We (Sometimes) Race as One…

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We Race as One, ou “Nós Corremos Juntos”, foi a mensagem repetida vezes sem conta durante a época de 2020, como uma tentativa de promover a maior inclusão social, seja ela racial, étnica e de género ou outros, algo de facto novo neste desporto desde sempre dominado por homens brancos.

A única exceção é o melhor piloto desta geração, Lewis Hamilton. O homem que soltou um grito de revolta após a morte de George Floyd, um homem negro, que desarmado, foi morto por um polícia, que o sufocou, colocando um joelho no seu pescoço durante oito minutos e quarenta e seis segundos.

Este caso voltou a trazer para a montra do debate público, as questões de desigualdade racial, não só nos Estados Unidos da América, mas um pouco por todo o mundo “ocidental”, com o mais variado tipo de abordagens e opiniões, algumas delas que só mostravam o problema (estou a olhar para si, Rui Rio).

Lewis Hamilton, sendo a maior figura deste desporto, ao ponto que já é uma celebridade mundial, utilizou, e bem, as suas plataformas com o objetivo de promover esta mensagem de inclusão e igualdade racial, chamando à atenção para o facto de a Fórmula 1 ser maioritariamente gerida e organizada por homens brancos.

A mensagem foi ouvida, e criou-se a iniciativa “We Race as One”, que consiste num plano concreto para aproximar a Fórmula 1 de toda a gente, com um foco especial em minorias menos representadas, cujas dificuldades em entrar no mundo do automobilismo são notórias, e obviamente não é por falta de habilidade ou inferioridade, mas por questões económicas e sociais às quais foram submetidas.

Este é uma das medidas, mas a “task force” foca-se em mais, como igualdade de género, respeito pela identidade sexual, entre outras.

Isto, para mim, que acredito que toda a gente sem exceção deve ser tratada com igualdade e dignidade, é fantástico, e não venham com o “não metam política no automobilismo”. Garantir dignidade, igualdade de oportunidades e os direitos humanos de TODOS sem exceção não devia ser um debate político, deveria ser uma garantia, ponto final. Debatam sobre liberalismo vs socialismo, mas deixem os direitos humanos em paz.

Luís Manuel Barros
Luís Manuel Barros
O Luís tem 21 anos e é de Marco de Canavezes, tem em si uma paixão por automobilismo desde muito novo quando via o Schumacher num carro vermelho a dominar todas as pistas por esse mundo fora. Esse amor pelas 4 rodas é partilhado com o gosto por Wrestling que voltou a acompanhar religiosamente desde 2016.                                                                                                                                                 O Luís escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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