais rápidos atrás de si e conseguir um resultado no Top 10. Nesse comboio de carros seguiam ainda os dois Mercedes, cada um agora uma posição abaixo em relação à grelha de partida.

Até final, Sergio Pérez (Red Bull) e Carlos Sainz (Ferrari) a fazer uso da sua potente maquinaria para ganhar posições e se colocarem ambos no Top 4, e nova aproximação de Verstappen a Leclerc. O monegasco da Ferrari ia sofrendo com desgaste nos pneus dianteiros e o neerlandês, fazendo uso do seu instinto felino e da ajuda do DRS, saltava para a frente na penúltima volta para não mais largar a liderança e somar oito importantes pontos para o campeonato de pilotos, depois de duas desistências em três corridas até então.

Redigido mais um capítulo na luta roda-com-roda particular entre as duas jovens estrelas, e com as contas feitas, Leclerc isola-se cada vez mais na frente do campeonato, com 78 pontos e 40 de vantagem sobre o agora segundo classificado, o colega de equipa Carlos Sainz. O espanhol a conseguir dar resposta positiva depois de uma corrida desastrada na Austrália, subindo seis posições relativamente à grelha de partida.

Com esta vitória, Verstappen segue em 5.º no campeonato de pilotos, mas com a “pole” para a corrida de domingo assegurada, um carro que parece capaz de desafiar o domínio “vermelho” e o seu escudeiro na Red Bull “Checo” Pérez a partir entre os dois Ferraris, o neerlandês tentará certamente de tudo para reduzir a distância para os demais e voltar a colocar-se firmemente na discussão pelo título. A corrida tem início marcado para as 14:00 de Portugal continental.

Concluída a licenciatura em Comunicação Social, o Carlos mudou-se para Londres em 2013, onde reside e trabalha desde então. Com um pai ex-piloto de ralis e um irmão no campeonato nacional de karts, o rumo profissional do Carlos foi também ele desaguar nas "águas rápidas" da Formula One Management, onde trabalhou cinco anos. Hoje é designer numa empresa de videojogos, mas ainda não consegue perder uma corrida (seja em quatro ou duas rodas).

Concluída a licenciatura em Comunicação Social, o Carlos mudou-se para Londres em 2013, onde reside e trabalha desde então. Com um pai ex-piloto de ralis e um irmão no campeonato nacional de karts, o rumo profissional do Carlos foi também ele desaguar nas "águas rápidas" da Formula One Management, onde trabalhou cinco anos. Hoje é designer numa empresa de videojogos, mas ainda não consegue perder uma corrida (seja em quatro ou duas rodas).

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