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F1 GP Mónaco Charles Leclerc

Antevisão GP Mónaco: o fim da maldição?

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A ANTEVISÃO: LECLERC AUSPICIOSO PASSA COMPROVATIVO DE HABILIDADE NO SEU ESCRITÓRIO

Um dos pontos altos, talvez o maior, de cada época de Fórmula 1 acontece ao sábado, na viragem do mês de Maio. Dia de Qualificação no principado do Mónaco, o mais desafiante circuito do calendário para os pilotos e que exige absoluta concentração, bem como um carro capaz de responder às rápidas sequências de curvas.

A Ferrari partia para o GP do Mónaco a precisar de dar resposta imediata, depois de a Red Bull, a sua grande rival até à data no campeonato, ter saído da jornada anterior na Catalunha com o máximo de pontos disponíveis (44), fruto de uma corrida menos positiva de Carlos Sainz (quarto) e da desistência de Charles Leclerc, por falha mecânica. A juntar à pressão, a “maldição do Mónaco” à vista para o piloto da casa – em cinco tentativas (incluindo duas desistências em Fórmula 2), Leclerc nunca conseguiu terminar uma corrida nas ruas de Monte Carlo.

Tempo, portanto, para a Qualificação. Uma bandeira vermelha por detritos em pista já perto do final da Q1 criou problemas de tráfego a vários pilotos, entre eles Guanyu Zhou (Alfa Romeo). O “rookie” chinês, na sua primeira experiência no Mónaco aos comandos de um Fórmula 1, não conseguiu iniciar a sua última volta rápida e, com isso, reservou para si um desapontante último lugar da grelha para a corrida de domingo.

Pelo caminho no Q2 ficaram Yuki Tsunoda (AlphaTauri), ele que havia sido o causador dos detritos em pista no final da Q1, Valtteri Bottas no outro Alfa Romeo, os dois Haas de Kevin Magnussen e Mick Schumacher e, ainda, Daniel Ricciardo. Depois de um acidente na segunda sessão de treinos livres de sexta-feira, o australiano e antigo vencedor deste GP do Mónaco continua sem conseguir acertar passo aos comandos do McLaren versão 2022.

Chegava então o momento da decisão no Mónaco. Para o Q3 seguiam os dois Ferrari, os dois Red Bull, os dois Mercedes, os dois Alpine, Lando Norris (McLaren) e a surpresa do dia Sebastian Vettel, no renovado Aston Martin, que se intrometia entre os “grandes” depois de o seu colega de equipa Lance Stroll ter caído logo na primeira fase.

A primeira ronda de voltas rápidas ditou uma primeira linha da grelha composta pelos dois Ferrari, com Leclerc à frente de Sainz por mais de dois décimos de segundo, e os dois Red Bull a fechar a segunda linha com Sergio Pérez à frente do líder do campeonato e actual campeão, Max Verstappen.

A pouco menos de cinco minutos do fim, Norris conseguiu melhorar o seu tempo e subir para quinto, e volvidos quatro minutos a confirmação da classificação chegava por via de mais uma bandeira vermelha. Pérez perdia o controlo do seu Red Bull à saída da curva oito, Sainz que seguia logo atrás não conseguia evitar embate com o rival e sessão terminada mais cedo, com os tempos provisórios a tornarem-se efectivos.

Pole position, então, para o monegasco, visivelmente jubilante com um resultado que lhe dá excelentes hipóteses de pôr fim à “maldição” e retomar a liderança do campeonato com uma vitória que seria por certo extremamente popular no principado. Já Max Verstappen, que parte em quarto, poderá ter mais dificuldades em ganhar terreno a Leclerc e Sainz nas estreitas ruas do Mónaco.

Com a possibilidade de chuva ainda no horizonte espera-se, por isso, uma corrida emocionante, de alta imprevisibilidade e que independentemente do vencedor deverá trazer alterações de relevo à classificação de pilotos e construtores. A partida tem início marcado para as 14:00 de Portugal continental.

 

EQUIPA A TER EM CONTA

Fonte: F1

Scuderia Ferrari – Quem mais? Dois pilotos na primeira linha da grelha, o carro aparentemente melhor afinado para o sinuoso traçado do Mónaco olhando aos resultados das quatro sessões disputadas, uma equipa de engenheiros visivelmente mais serena em decisões estratégicas do que em anos anteriores e um conjunto a precisar de dar resposta imediata ao desapontante GP da Espanha. Juntando a isto, o facto de esta pista não permitir um elevado número de oportunidades de ultrapassagem e, por isso, o resultado da Qualificação ser ainda mais importante. Só um desastre deverá conseguir parar a Ferrari amanhã. Ou os céus, que se esperam cinzentos…

 

PILOTO QUE PODERÁ SURPREENDER

Sebastian Vettel (Aston Martin) – Mais uma decisão fácil. O alemão já surpreendeu hoje, ao conseguir levar o seu Aston Martin ao nono posto na grelha, e no GP do Mónaco da temporada transacta, onde fez corrida magnífica de oitavo para quinto fazendo uso de uma estratégia de alta conservação de pneus. Num circuito onde a qualidade do piloto faz mais diferença que em qualquer outro lugar, Vettel pode dar, aqui, sinal de que ainda é o piloto “número um” na Aston Martin e cimentar o seu lugar no panteão das lendas da modalidade com mais um resultado no Top 5, para já acima das aspirações mais realistas da equipa liderada por Lawrence Stroll.

Artigo revisto por Joana Mendes

Concluída a licenciatura em Comunicação Social, o Carlos mudou-se para Londres em 2013, onde reside e trabalha desde então. Com um pai ex-piloto de ralis e um irmão no campeonato nacional de karts, o rumo profissional do Carlos foi também ele desaguar nas "águas rápidas" da Formula One Management, onde trabalhou cinco anos. Hoje é designer numa empresa de videojogos, mas ainda não consegue perder uma corrida (seja em quatro ou duas rodas).

Concluída a licenciatura em Comunicação Social, o Carlos mudou-se para Londres em 2013, onde reside e trabalha desde então. Com um pai ex-piloto de ralis e um irmão no campeonato nacional de karts, o rumo profissional do Carlos foi também ele desaguar nas "águas rápidas" da Formula One Management, onde trabalhou cinco anos. Hoje é designer numa empresa de videojogos, mas ainda não consegue perder uma corrida (seja em quatro ou duas rodas).

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