O que esperar do novo citadino em Madrid? | Fórmula 1

- Advertisement -
modalidades cabeçalho

Uma das mais recentes novidades na Fórmula 1 é o novo traçado citadino no calendário da categoria. A cidade de Madrid vai ser anfitriã do Grande Prémio de F1 e juntar-se a Barcelona que é casa desta prova desde 1991. Trata-se de um contrato de longa duração que vai ter início em 2026 até 2035.

Este novo circuito vai estar dividido em duas zonas principais. A primeira abrange o atual recinto de exposições do IFEMA, perto do aeroporto Adolfo Suarez e a 16 quilómetros do centro da capital, e a segunda zona atravessa o Norte de Valdebebas que terá acesso a uma nova linha de metro.

Esta novidade promete ser um sucesso e, apesar de ser um traçado citadino, vai ter partes da pista que serão permanentes: as que pertencerem a terrenos privados. O circuito vai ter um total de 5.474 km e 20 curvas, com uma volta de qualificação de 1m32s, à partida.

Quando começou a ser colocada em hipótese esta nova casa da Fórmula 1 em Espanha, muito se questionou sobre a continuidade do circuito de Barcelona. Stefano Domenicali, presidente e diretor executivo da F1, disse que este novo circuito não implica, necessariamente, o abandono de Barcelona do calendário. O presidente deste traçado também abordou este assunto e fez questão de salientar que, apesar de o contrato terminar em 2026, estão a existir negociações com Domenicali para prolongar a parceria de anos.

Os responsáveis por esta nova “aquisição” para a categoria classificam esta novidade como sendo um evento inovador e capaz de atrair muitos espectadores, tornando o investimento sustentável, economicamente. As projeções económicas são bastante positivas, no entanto reúnem opiniões que se revelam céticas a este otimismo. O evento vai pagar uma taxa anual de cerca de 60 milhões de euros, mais do dobro da taxa de Barcelona e tem previstos 450 milhões de euros de impacto financeiro, contra os 250 milhões já gerados em Barcelona.

A proximidade à capital, através de transportes públicos (cerca de 30 minutos de distância) parece ser uma bandeira levantada pela organização que alimenta o propósito de sustentabilidade. São esperadas 110 mil pessoas por dia, existindo a possibilidade de aumentar para 140 mil pessoas a cada dia.

Uma das características deste novo traçado que, com certeza, cativou a atenção dos fãs fervorosos foi o anúncio de uma curva com inclinação bastante acentuada, maior do que a de Zandvoort. O ex-líbris da pista dos países baixos tem uma inclinação de 19 graus, enquanto que em Madrid, as previsões rondam os 30 graus. É um aspeto dinamizador que promete testar os limites dos monolugares para garantir um Grande Prémio diferenciador.

Contudo, as críticas não passam despercebidas e são muitos os que não veem com bons olhos a entrada de mais um traçado citadino no calendário, até porque afirmam que os carros não são feitos para pilotar em cidade. Esta tem sido uma tendência nesta modalidade, visto ter existido um aumento significativo deste tipo de pistas. Entre as épocas de 2012 e 2014 eram quatro citadinos, tendo subido para cinco entre 2016 e 2019. Depois da pandemia, em 2022, a mudança intensificou-se com sete traçados deste género, ou seja, representavam mais de 30% do calendário de F1. Em 2023, a entrada do circuito de Miami fez subir para oito o número de pistas em cidade, isto significa que, juntamente com Madrid, iremos ter aproximadamente 40% de circuitos de pista.

Estas “novas” decisões parecem ir ao encontro daquilo que é feito na Fórmula E que nos habituou a uma perceção diferente deste tipo de circuitos, uma vez que são as pistas a ir ter com as pessoas e não o contrário. Dessa forma, é esperada uma maior recetividade e proximidade com o público, tendo sempre presente o objetivo de fazer crescer a modalidade.

Mafalda Ferreira Costa
Mafalda Ferreira Costa
A Mafalda está no último ano da licenciatura em jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social (ESCS). É apaixonada por desporto e vê nele um hábito diário na sua vida. Desde sempre que acompanha futebol e Fórmula 1, tendo-se rendido recentemente ao ténis. Para além do desporto, a escrita é outra das suas paixões e vê no Bola na Rede a fusão perfeita para aliar esses dois mundos.

Subscreve!

Artigos Populares

Preço exigido afasta FC Porto de Joaquin Seys e leva dragões a olhar para o mercado para reforçar posição

O FC Porto deu mostras de interesse em Joaquin Seys. Ainda assim, Club Brugge pede 30 milhões de euros e leva dragões a olhar para o mercado.

West Ham confirma continuidade de Nuno Espírito Santo após descida ao Championship

Nuno Espírito Santo vai continuar no West Ham. Clube inglês confirmou manutenção do português no comando técnico.

Grupo L fechado: Panamá anuncia a lista de 26 convocados para o Mundial 2026

Já é conhecida a convocatória do Panamá para o Mundial 2026. Seleção orientada por Thomas Christiansen vai enfrentar Inglaterra, Croácia e Gana.

Cristiano Ronaldo faz força e quer levar mais um internacional português para o Al Nassr por 80 milhões de euros

Cristiano Ronaldo quer aumentar a presença portuguesa no Al Nassr. Avançado português quer levar Rafael Leão para o clube saudita.

PUB

Mais Artigos Populares

Sporting quer segurar Geny Catamo e define preço do extremo depois do interesse renovado do milionário Como 1907

Geny Catamo é alvo do Como 1907. O extremo do Sporting destacou-se nesta época e o interesse dos italianos surge renovado.

Flamengo de Leonardo Jardim e Grémio de Luís Castro empata e vai ter de ir à ronda extra na Sul-Americana

Resultados distintos para Flamengo e Grémio na Taça Libertadores e Taça Sul-Americana. Equipas de Leonardo Jardim e Luís Castro seguem em frente.

FC Porto quer aproveitar descida do West Ham de Nuno Espírito Santo para contratar El Hadji Diouf

El Hadji Diouf é alvo do FC Porto. Lateral esquerdo desceu ao Championship pelo West Ham e pode mudar de ares no verão.