Cabeçalho modalidadesNo passado fim de semana teve lugar mais uma prova do regional de ralis açoriano, apesar de mais parecer uma prova do campeonato de São Miguel, dado só ter pilotos desta ilha, o que levanta várias perguntas sobre o futuro dos ralis nos Açores.

A prova teve como principal factor de destaque o surgimento da Lagoa Stage, uma prova de demonstração que teve como objetivo testar tudo o que é necessário para a presença no próximo Rali dos Açores. Esta prova irá substituir a já tradicional especial citadina em Ponta Delgada, e depois do que vi não me convence muito.

Primeiro, parece-me ser menos espetacular, e é para isto que as pessoas se deslocam a este tipo de provas; depois, é muito mais difícil colocar ali a quantidade de pessoas que vai para a cidade de Ponta Delgada, a não ser que a organização esteja a pensar em colocar bancadas em quase toda a volta do espaço. Se assim não for corre o risco de ver a prova manchada por mau comportamento do público na procura de um lugar melhor para ver os carros.

Falando agora mais na prova em si e nos ralis dos Açores, temos de começar por dizer que, se na altura do Rali dos Açores comunicação sobre o Rali é o que menos falta, deste Rali quase não se ouviu falar; só mesmo os muito interessados no assunto sabiam que existiria prova este fim de semana.

Hugo Mesquita na Lagoa Stage
Hugo Mesquita na Lagoa Stage

Depois, como já escrevi, só estiveram presentes pilotos de São Miguel, num total de 17 carros que ainda antes da partida passaram a 16. Metade destes destes carros não tem homologação, o que mostra um parque automóvel muito velho e na sua maioria sem qualidade. Dois Fiestas R5 e um DS3 R3T foram os carros de última geração presentes, sendo que o piloto do DS3 já não compete e fez apenas uma participação. E depois dois Evo 9 e dois Saxo (em prova estava um terceiro já sem homologação), que são carros supostamente já sem homologação, mas a FPAK alargou o seu prazo em relação à FIA pois são muitos em Portugal.

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A falta de apoios está a matar o que é talvez o Desporto Rei nos Açores: há cada vez menos carros nas estradas e mais velhos, apesar de terem aparecido os dois R5 nestes últimos dois anos. É pena não dar para alargar esta aposta, mesmo que com carros de categorias inferiores como a R2.

Como conclusão, os ralis dos Açores, em especial o regional dos Açores, andam a morrer, sendo poucos os pilotos que fazem todas as provas, e com máquinas velhas na sua maioria. Tendo tanta popularidade e gente nas estradas deveriam aparecer novos patrocinadores. Nisto a competição da Madeira está alguns anos à frente da dos Açores.

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O Rodrigo adora desporto desde que se lembra de ser gente. Do Futebol às modalidades ditas amadoras são poucos os desportos de que não gosta. Ele escreve principalmente sobre modalidades, por considerar que merecem ter mais voz. Os Jogos Olímpicos, por ele, eram todos os anos.                                                                                                                                                 O Rodrigo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.