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Grazie, Vale! | MotoGP

14/11/21 marca a data da despedida de Valentino Rossi do desporto ao qual se dedicou a vida inteira. Numa primeira leitura, parece uma data como outra qualquer, mas, se fizermos as contas bem feitas, o resultado da soma é 46. Isso mesmo, o número que Il Dottore utilizou durante toda a carreira na MotoGP.

No Circuito Ricardo Tormo, em Valência, a festa fez-se em tons de amarelo. O piloto não venceu a prova, longe disso, mas o público celebrou a carreira do melhor de sempre na modalidade. Até à última volta do Grande Prémio, acredito que alguns fãs ainda acreditassem que era possível um volte face na decisão, obrigando-o a ficar mais um ano.

O adeus de uma lenda, obrigado, Valentino!

Contudo, depois de alguma emoção, era hora de encostar a fiel companheira. Na entrada das boxes, não existiam equipas nem rivalidades, porque o legado de Valentino é muito superior a qualquer luta supérflua.

No total, contam-se nove campeonatos – sete na MotoGP, um na categoria 125cc e outro nos 250cc. O italiano foi um dos impulsionadores da competição, que agora é uma das mais vistas no mundo.

Em 25 anos na categoria rainha, contam-se 432 largadas, nas quais se contabilizam 115 vitórias – e muitos sinos tocados na cidade Natal, Tavullia. Vestiu as cores da Honda, Yamaha e Ducati, mas, as bancadas cheias imortalizam o amarelo, a cor que invadia o logótipo e a frente das diferentes motos.

Um quarto de século e muitas vitórias depois, ficam as memórias de muitos momentos épicos, que vão perdurar de geração em geração. Mesmo com o último título a datar de 2009, mais de uma década depois, ainda se vislumbravam crianças, que nunca viram Valentino a vencer, no colo dos pais a gritar pelo astro italiano.

Valentino Rossi é sinónimo de entretenimento, classe e inspiração. O espírito com que levava a competição, de uma forma leve e divertida, inspirou milhões de pessoas em todo o mundo. A forma como ultrapassou barreiras apenas demonstra que o italiano era muito mais que um motociclista, era e vai continuar a ser uma superestrela.

Não é preciso ser um ator de Hollywood ou um cantor de sucesso para garantir esse estatuto. Por vezes, os desportistas parecem figuras, aos olhos de muitos, impossíveis de idolatrar devido à carreira fugaz. No entanto, com uma moto e a personalidade distinta, Vale conquistou uma legião eterna.

Mesmo na adversidade, com pernas partidas e momentos menos felizes da carreira, o sorriso e a boa disposição iluminavam o paddock. Contudo, são as manobras no limite e a forma como se foi habituando às mudanças do desporto que marcam a estadia longa ao mais alto nível.

Com pilotos cada vez mais agressivos, o italiano soube manter a postura, mas conseguia, mesmo assim, continuar a surpreender.

O legado de uma pessoa mede-se por muitos fatores. No caso de Rossi, se perguntarem a alguém que não acompanhe MotoGP, muito provavelmente já ouviu falar ou conhece pelo impacto que teve fora dos circuitos. De agora em diante, é a hora dos sucessores, inspirados pelo italiano, continuarem a espalhar o que o mestre ensinou.

Seja na F1, futebol ou até ténis, melhor, qualquer desportista da nova geração está, quase de certeza, inspirado em Rossi. Por isso, mesmo que a moto com o gigante autocolante 46 esteja fora dos circuitos, vamos continuar a ver um pouco de Rossi em cada um deles. Grazie, Vale!

Foto de Capa: Petronas SRT

A Clara percebeu que gostava muito de Desporto quando a família lhe dizia que estava há muito tempo no sofá a ver Curling. Para isso não se tornar uma prática sedentária, pegava na caneta e escrevia sobre o que via. Nunca teve a fase de querer ser médica ou bombeira, o jornalismo foi sempre a sua profissão de sonho e agora trabalha para conseguir tornar esse objetivo uma realidade.                                                                                                                                                 A Clara escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

A Clara percebeu que gostava muito de Desporto quando a família lhe dizia que estava há muito tempo no sofá a ver Curling. Para isso não se tornar uma prática sedentária, pegava na caneta e escrevia sobre o que via. Nunca teve a fase de querer ser médica ou bombeira, o jornalismo foi sempre a sua profissão de sonho e agora trabalha para conseguir tornar esse objetivo uma realidade.                                                                                                                                                 A Clara escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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