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Em fevereiro de 2014 escrevi sobre João Barbosa e na altura referi que era um nome praticamente desconhecido para a grande maioria da população portuguesa. Hoje, passado mais de ano e meio, o nome continua a ser pouco conhecido por nós.

Na altura dei um exemplo de como o nome não é conhecido entre nós através da Wikipédia, e escrevi que no referido site “apenas existem, para este piloto, páginas em inglês, espanhol, francês, alemão e finlandês.” Passado mais de ano e meio foram acrescentadas mais duas línguas, o polaco e o malagasy (de Madagáscar). Pelo que, por cá no burgo, nada mudou.

Mas este artigo surge no seguimento do segundo título de campeão nacional nos Estados Unidos por parte do piloto nascido no Porto. Uma vitória suada e conquistada apenas na última corrida em Atlanta. Esta segunda vitória na United SportsCar Championship foi alcançada ao lado de Christian Fittipaldi, tal como a primeira, e é um passo muito grande na sua consagração como piloto de protótipos, como se ainda fossem precisos mais passos para tal.

Barbosa, Fittipaldi e o Corvette da Action Express têm sido uma tripla muito forte, como provam os dois títulos americanos conquistados, mas no domingo passado, além deste título, a tripla ganhou a Taça norte americana de Endurance. Este ano ficaram ainda em segundo nas 24h de Daytona, uma das provas mais importantes de resistência, que também já foi ganha por duas vezes pelo português, a última das quais em 2014.  Este ano ganhou ainda as 12h de Sebring.

O portuense tem cada vez mais razões para sorrir
O portuense tem cada vez mais razões para sorrir
Fonte: Facebook do piloto

Em 2015 João Barbosa voltou às 24h de Le Mans, a mais importante prova de resistência do Mundo, depois de quatro anos de ausência. Neste seu regresso não foi muito feliz, tendo ficado em 12.º na sua categoria, a segunda mais importante em disputa. A sua presença nesta prova pode ajudar na sua divulgação em Portugal; afinal, a proximidade e o destaque dado à prova são muito maiores do que em relação aos Estados Unidos.

Agora, quantos de vocês ouviram falar neste título através dos média? Poucos ou nenhuns, apenas umas referências em rodapé. Todos nós sabemos que o futebol é que vende, mas falamos de um bicampeão nos Estados Unidos.

Em Portugal parece que um jogo da quinta divisão de futebol do Sudão do Sul tem mais importância do que um qualquer campeonato de uma modalidade dita amadora ou do que um desportista português, a não ser, claro, quando ele ganha alguma coisa importante. Aí sempre o apoiámos e acreditámos em que tinha qualidade para tal.

Como diz o piloto, “ser chamado de campeão soa bem”, só é pena poucos saberem da existência do piloto para o poderem chamar campeão, neste caso, bicampeão!

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