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GP Bélgica: A sorte de um Mercedes é o azar do outro

Bernardo Figueiredo · 3 min

GP Bélgica George Russel Mercedes
Foto: F1

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A CORRIDA: NUM GRANDE PRÉMIO COM MUITOS CANDIDATOS, RUSSELL TEVE A MELHOR ESTRATÉGIA E CELEBROU… MAS DEPOIS FOI DESCLASSIFICADO

A Fórmula 1 está espetacular em 2024 e o Grande Prémio da Bélgica, com a Mercedes em destaque, foi mais uma prova disso mesmo. Com a chuva a não se fazer sentir, ao contrário do que é habitual em Spa, tivemos uma corrida de 44 voltas em que oito pilotos podiam lutar pela vitória. No final, foi o mais jovem dos pilotos da Mercedes a festejar, seguindo a estratégia menos convencional, mas mais inteligente… até que foi desclassificado por uma infração técnica.

George Russell tinha conquistado a sua segunda vitória deste ano, depois da Áustria, fazendo aquilo que se pensava que não era possível, executando uma estratégia de uma só paragem. O britânico partia apenas da sexta posição, tendo feito a sua única paragem nas boxes à volta 10, sendo dos pilotos que parou mais cedo. Seja como for, Russell teve o mérito de saber gerir os pneus, sugerindo a estratégia de uma só paragem à sua equipa, algo que lhe valeu o triunfo provisório. Infelizmente para Russell, as inspeções técnicas verificaram que o seu carro estava abaixo do peso mínimo, levando à vitória do seu colega de equipa.

Lewis Hamilton partia da terceira posição, mas ganhou logo um lugar a Sergio Pérez no arranque e ultrapassando Charles Leclerc para chegar à liderança na terceira volta. A partir daí, Hamilton parecia ser o principal candidato à vitória, protegendo-se de uma tentativa falhada de undercut por parte de Leclerc. Hamilton apenas não esperava que a estratégia de Russell fosse tão eficiente, com o mais velho dos britânicos a conseguir apanhar o seu colega de equipa, mas não o conseguiu ultrapassar. Seja como for, a desclassificação de Russell valeu-lhe o triunfo.

Oscar Piastri foi o melhor dos McLaren no dia de hoje, assegurando o último lugar do pódio (que depois passou a ser segundo), com destaque para uma boa ultrapassagem sobre Charles Leclerc. O australiano ainda se aproximou dos Mercedes, mas não os conseguiu passar. Leclerc acabou por ser terceiro, à frente de um Max Verstappen que partia de 11.º e minimizou danos, terminando inclusivamente à frente de Lando Norris.

A corrida do britânico da McLaren começou a correr mal no arranque e pior ficou quando Verstappen lhe fez um undercut, com a McLaren a optar por parar Norris cinco voltas depois, esperando que Lando conseguisse aproveitar a vantagem de pneus para passar o neerlandês em pista. Verstappen nunca deixou que isso acontecesse, mantendo a posição, com Norris a não ficar sequer com o ponto extra da volta mais rápida, ‘roubada’ no final por Sergio Pérez, que partia de segundo, mas voltou a ter um ritmo pobre e terminou em oitavo (sétimo após a desclassificação).

Carlos Sainz foi o sexto classificado, numa estratégia que parecia ser semelhante à de Russell, mas que depois levou a uma segunda paragem que deixou o espanhol sem opções de um bom resultado. Atrás de Sainz e de Pérez, Fernando Alonso, Esteban Ocon e Daniel Ricciardo a completaram os lugares pontuáveis.

PILOTO DO DIA

George Russell – Depois de a sua primeira vitória do ano na Mercedes ter surgido em circunstâncias fortuitas, com o acidente de Verstappen e Norris na Áustria, a de hoje é brilhante do ponto de vista da estratégia e da gestão dos pneus, com Russell a conseguir executar uma estratégia de apenas uma paragem na box. A desclassificação é bastante amarga para ele, mas surge devido a um erro da equipa, com o britânico a fazer tudo bem do ponto de vista da pilotagem.

DESILUSÃO DO DIA

Ferrari – Sobretudo pelo lado de Carlos Sainz, mas a escuderia também podia ter hipóteses de vencer o Grande Prémio neste domingo (um dos carros começava da pole position e o outro poderia ter executado uma estratégia semelhante à de Russell) e acabou por deitar essa hipótese ao lixo.

Bernardo Figueiredo

Redação Bola na Rede · ver artigos

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