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A CRÓNICA: OUVIU-SE «A PORTUGUESA», EM MARROCOS

António Félix da Costa (DS Techeetah) venceu o E-Prix de Marraquexe, em Marrocos. Após começar na pole position, o piloto português foi cirúrgico na forma como usou a estratégia para vencer o segundo classificado, Maxi Guenther (BMW i Andretti), com quem batalhou durante grande parte da corrida. A fechar o pódio, ficou o colega de equipa de António e bicampeão de Fórmula E, Jean-Eric Vergne, que deu mais uma vez espetáculo com as fantásticas ultrapassagens a que já nos habituou.

Após uma rara primeira volta sem acidentes, António Félix da Costa e Guenther afastaram-se no horizonte, com o português a liderar e o alemão sempre muito perto. Por toda a grelha não havia muito a acontecer, como costume todos esperam pelo primeiro a premir o gatilho do “Attack Mode” para se perceberem as diferentes estratégias das equipas. As exceções eram certamente JEV e Mitch Evans (Jaguar Panasonic Racing), que ao começarem bastante distantes das posições onde se sentem mais confortáveis (o francês em 11.º e o neo-zelandês em 24.º), deram um espetáculo de grandes ultrapassagens e de capacidade competitiva.

Cara de quem é líder do campeonato
Fonte: Formula E

Na batalha da frente, Guenther começava a ser mais agressivo, e atacava Félix da Costa, com o português a parecer simpático de mais, quando pareceu que facilitou a vida ao alemão quando este passa para a liderança. Porém, Félix da Costa estava a pensar a longo prazo, procurando poupar a bateria colando-se ao túnel de ar criado pelo monolugar de Guenther, o que o ajudava a não ter de puxar tanto pelo carro para ser rápido. Ao perceber isto, o alemão começou a utilizar um ritmo mais lento para que Lotterer, Buemi e Vergne fossem capazes de se aproximar e pressionar Félix da Costa.

O português ligou o modo raposa velha e ativou o Attack Mode, passando para a frente de Guenther, que nunca mais se conseguiu aproximar, passando a batalhar com Vergne pelo segundo lugar do pódio.

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Vergne ainda conseguiu colocar-se em segundo, o que seria dobradinha para a DS Techeetah, mas gastou demasiada bateria a recuperar da 11.ª posição, e Guenther acabou por regressar ao segundo degrau do pódio através de uma magnífica ultrapassagem na última volta.

Vergne acabou por ficar sem bateria mesmo em cima da linha, quase perdendo o seu terceiro lugar para Sebastien Buemi (Nissan E-DAMS).

Mais uma vez, a Fórmula E provou o tipo de campeonato que é: grandes corridas com resultados imprevisíveis. Este ano já são cinco vitórias em cinco corridas e, desta vez, tivemos uma grande corrida sem o caos habitual, apenas grandes batalhas à maneira antiga.

António Félix da Costa passa para a liderança do campeonato e com três pódios seguidos. Esta consistência pode fazer toda a diferença quando for necessário fazer contas no fim da temporada.

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