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Mais um domingo, mais uma dobradinha para a Mercedes. Depois da pausa de Verão, Hamilton transformou mais uma pole-position numa vitória, num circuito que nem lhe costuma ser muito favorável: Spa-Francorchamps, na Bélgica.

Os treinos de sexta-feira ainda levantaram algumas dúvidas: os Mercedes não estavam no seu melhor, Rosberg protagonizou um acidente perigoso e os Force India mostravam-se os reis da velocidade. Ainda assim, quando começou “a contar”, Hamilton e Rosberg não vacilaram e garantiram os dois primeiros lugares da grelha. Bottas (Williams) completou o pódio e Sergio Perez (Force India) beneficiou da penalização de Grosjean (Lotus) para sair de quarto. Os Ferrari desiludiram, tendo Vettel saído de 8º e Raikkonen de 16º.

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Mais uma vez, o carro da Mercedes deixou muito a desejar quanto ao arranque. Se Lewis Hamilton conseguiu segurar a liderança da corrida (até ao fim), já Rosberg não resistiu ao arranque canhão de Sergio Perez, que só não conseguiu passar o inglês e se posicionou em segundo. Também Bottas não teve um arranque brilhante e à terceira volta era já sexto. À décima volta, Rosberg sai favorecido das paragens dos oponentes directos e volta a subir a segundo. E é por volta desta altura que se dá um erro surpreendente: a equipa da Williams coloca pneus diferentes no veículo de Bottas, três macios e um médio. Depois de ciente da penalização de drive-through, a equipa transmite-lhe, via rádio, que não vale a pena perder tempo a trocar de pneus: agora que já foram penalizados, pode continuar o resto da corrida assim.

E, como já nos temos habituado, a partir do momento em que os dois Mercedes estão na frente da corrida, o entusiasmo transita para os lugares abaixo de Hamilton e Rosberg. Grosjean, com a preciosa ajuda do DRS, ultrapassou Perez e chegou ao último lugar do pódio, sem que o mexicano tenha tido argumentos para se defender. Ricciardo viu-se, mais uma vez, traído pelo seu Red Bull; o veículo teve uma avaria mecânica quando o piloto australiano tentava uma ultrapassagem e ficou parado na curva da recta da meta. Foi activado o safety-car virtual e Vettel aproveitou para se colocar no pódio, passando Grosjean.

A Ferrari fez o seu GP número 900 Fonte: Facebook da Scuderia Ferrari
A Ferrari fez o seu GP número 900
Fonte: Facebook da Scuderia Ferrari

A segunda metade do GP ficou marcada pela subida vertiginosa de Daniil Kvyat (Red Bull) na classificação. O russo fez uma corrida de trás para a frente, com verdadeiras ultrapassagens de campeão, que lhe valeram o quarto lugar.

A duas voltas do final, os pneus de trinta voltas de Vettel não aguentaram mais e o pneu traseiro direito rebentou na recta Kemmel. Foram duas voltas agonizantes para o piloto alemão, que acabou por ficar fora dos pontos. Aproveitou Grosjean, que efectivou um importante pódio para a Lotus, num dia em que Pastor Maldonado abandonou numa fase ainda embrionária da corrida.

Nota negativa para Hulkenberg, que, depois de ter provocado uma partida abortada, acabou por desistir devido a falhas no motor do Force India. Já o jovem Max Verstappen (Toro Rosso) terminou uma corrida bastante bem sucedida, à frente, inclusive, do Williams de Valtteri Bottas. O holandês ainda tentou a ultrapassagem a Raikkonen, mas travou demasiado tarde e acabou por sair para a escapatória.

Excelente recomeço de Campeonato do Mundo, depois da pausa de Verão. Lewis Hamilton prossegue imbatível e está já a 28 pontos de diferença de Rosberg na classificação geral: o alemão continua sem argumentos para dar luta ao inglês. A F1 volta no fim-de-semana de 5 e 6 de Setembro, em Monza, Itália. Se Spa-Francorchamps testou a potência dos motores no que diz respeito à velocidade, o circuito italiano continuará esta saga; os carros Mercedes partem com uma enorme vantagem virtual. É o último GP dos ditos “tradicionais” europeus, antes de o Mundial partir para uma segunda fase asiática.

Foto de capa:  Facebook da Mercedes AMG Petronas