A 22 de setembro de 1996 correu-se o Grande Prémio de Portugal. Na altura, a Fórmula 1 chegava ao nosso país e ia diretamente para o circuito do Estoril. Tivemos muitas corridas interessantes, renhidas e tivemos títulos vencidos em solo português. Para saber mais sobre algumas destas corridas, o Bola na Rede tem um artigo que já cobre isso.

Mas, com tudo já acertado para 1997, as obras demoraram mais do que deviam e Portugal disse adeus à Fórmula 1. Agora em 2020, os rumores já foram mais do que confirmados e hoje a Fórmula 1 está próxima de ir correr ao Autódromo Internacional do Algarve. A esperança é a última a morrer, por isso, vamos #Portimão2020.

Mas, voltamos a 1996. Ano do meu nascimento, ano do primeiro título de Tommi Mäkinen nos ralis com o Mitsubishi Lancer Evo 3 e ‘Mick’ Doohan campeão no MotoGP na Honda NSR500 (NV0W).

Na Fórmula 1, à chegada a Portugal, não havia campeão definido. Em 1996, Michael Schumacher trocava a Benetton pela Ferrari, enquanto Jean Alesi fazia o caminho inverso.

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Mas, a defesa do campeonato do alemão não correu bem. A Williams e Damon Hill começaram logo com três vitórias e ao quarto Grande Prémio, na Alemanha, era Jacques Villeneuve quem vencia. Damon Hill vencia o Grande Prémio seguinte, em San Marino, dando cinco vitórias consecutivas a FW18.

O FW18, criação de Patrick Head e Adrian Newey, com um motor Renault 3.0l V10
Fonte: Williams Racing

À chegada ao Grande Prémio de Portugal, Damon Hill tinha sete vitórias em 13 corridas disputadas. Claramente que a disputa iria ser entre os companheiros de equipa, Hill e Villeneuve. Com o melhor carro, restava apenas aos outros tentarem chegarem lá.

Hill começaria na pole position, conseguindo ficar por 0.009s na frente de Villeneuve. As chances de Hill se tornar campeão do mundo eram cada vez maiores. Jean Alesi tinha feito uma partida melhor, mas Hill não o deixaria passar por dentro na primeira curva. Atrás, as coisas não estavam fáceis para Villeneuve, que se via relegado para quarto e as chances do título ficarem mais longe. Villeneuve teve depois a sorte de apanhar tráfego, na forma de Giovanni Lavagii no Minardi-Ford M195B, para conseguir passar Schumacher na curva que atualmente tem nome de Senna. Já a ultrapassagem a Alesi, derivou de uma estratégia diferente, com o Williams a vir às boxes na volta 18, enquanto Alesi só viria na volta 22. Quando o homem da Benetton regressou à pista, já o canadiano se tinha ido embora.

Mas, nunca se esqueçam. O Estoril dá sempre espetáculo. Hill viu-se retido atrás de dois pilotos atrasados, Ukyo Katayama no Tyrrell-Yamaha e Ricardo Rosset no Footwork Arrows. Numa volta apenas, Villeneuve tirou quase seis segundos do intervalo. Na volta seguinte, tirou mais dois segundos, mas trabalhar no trânsito não é fácil e o intervalo ficou por aí.

Mais uma fez, a estratégia nas boxes e nas voltas de entrada e saída ditaram o resultado final. Damon ao sair das boxes fez 1:44.861s, ou seja, significava que Villeneuve saía na frente, para o 1-2 da Rothmans Williams Renault, com a mítica decoração azul, branca e dourada da tabaqueira Rothmans.

Foto de Capa: Williams Racing