A semana pré-Grande Prémio de Itália começou com as notícias (já aguardadas para muitos) de que Valtteri Bottas não iria continuar na Mercedes na temporada de 2022.

Depois de vários anos a conduzir o melhor carro e a nunca ter ficado sequer perto de ser campeão mundial (mesmo que tenha sido segundo classificado, nunca incomodou Lewis Hamilton nessa luta em particular), Bottas sabe agora que o seu futuro na Fórmula 1 passa pela Alfa Romeo. E, coincidência ou não, vimos um finlandês muito mais solto em Monza.

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Toda a gente tem falado (e bem) do brilharete da McLaren na corrida, mas a proeza da equipa papaia não deve ofuscar o grande fim de semana que Bottas teve. Comecemos pela qualificação (a de sexta-feira).

Valtteri Bottas foi instruído durante toda a prova para dar o tow (cone de ar) a Lewis Hamilton, ajudando o companheiro de equipa e prejudicando os seus próprios tempos.

No último segmento de qualificação, depois das primeiras voltas, Bottas estava em quinto, atrás de Hamilton, Verstappen, Norris e Ricciardo, aparentemente fora da luta pela pole. Um cone de ar que conseguiu ganhar a Gasly mudou tudo e Bottas acabou no primeiro posto da qualificação.

Durante a mesma qualificação, ficou a saber-se que a Mercedes tinha trocado o motor do piloto finlandês pela quarta vez esta temporada, ou seja, independentemente do que Bottas fizesse no sprint de sábado, iria começar a corrida de domingo nos últimos lugares.

Indiferente a isso tudo, Bottas foi atrás daquilo que podia ganhar (três pontos pela vitória no sprint), sobreviveu ao arranque (sempre difícil em Monza e algo que Hamilton não conseguiu fazer) e venceu o sprint, à frente de Verstappen e Ricciardo.

Na corrida, obrigado a começar do último lugar da grelha, Valtteri Bottas fez um corridaço e deu sequência ao seu fim de semana mais forte desta temporada. Na volta 13, o finlandês já estava nos dez primeiros.

No recomeço do Safety Car provocado pela colisão entre Hamilton e Verstappen, Bottas estava em sexto e rapidamente despachou os dois carros da Ferrari para subir ao quarto posto.

O iceman poderá lamentar-se de não ter conseguido ultrapassar Sergio Pérez, o que talvez até lhe permitisse lutar com Norris e Ricciardo pela vitória, mas, seja como for, aproveitou a penalização que foi aplicada a Pérez para subir ao pódio, como tinha previsto depois do sprint.

Pode-se argumentar que o facto de Lewis Hamilton ter tido um mau fim de semana tenha contribuído para que Valtteri Bottas tenha estado tão forte.

Afinal, se Hamilton tivesse arrancado bem no sprint, talvez a Mercedes tivesse pedido a Bottas para deixar o colega passar, pedindo-lhe ainda para que fizesse o trabalho sujo de bloquear Max Verstappen. Nada disso aconteceu e o segundo piloto da Mercedes foi um dos reis do fim de semana.

No próximo fim de semana, a Fórmula 1 vai correr em Sochi, na Rússia, que foi precisamente o palco da última vitória de Valtteri.

É difícil que aconteça outra vez (a Mercedes tem Hamilton na luta pelo título de campeão do mundo, Bottas não, e se tiver essa possibilidade, vai ajudar Hamilton a ganhar o máximo número de pontos).

Mas este fim de semana foi uma brisa de ar fresco para o nórdico e para aqueles que já sentiam falta da sua boa forma. Bem vindo de volta, Valtteri, e bons olhos te vejam!

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