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GP Austrália: Passeio no (Albert) Park para Charles Leclerc

A CORRIDA: SE JÁ ESTAVA TRANQUILO PARA O MONEGASCO, MAIS FÁCIL FICOU COM (MAIS UM) PROBLEMA DE FIABILIDADE PARA VERSTAPPEN

 

Terceiro round do campeonato do mundo de Fórmula 1, desta feita na Austrália, com perspetiva de mais uma luta entre Charles Leclerc e Max Verstappen, que partiam das duas primeiras posições da grelha de partida, com vantagem para o monegasco. Essas expetativas saíram defraudadas, com Leclerc a vencer de forma bastante dominante. Verstappen não teve grandes hipóteses e pior ficou quando voltou a ser traído por um problema de fiabilidade que levou ao seu abandono.

Começando pelo início, Leclerc arrancou bem e Verstappen também, mantendo o segundo lugar atrás do monegasco. O mesmo não pode dizer Sergio Pérez, que ficou momentaneamente preso atrás do seu colega de equipa, sendo ultrapassado por Lewis Hamilton, que foi uma das estrelas do arranque. Pela negativa, destaque para Carlos Sainz, que arrancou mal (alteração de última hora no volante antes da largada) e não durou muito tempo na corrida, despistando-se na curva 9/10 e acabando preso na gravilha.

Verstappen começou muito cedo a queixar-se dos seus pneus médios, com Leclerc a ir alargando a sua vantagem. O neerlandês parou três voltas mais cedo do que o Ferrari e isso permitiu-lhe reduzir a distância e quase ultrapassar quando Leclerc cometeu um erro no reinício de corrida após safety car. Mas foi a única vez que Verstappen ameaçou, com o campeão do mundo a ter depois o seu problema, que o coloca já a 46 pontos de Leclerc, que lidera o campeonato.


Voltando a Sergio Pérez, o mexicano terminou em segundo, mas teve de lutar muito para lá chegar. Depois de ser ultrapassado por Hamilton no arranque, o mexicano recuperou a posição na nona volta, antes de parar duas voltas antes do britânico, que emergiu à frente quando saiu da box. Pérez, ainda assim, ultrapassou o Mercedes na volta de saída das boxes do carro do campeão do mundo de construtores.

Russell, por seu lado, ultrapassou ambos quando parou em situação de safety car (causado pelo despiste de Sebastian Vettel), mas Pérez também conseguiu ultrapassar o jovem britânico em pista, antes de se instalar no segundo lugar (à semelhança de Verstappen, sem incomodar Leclerc). Russell terminou à frente de Hamilton e conseguiu o seu primeiro pódio pela Mercedes (e segundo na Fórmula 1, o primeiro depois de uma verdadeira corrida).


Nos restantes lugares pontuáveis deste GP da Austrália, os McLaren, que até tinham perseguido os Mercedes no primeiro stint, depois ficaram mais longe, mas acabaram em quinto e sexto, com Lando Norris à frente de Daniel Ricciardo. Esteban Ocon colocou um Alpine em sétimo, compensando uma corrida cheia de problemas de Fernando Alonso (já lá vamos). Valtteri Bottas conquistou um oitavo lugar para a Alfa Romeo, depois de algumas lutas no meio do pelotão, à frente do AlphaTauri de Pierre Gasly. O décimo lugar pertenceu a Alex Albon e a Williams merece um destaque particular.


O piloto tailandês partiu da última posição (foi desclassificado da qualificação), com pneus duros, e não parou para trocar de pneus até à penúltima volta da corrida. Estava em sétimo, saiu em décimo à frente de Guanyu Zhou e conquistou o primeiro ponto da equipa no campeonato. Fernando Alonso foi outro dos pilotos que arrancou com pneus duros, mas a corrida não lhe correu nada bem.

O espanhol ficou em décimo, atrás de Gasly, no primeiro stint, e manteve os pneus duros na altura do segundo safety car, ascendendo ao quarto lugar. Mas quando trocou para pneus médios, não conseguiu lutar com os carros à sua volta e acabou em último depois de duas paragens tardias. Kevin Magnussen tentou utilizar a mesma tática, mas foi apenas 14.º, atrás de Mick Schumacher.

Um último destaque a mais um dia negativo a fechar um fim de semana horrível da Aston Martin na Austrália. Vettel teve o despiste que causou um safety car e provocou o seu abandono. Lance Stroll parou duas vezes no primeiro safety car (causado por Sainz), o que lhe permitiria tentar ir até ao fim. Contudo, o canadiano foi penalizado em cinco segundos por mudar de direção várias vezes na reta e acabou em 12.º.

 

PILOTO DO DIA


Sergio Pérez (Red Bull) – Podia destacar a corrida de Charles Leclerc, que dominou todo o fim de semana, mas prefiro destacar a combatividade do mexicano. Pérez foi várias vezes ultrapassado pelos Mercedes e respondeu sempre, compensando de certa a forma a Red Bull por mais uma falha de fiabilidade no carro de Verstappen. Depois do azar nas duas provas anteriores, Pérez teve hoje uma excelente prestação.

DESILUSÃO DO DIA


Carlos Sainz (Ferrari) – Já tinha dado o destaque negativo a Verstappen no Bahrain por não ter terminado a corrida devido a problemas de fiabilidade, não o vou fazer outra vez. Sainz, por seu lado, ficou cedo fora da luta na Austrália devido a um erro próprio. Um erro do espanhol no arranque dificultou-lhe a vida no início, mas o facto de ter terminado a volta preso na gravilha impediu que a Ferrari tivesse um dia ainda mais extraordinário.

O Bernardo é licenciado em Comunicação Social (jornalismo) na Universidade Católica de Lisboa e está a terminar uma pós-graduação em Comunicação no Futebol Profissional, no Porto. Acompanha futebol atentamente desde 2010, Fórmula 1 desde 2018 e também gosta de seguir ténis de vez em quando. Pretende seguir jornalismo desportivo e considera o Bola na Rede um bom projeto para aliar a escrita ao acompanhamento dos desportos que mais gosta.

O Bernardo é licenciado em Comunicação Social (jornalismo) na Universidade Católica de Lisboa e está a terminar uma pós-graduação em Comunicação no Futebol Profissional, no Porto. Acompanha futebol atentamente desde 2010, Fórmula 1 desde 2018 e também gosta de seguir ténis de vez em quando. Pretende seguir jornalismo desportivo e considera o Bola na Rede um bom projeto para aliar a escrita ao acompanhamento dos desportos que mais gosta.

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