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A ANTEVISÃO: PORTIMÃO PARECE TERRITÓRIO DA MERCEDES

O Autódromo Internacional do Algarve está de regresso ao calendário da Fórmula 1 para a terceira corrida do ano e novo GP Portugal. Nesta edição, o equilíbrio do início da temporada parecia manter-se, até chegar a qualificação.

Após nos treinos livres a liderança das três sessões ser dividida entre Valtteri Bottas (Mercedes), Lewis Hamilton (Mercedes) e Max Verstappen (Red Bull), a qualificação mostrou a equipa de Brackley mais forte na entrada para domingo.

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No entanto, na qualificação, o finlandês fez Hamilton ter de esperar mais uma corrida antes de atingir a pole position número 100, qualificando-se em primeiro, apenas 0,007 segundos à frente do britânico. Os Mercedes parecem estar a lidar muito melhor com os pneus médios, com os quais começarão a corrida. Isto poderá fazer toda a diferença face ao que foi demonstrado pelos RedBull nos mesmos “sapatos”.

Com aparentes problemas de motor e dificuldade em lidar com o vento intenso que se fez sentir na última sessão de qualificação, Max Verstappen não foi capaz de na Q3 ir para além de um terceiro lugar, começando lado a lado com o seu colega de equipa, Sergio Perez.

Desta feita não existe a separação estratégica das últimas corridas, no entanto, ambas poderão tentar “sacrificar” um dos pilotos em prol do resultado, caso o ritmo em corrida seja equilibrado. Este tipo de decisões em corrida poderão fazer toda a diferença perante o equilíbrio que se tem feito sentir, contudo, a Mercedes parece estar um passo à frente.

Os Ferrari parecem ser os “melhores dos restantes” neste fim-de-semana, desta feita com Carlos Sainz a mostrar que já aprendeu bem o que o monolugar pode oferecer, com uma excelente qualificação em quinto lugar. Ao espanhol segue-se a equipa que deu o maior salto comparativamente às corridas anteriores, a Alpine, com Esteban Ocon a mostrar um excelente ritmo em particular nas sessões de sábado, e a qualificar-se em sexto, muito acima de Fernando Alonso, que ficou pelo 13º lugar.

Outro dos homens que foi capaz de superar o colega de equipa de forma contundente foi Lando Norris. O jovem da Mclaren não mostrou o ritmo alucinante de Imola, no entanto, qualificou-se na sétima posição, enquanto Ricciardo mostrou dificuldades durante quase todo o fim-de-semana, ficando pela Q1, e começando em 16º. O carro de Ricciardo é bastante mais forte do que os outros ao redor dele no fundo da tabela, por isso será de esperar que em ritmo de corrida seja capaz de se aproximar novamente dos pontos, tão importantes na batalha do pelotão.

Após Norris começa Charles LeClerc, que parecia o homem da Ferrari mais rápido, mas não conseguiu fazer melhor que Sainz. No entanto, o começo em oitavo lugar, dá à Ferrari o favoritismo até agora pertencente à Mclaren, no que toca a liderar o pelotão. O obrigatório AlphaTauri dentro do top 10 pertence a Pierre Gasly, que a começar em nono pode tentar quebrar o enguiço das últimas corridas. O francês tem um excelente ritmo de corrida, e o potencial de atrapalhar as equipas à sua volta.

O top 10 é fechado por alguém que não chegava à Q3 desde Silverstone 2020, falo claro de Sebastian Vettel (Aston Martin). O alemão, tetracampeão, finalmente se mostrou confortável no monolugar verde. Pode este ser o começo do reaparecimento de Vettel como um dos mais fortes pilotos da grelha.

Fora dos homens da Q3, há algumas surpresas, para além das já mencionadas. George Russell conseguiu a sua melhor qualificação de sempre pela Williams, com um 11º lugar, que por pouquíssimo não lhe deixou ir à Q3. O britânico mais uma vez a retirar tudo o que aquele monolugar tem para dar, e quem sabe, no caso de um pouco de caos mais à frente, conseguir os primeiros pontos pela lendária equipa britânica. Há também a destacar a saída de Lance Stroll na Q1, o canadiano não foi capaz de ter uma volta limpa, mesmo quando o colega de equipa mostrou que o carro conseguia.

O asfalto de Portimão ainda não se está a comportar da forma mais confortável para os pilotos, continuando a ser bastante escorregadio, com Lewis Hamilton a comparar até às condições de 2020. Se tal acontecer, há uma forte probabilidade de os homens que saem de macios, como Sainz, criarem problemas nas primeiras voltas. A partir desse ponto, os Médios deverão ser o melhor pneu de corrida, e se o que esta sessão demonstrou se traduzir, os Mercedes aparentam estar mais confortáveis numa volta.

A batalha do pelotão será interessante também, em particular devido á intromissão da Alpine na batalha entre a Mclaren e a Ferrari. Contudo, o favoritismo deverá recair sobre os italianos, em particular por terem os dois carros mais próximos um do outro, já nas posições pontuáveis.

Foto de Capa: Mercedes AMG

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