A segunda semana de testes de pré-época da Fórmula 1 terminou e o que podemos concluir é o mesmo de todos os anos: não há conclusões. Os motores que mais voltas fizeram não foram os mais rápidos e, como é óbvio, os mais rápidos não foram os que mais voltas completaram. O resumo dos testes de Barcelona pode ser analisado de várias maneiras e feitios e existe apenas um fator em que todos temos de concordar. O Campeonato do Mundo de Fórmula 1 2018 vai ser decidido, novamente, entre a Mercedes e a Ferrari.

Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen – com o alemão à frente do finlandês – são os donos dos melhores tempos da pré-época. Surpreendentemente, Fernando Alonso conseguiu com o seu o McLaren reservar o último lugar do pódio. E a Mercedes? Pois, a Mercedes registou o oitavo melhor tempo dos testes de pré-época. Mas, e como já referi acima, isto não quer dizer nada.

A Mercedes foi, de longe, a scuderia que mais voltas completou. Em conjunto, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas correram durante 1040 voltas: mais dois Grandes Prémios inteiros do que a Ferrari. E para percebermos o que isto significa podemos, por exemplo, pegar no caso de Alonso.

Durante esta segunda semana em Barcelona, a McLaren correu, na soma de Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne, 441 voltas. Ou seja, poderia simplesmente ter feito uma volta excecional, catapultado Alonso para o terceiro lugar e voltar para casa. Ao invés disso, a Mercedes concluiu mais de 1000 voltas: o que nos deixa certezas e garantias de que o carro mais fiável e consistente da grelha é apenas um.

Alonso conseguiu o terceiro melhor tempo da pré-época de 2018
Fonte: F1

E, segundo Valteri Bottas, é também o mais rápido. No último dia desta segunda semana de testes em Barcelona, o piloto da Mercedes garante que o W09 é “uma loucura”. “Nunca pilotei assim. É parecido com o do ano passado, mas os carros são bem mais rápidos este ano, sobretudo com a aderência conseguida em curva. Há curvas em que se passa tão rápido que se sente o carro a deformar”, explicou o finlandês, terceiro classificado no ano passado.

Mercedes e Ferrari à parte, Daniel Ricciardo conseguiu o quarto melhor tempo da pré-época para a Red Bull mas a equipa completou menos 250 voltas do que a Mercedes. A Red Bull permanece, em 2018, aquilo que é nos últimos dois anos: uma incógnita, pronta a atacar e a aproveitar todos os erros de Hamilton, Vettel e companhia. Ricciardo conduz o RB14 com talento e perícia e Verstappen trouxe de volta a adrenalina que só Senna imprimiu nos circuitos de F1.

Apesar do pódio das voltas mais rápidas, Alonso acabou por perder a manhã do último dia de testes devido a uma fuga de óleo no McLaren. O diretor de corridas da equipa foi sincero: o monolugar da equipa britânica não vai começar a temporada de 2018 “com a fiabilidade” desejada.

Motores, voltas, tempos e pilotos à parte, a verdade é só uma: só vamos ter uma primeira impressão do que vai ser este Campeonato do Mundo 2018 na primeira corrida do ano, dia 25 de Março, na Austrália.

Foto de Capa: F1

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