Estará o Attack Mode finalmente a ser útil? | Fórmula E

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Desde o início da temporada 11, no Brasil, que vemos mais estratégias ousadas e bastantes benefícios com o modo de ataque que, durantes os últimos anos, pouco ou nada fazia a seu favor. Poderemos estar perante aquele que é o verdadeiro trabalho do Attack Mode?

Com a futura entrada do pit boost, o modo de ataque seria extinto por completo (inicialmente). Porém, com a mudança nos regulamentos e a nova geração de carros, os mais de 350kW e a potência nas quatro rodas começaram a fazer a diferença nas estratégias dos pilotos e das equipas.

Onde se inicialmente reparou  nessa mudança foi na corrida de Nick Cassidy no Brasil. O piloto neozelandês começou uma série de ultrapassagens enquanto estava no modo de ataque e chegou mesmo à liderança graças a isso (infelizmente viria a não terminar a corrida devido à colisão com Pascal Wehrlein). Acabou por ser o seu companheiro de equipa a vencer a mesma depois de começar de último.

Na mais recente corrida, no México, a luta entre Jake Dennis e o atual campeão da competição, também foi usado esse mesmo modo para o britânico chegar à liderança.

Com tempo limitado de oito minutos, três formas diferentes de ser usado (4-4 /2-6/ 6-2) e obrigatoriedade de utilização, toca aos pilotos e equipas decidirem qual a melhor estratégia. Dentro daquilo que se conseguiu entender, os Gen 3 Evo melhoraram bastante aquele que é o propósito do Attack Mode.

Porém, esta utilização pode também ser vista como uma ilusão, uma vez que que os pilotos acabam por perder a vantagem ganha depois de usar o modo de ataque. É certo que ultrapassam os adversários e conseguem chegar a melhores posições, mas não ganham uma vantagem de tempo para manter a distância entre eles.

Ainda é um assunto fresco, mas que, com apenas duas corridas, já deu muito que falar. Poderá vir a ser melhorado com o tempo, pois ainda temos uma longa temporada pela frente. Entretanto, o pit boost deverá ser introduzido já em Jeddah e poderá ser usado em conjunto com o Attack Mode, proporcionando mais estratégias diversas às equipas.

Ana Catarina Ventura
Ana Catarina Venturahttp://www.bolanarede.pt
Esta é a Ana Catarina. Apaixonou-se pela Fórmula 1 com 14 anos e a partir desse momento, descobriu o mundo do desporto motorizado. Graças a isso, seguiu o caminho do jornalismo até se licenciar em Jornalismo e Comunicação, na capital do Alto Alentejo.

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