GP Azerbaijão: Da calma à tempestade, instaurou-se o caos em Baku

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A CORRIDA: DEU-SE GAS(LY) 

Nem se sabe bem por onde se há de começar neste GP do Azerbaijão. Se o arranque da corrida e as primeiras voltas pareceram tranquilas, a partir da volta 31, a coisa mudou de figura. E muito.

Mas, vamos por partes. Charles Leclerc (Ferrari) arranca bem, na pole position, mas cedo se deixa ultrapassar por Lewis Hamilton (Mercedes), que segurava uma vantagem significativa na frente.

Entretanto, trocas e entradas e saídas da box levam Max Verstappen (Red Bull) e a própria Red Bull a crer que poderia levar os dois pilotos a fazer a desejada dobradinha 1-2, até que Lance Stroll (Aston Martin), que então viria a fazer uma corrida espetacular, passando de 19.º a quarto lugar por uma estratégia bem definida da equipa, acaba no muro, num embate fortíssimo que acciona a bandeira amarela e, consequentemente, leva o Safety Car a entrar em pista.

A partir daqui, «segundo arranque» da corrida, em que Lewis Hamilton (Mercedes) tenta chegar ao segundo lugar, mas sem sucesso, pois a Red Bull continua na sua caminhada pela dobradinha, e pela vitória de Max Verstappen.

Contas feitas, até que às últimas três voltas da corrida, é o líder da corrida, Max Verstappen, quem acaba no muro, exatamente da mesma forma que Lance Stroll o fez. Seria um dos pneus traseiros do carro do holandês que o «traiu» sendo que, tal como se pareceu suceder com o piloto canadiano da Aston Martin, o pneu não aguentou a pressão e rebentou, deixando assim Max Verstappen frustrado com um fim-de-semana que parecia ser perfeito para a equipa austríaca.

Accionada, desta vez, a bandeira vermelha, e após mais de 30 minutos de espera para perceber se valia a pena começar novamente a corrida, ou se a suspensão seria a melhor ideia, a corrida começa, apenas para completar as últimas três voltas. Estas voltas seriam cruciais para Lewis Hamilton, que, estando o britânico atrás do agora líder, Sergio Pérez, poderia ser a oportunidade perfeita da Mercedes ganhar a corrida e recuperar de um fim-de-semana menos bom, visto que Valtteri Bottas estava atrás, a «brincar» com os Alfa Romeo, os Haas e os Williams.

Mas, ao começar o «terceiro arranque», Lewis Hamilton, surpreendentemente, sai na primeira escapatória, deixando a oportunidade de ganhar a corrida cair por água abaixo, e assim, Sergio Pérez sagra-se o grande vencedor do Grande Prémio do Azerbaijão.

Assim, é Sebastian Vettel (Aston Martin) e Pierre Gasly (AlphaTauri) que aproveitam esta deixa do piloto britânico para completarem os últimos dois lugares do pódio. O quatro vezes campeão do mundo segura, assim, o pódio, após o último ter sido na Turquia, em 2020, numa época negra para a Ferrari, e na Ferrari.

Já o piloto francês da AlphaTauri ainda teve trabalho nas últimas voltas com Charles Leclerc (Ferrari), não fosse Lando Norris (McLaren) a tentar também o quarto lugar do piloto monegasco, mas sem sucesso.

Destaques ainda para Fernando Alonso (Alpine), que ainda consegue o sexto lugar. Yuki Tsunoda (AlphaTauri) volta aos bons momentos, e após o GP do Bahrain, consegue novamente voltar aos pontos, com o sétimo lugar. Para terminar um top 10 sem Mercedes, está Carlos Sainz (Ferrari), Daniel Ricciardo (McLaren), e por fim, o Alfa Romeo de Kimi Raikkonen chega ao décimo lugar.

Em suma, o GP do Azerbaijão, de uma corrida tranquila e que parecia dominada por Max Verstappen, passou a ser uma das corridas mais caóticas que pudemos ver, até agora, nesta temporada.

Incidentes de corrida acontecem, mas, a verdade é uma, a Pirelli terá que arranjar uma explicação credível às equipas, para entendermos como é que pneus deste calibre rebentam em duas situações distintas, que acabam por criar o mesmo dano.

Nas contas do Campeonato, tudo igual, visto que nem Lewis Hamilton nem Max Verstappen pontuaram hoje. Já a Red Bull, aos poucos, afasta-se da Mercedes no Campeonato de Construtores. Porém, ainda há muito campeonato a enfrentar, com o GP da França daqui a duas semanas.

Foto de Capa: Red Bull Racing

Angelina Barreiro
Angelina Barreirohttp://www.bolanarede.pt
Natural de Monção, a Angelina é Licenciada em Relações Internacionais e, Mestre em Economia Social pela Universidade do Minho. Vê o desporto como um dos bons lados da vida, que forma uma boa parceria com a escrita e o jornalismo. O seu interesse pelo desporto surgiu cedo, tendo como principal área de interesse o Futebol, o Ténis e a Fórmula 1.

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