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Norris teve o melhor ritmo em Miami, mas que papel teve o safety car? | Fórmula 1

Bernardo Figueiredo · 2 min

Lando Norris

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O Grande Prémio de Miami de Fórmula 1 ficou marcado por um vencedor inédito, mas já há algum tempo ‘anunciado’, com Lando Norris a subir finalmente ao lugar mais alto do pódio, quase três anos depois da desilusão de Sochi 2021 (que foi a sua maior oportunidade para vencer, desperdiçada pela aparição da chuva). Mas o homem da McLaren, por muito bom que fosse o seu ritmo, também teve alguma sorte com o timing e as circunstâncias do safety car.

Começando pelo início, Norris partia do quinto lugar, caindo para sexto no arranque depois de se ver prejudicado por uma travagem descontrolada de Sergio Pérez, que não bateu em ninguém por sorte. O britânico passou todo o primeiro stint na sexta posição, muito mais rápido do que Pérez, mas sem conseguir passar pelo mexicano, uma vez que a velocidade em reta do McLaren continua a não ser boa, pese embora todas as melhorias que o carro trazia para os Estados Unidos. Contudo, quando Pérez parou na box para trocar de pneus, a corrida de Norris começou a mudar.

De resto, antes da entrada do safety car, devido ao incidente entre Kevin Magnussen e Logan Sargeant, Norris ainda estava com um excelente ritmo com os seus pneus médios, mais rápido até do que um Max Verstappen que estava a rodar com pneus duros novos. Por isso, se a corrida não tivesse tido safety car, fica a dúvida de saber até quando é que Norris prolongaria o seu stint (e em que posição é que regressaria à pista depois da sua paragem). Ultrapassar em Miami não era nada fácil e era provável que Lando tivesse de fazer algumas manobras antes de chegar a Verstappen, mas o seu ritmo iria dar-lhe sempre hipóteses de vitória.

Outra questão que se coloca tem a ver com o facto de ter sido cometido um erro na hora de enviar o safety car para a pista, com o veículo a apanhar Max Verstappen quando devia ter apanhado Lando Norris, dando ao britânico maior conforto para fazer a sua paragem e sair na frente do pelotão. Por outro lado, o pit lane de Miami é daqueles em que se perde menos tempo a efetuar uma paragem em situação de safety car, não sendo certo que Norris não pudesse manter a liderança se não tivesse havido qualquer erro da direção de corrida.

Seja como for, ganhou o carro que tinha melhor ritmo naquele dia (e desta vez não era o Red Bull). Foi uma das poucas vezes em que Verstappen não se sentiu confortável com o seu carro e também uma das poucas vezes em que teve alguém que podia colocar em causa a sua vitória. Vamos ver se a Red Bull recupera a normalidade nas provas que se seguem ou se a McLaren tem mesmo ritmo para lutar por vitórias com mais frequência (e ver também o que vão fazendo as outras equipas).

Bernardo Figueiredo

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