Numa das minhas pausas do meu estudo, navegava pelo Facebook quando vi que o Pedro Vale vendeu o seu Mitsubishi Evo IV, que já tinha pertencido ao falecido Horácio Franco. Aí bateu saudade, e fui ver resumos antigos do SATA Rallye Açores, a única prova que o piloto de Ponta Delgada nunca ganhou. O design de 2008, com o capô laranja, ou as cores da Fábrica de Tabaco Micaelense, ficaram sempre na minha memória. Com isso pensei – como está a classe RC2N em Portugal?. A conclusão é: morta. Houve um único participante no CPR RC2N – Fernando Teotónio.

Arranjar uma alternativa e urgente
Fonte: FPAK

No Campeonato de Portugal de Ralis, o parque automóvel está cada vez melhor, com uma enorme quantidade de pilotos a terem ao seu dispor as mais recentes máquinas da categoria R5. Nas regiões, também cada vez mais se intensifica o parque automóvel de R5. Na Madeira, existem três equipas que inscrevem carros desta categoria, e nos Açores duas equipas fazem o mesmo.

Mas ainda existem muitos mais pilotos que não conseguem dar o salto dos R2 para os R5 devido, lá está, aos custos. Ora bem, a FIA criou a classe R4 para servir de ponte, mas falamos de valores ainda elevados. Agora, caro leitor, pense comigo: podemos sempre recorrer ao Mitsubishi Evo. Bem, a última geração de Evo, o Evo X, foi lançada em 2007, há onze anos atrás… Aqui podem entrar as viaturas N5.

Os N5 são feitos com base em carroçarias de carros de série, ou seja, Renault Clio, Peugeot 208, 308, Ford Fiesta, Citroen DS3, até já existe o Kia Río, pois estes carros não têm obrigatoriamente de ser modelos com homologação FIA.

Anúncio Publicitário
Renault Clio N5
Fonte: RMC Motorsport

Apesar de serem carros de homologação nacional, a construção obedece aos regulamentos de segurança FIA.

Contam com motores 1.6 turbo, caixa sequencial de 6 velocidades e tração integral, sendo que os elementos em comum em todos os modelos já produzidos advêm de um Kit de Homologação.