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A ANTEVISÃO: ARMADA HOLANDESA DISPARA PRIMEIRO EM MOMENTO DECISIVO PARA O CAMPEONATO

O muito ansiado regresso de Zandvoort ao calendário da Fórmula 1 contou com uma enchente de público, predominantemente ostentando adornos cor-de-laranja e puxando por um bom desempenho do piloto da casa, Max Verstappen (Red Bull). O holandês perseguia Lewis Hamilton (Mercedes) no campeonato, a distância entre eles cifrada em meros três pontos após o controverso GP da Bélgica, e a pole position podia mesmo vir a ser decisiva neste traçado estreito e sinuoso.

A grande notícia do dia acabou por ser o afastamento de Kimi Räikkönen (Alfa Romeo) do restante Grande Prémio, após teste positivo à covid-19, sendo substituído pelo veterano Robert Kubica, o piloto reserva da equipa italiana. O extremamente popular finlandês da Alfa Romeo havia, durante a semana, anunciado a sua retirada da Fórmula 1 no final da presente temporada, o que causou uma onda de nostalgia e reconhecimento entre os pilotos e fãs, mas que serviu também para aumentar os rumores no mercado de transferências.

Com um lugar disponível e Toto Wolff, dirigente máximo da Mercedes, a profetizar que haveria “um lugar livre na Alfa Romeo e na Williams”, equipa britânica onde milita o seu “protegé” George Russell, a previsão de um carrossel entre Valtteri Bottas, George Russell e Nyck de Vries (o novo campeão de Fórmula E pela Mercedes), começou a ganhar cada vez mais força.

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De volta à qualificação para o GP dos Países Baixos, e concluída a primeira ronda de voltas competitivas do Q1, Verstappen dava motivos de festejo aos adeptos nas bancadas e nas dunas do circuito “à beira-mar plantado”. Volta mais rápida, à frente dos dois Mercedes de Hamilton e Bottas, e de Pierre Gasly (Alpha Tauri).

Até final do Q1, no entanto, liderança “roubada” pelos bem afinados Ferraris de Charles Leclerc e Carlos Sainz, muito boas voltas por parte de Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo, quarto) e de Nicholas Latifi (Williams, quinto) e duas surpresas, com Sergio Pérez (Red Bull) e Sebastian Vettel (Aston Martin) a serem eliminados em 16.º e 17.º, respectivamente, muito por culpa do tráfego causado pelo perfil estreito de Zandvoort.

A primeira metade do Q2 mostrou uma aversão generalizada aos pneus médios, mais lentos mas estrategicamente importantes para os pilotos no top 10 da grelha, que nesta altura era composto pelos “suspeitos do costume”, o grupo separado por menos de um segundo. Com quatro minutos por disputar no Q2, erro invulgar do “Mr. Saturday”, George Russell, a perder o controlo do seu Williams na penúltima curva e a despoletar uma bandeira vermelha, que permitiu a todos os pilotos (incluindo Russell) preparar um sprint final até à bandeira de xadrez.

A interrupção acabou por não ser tempo suficiente para a Williams reparar o carro de Russell, que acabou fora da luta pelo Q3. Com um piloto eliminado, os problemas agravaram-se ainda mais para a equipa britânica: acidente forte do colega de equipa Latifi no recomeço, com a traseira a sofrer bastante mais danos que a de Russell, a sessão novamente interrompida e desta feita terminada mais cedo. Os dois Williams de fora do Q3, tal como Lance Stroll (Aston Martin), Yuki Tsunoda (Alpha Tauri) e, num resultado particularmente desapontante, Lando Norris (McLaren) – um dos pilotos em evidência neste campeonato.

Após novo ligeiro atraso para reparações, bandeira verde no circuito de Zandvoort e todos os restantes dez pilotos a sair para pista em pneus macios. Primeira ronda de voltas cumprida, nova oportunidade para “delírio laranja”, com Verstappen a fazer uma volta três décimos mais rápida que Bottas, e Gasly a mostrar boa forma neste traçado com o quarto melhor tempo.

Na decisão, a emoção atingia níveis elevadíssimos atendendo à possível importância de uma pole position aqui e a proximidade entre Hamilton e Verstappen no campeonato. O “leão” Max Verstappen fez rugir as dezenas de milhar de fãs com a volta provisória mais rápida, confirmada como “pole” quando Hamilton cruzou a linha de meta numa volta apenas 38 milésimos mais lenta que a do holandês.

Todos os ingredientes, por isso, para uma corrida entusiasmante e extremamente importante para as contas do campeonato, e que terá início amanhã, às 14:00 de Portugal continental.

Foto de Capa: Red Bull Racing

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