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O Rally Dakar chegou ao fim. Foram 12 dias de competição, 12 dias de superação, tanto para máquinas e pilotos. Depois de apresentadas as diferenças desta edição (CLIQUE AQUI), marcada também pela pandemia da COVID-19, todos os que terminaram para nós são vencedores. Tal como os que deram a vida pela competição serão sempre heróis.
Depois de se começar em Jeddah, o Dakar fez o círculo e terminou hoje em Jeddah. Nas motos, a Honda voltou a fazer história: depois de vencer a edição de 2020, na edição deste ano Kevin Benevides e Ricky Brabec deram o 1-2 à equipa do português Ruben Faria, que é diretor desportivo. Este 1-2 para a Honda era algo que não acontecia para o construtor japonês desde 1987, sendo a primeira vitória para Benevides, na sua quinta participação.
Honda one-two in the 2021 @dakar : @kmbenavides , champion, and @rickyB357 , runner-up in the world’s toughest race🥇🥈🏆
📝📸⤵️https://t.co/8BLbVjharr pic.twitter.com/LoWfzTtkDV
— Monster Energy Honda (@RallyTeamHRC) January 15, 2021
Nos carros, como frisamos no artigo no dia de descanso, as “raposas velhas” continuavam a dominar. A luta foi feita a dois, entre Stéphane Peterhansel e Nasser Al-Attiyah. No final, o Buggy do francês foi o melhor, que conquistou assim a vitória 14 no Dakar. Juntando às seis vitórias nas motos, Peterhansel tem agora oito vitórias nos carros. São participações ininterruptas desde 1988, participando assim em cinco décadas diferentes. Para a XRaid, é um pódio muito saboroso, com Carlos Sainz a juntar-se na terceira posição, depois de vários problemas de navegação na primeira semana.
Champions!!! 🏆 pic.twitter.com/oV2q8yMc8c
— @xraidteam (@XraidTeam) January 15, 2021
Destaque também para a BRX, que estreou o seu carro com Sébastien Loeb e Nani Roma. Loeb não terminou, mas Roma levou o carro da Prodrive até à quinta posição, a melhor classificação de um estreante 4X4.
Nos Quads, a meio da semana Manuel Andujar já era líder e no final tornou-se vencedor do Rally Dakar. O piloto argentino foi 29.º na estreia em 2018. No ano seguinte, terminou entre os cinco primeiros e hoje foi ao lugar mais alto do pódio. É a sétima vitória de um piloto do país das pampas nesta categoria.
😍 That Friday feeling… And that “winning the Dakar feeling”!
🏆 Manu Andujar takes home the W in the Quads category and you can see how much it means to him 👇#Dakar2021 pic.twitter.com/UgXoFgSrBW
— DAKAR RALLY (@dakar) January 15, 2021
Nos SSV, cinco líderes diferentes ao longo destes 12 dias de competições. No fim, Francisco ‘Chaleco’ Lopez recuperou dos problemas durante o Dakar, e terminou na frente, juntamente com Juan Pablo Vinagre. Depois de ter tentado a sorte nas duas rodas, o piloto do Chile junta a vitória em 2019 com mais uma vitória em 2021, nos SSV, claro.
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Nos camiões, domínio Kamaz. Desde 1996 que o fabricante russo tem 18 vitórias e em 2021 a armada Kamaz voltou a dominar. A tripla do Kamaz 507 composta por Dmitry Sotnikov, Ruslan Akhmadev e Ilgiz Akhmetzianov levaram ficou no lugar mais alto do pódio. O Kamaz #501 de Anton Shibalov, Dmitri Mikitin e Ivan Tatarinov e o Kamaz #509 de Airat Mardeev, Dmitriy Svistunov e Akhmet Galiautdinov completou o pódio, num 1-2-3 Kamaz, algo que não acontecia desde 2015.
Этап 12#kamazmaster #kamaz #bankvtb #rostec #mercedesrussia #GoodYear #palfinger #varta #totalrussia #redbull #tatneft #ESAB #атмгрупп #haier #ecogas #газвмоторы #Dakar2021 #Дакар2021 #КамазМастер pic.twitter.com/aQZEh88TXu
— KAMAZ-master (@KAMAZmasterTEAM) January 15, 2021
Foto de Capa: Dakar Rally
Artigo redigido por David Pacheco e Helena Escaleira
MOTOS: HONDA FAZ, MAIS UMA VEZ, HISTÓRIA

Nas motos, a KTM queria voltar ao lugar mais alto do pódio. Mas, logo na segunda etapa, Matthias Walkner ficou pelo caminho, numa altura em que rodava no pódio. O austríaco encontrou problemas técnicos na sua KTM 450 Factory e não conseguiu estar nas posições mais altas. Já Toby Price teve uma queda feia, onde acabou por ser obrigado a desistir: «Parti finalmente o 30.º osso. Não me lembro de muito [do acidente], mas agora tenho uma clavícula, um ombro e uma mão dorida e que terão de ir à cirurgia. Triste por não terminar e desiludir a equipa e os meus patrocinadores, mas as corridas são assim», afirmou Price nas suas redes sociais.
Kevin Benevides passou à liderança na categoria, mas à entrada para a etapa 12, a última, o argentino tinha poucos minutos de vantagem para Sam Sunderland e Ricky Brabec. No final, Benevides e Brabec rodaram juntos e terminaram com um 1-2 para a Honda, relegando Sunderland para a terceira posição. No final, o diretor desportivo da Honda, o português Ruben Faria, afirmava: «Este Dakar foi muito intenso e disputado. Superámos as restrições da COVID-19 e pudemos participar com a formação completa na corrida. Estivemos muito fortes durante toda a prova. Começámos bem o prólogo, mas as primeiras duas etapas, com mais navegação, foram mais complicadas por abrirmos a pista. A partir da quarta etapa, dominámos a prova, como se viu, com um trabalho limpo e muito profissional de todos”, frisou o algarvio, que conta, também, com a ajuda de Hélder Rodrigues na formação japonesa.
Para o vencedor, Kevin Benevides, «foi uma corrida incrível até ao último minuto, onde no final pude soltar-me e chorar de entusiasmo por ter conquistado a vitória. Não me preparei apenas durante o ano, mas sim uma vida inteira para isto. Estou muito feliz e não tenho palavras para explicar o que sinto».
Em termos de portugueses, Joaquim Rodrigues foi o melhor classificado. O piloto da Hero realizou um Dakar dentro das possibilidades da Hero, que ainda não consegue competir com as motos de topo. Apesar disso, a prova de 2021 foi especial para o português, que a fez com o seu cunhado, Paulo Gonçalves, a olhar pela moto #27. Rodrigues terminou assim na 11.º posição, a apenas 22 minutos da 10.º posição.
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Também na Hero, o luso-germânico Sebastien Buhler levou a moto indiana até à 14.º posição final. Já Rui Gonçalves, apesar duma queda esta semana, conseguiu levar a Sherco até à 19.º posição final, um excelente resultado para o estreante no Rally Dakar e Campeão do Mundo de Motocross MX2 em 2009.
Por fim, Alexandre Azinhais não conseguiu terminar na geral, mas levou a sua KTM até ao fim, rodando geralmente entre o 60.º primeiros nas etapas.
QUADS: SÉTIMA PARA A ARGENTINA

Os pilotos das Américas chegaram ao final nas três primeiras posições do pódio. Para Manuel Andujar, esta é a sua primeira vitória. Para o seu país, a Argentina, a sétima nos quads. Depois de se estrear em 2018, três anos depois Andujar sobe ao topo na categoria dos quads. Segunda posição para o chileno Giovanni Enrico e Pablo Copetti, dos Estados Unidos da América, completou o pódio, onde a primeiro moto não Yamaha apenas chegou em 10º: a Can-Am de Suany Martinez.
AUTOS: SR. DAKAR, A REFORMA NÃO SERVE PARA TI!

Trinta anos após a sua primeira vitória, o francês Stéphane Peterhansel (Mini), triunfa novamente nesta que é a 43ª edição do Dakar, vencendo num total de 14 vezes, com oito vitórias nos automóveis e seis vitórias nas motos. É também o primeiro piloto vencedor em três continentes distintos, África, América e Ásia.
As vitórias nesta prova não são fáceis, mas a sua vontade de se sagrar vitorioso era muito forte. Com uma concorrência “de peso”, Peterhansel assumiu a liderança durante a terceira etapa. A disputa pela vitória fez recordar o pódio da edição passada. Certamente os três rivais, Peterhansel, Al-Alltyiah e Sainz, não mudaram.
🚗 @s_peterhansel won his 14th Dakar as @CSainz_oficial managed a a final stage win on the 2021 edition
See the full Cars highlights from stage 12 👇#Dakar2021 pic.twitter.com/iFM47q0c68
— DAKAR RALLY (@dakar) January 15, 2021
No entanto, o espanhol Carlos Sainz teve demasiadas peripécias na sua prestação, perdendo-se muito na primeira semana, o que deu vantagem a Peterhansel e Nasser Al-Attiyah. Nasser, que ganhou seis especiais, incluindo o prólogo, pressionou constantemente quem lhe fazia frente. Apesar dessa pressão, Peterhansel manteve a sua posição firmemente. No final, o “Sr.Dakar” também atribuiu a vitória ao excesso de ego de Al-Attiyah, afirmando que «nós quando não vencemos não andamos a chorar. É algo que tem a ver com o ego. Se ele [Al-Attiyah] fosse diferente, talvez conseguisse vencer o Dakar. O ego dele puxa-o até ao ponto de querer vencer o prólogo, e acho que foi aí que ele perdeu a corrida».
Em termos de participação portuguesa, apenas três carros com a nossa bandeira terminaram. O navegador Filipe Palmeiro, que partilhou a Toyota Hilux com Beneditkas Vanagas, terminou o Dakar na 12.º posição da geral, sendo o melhor português nesta categoria.
Ricardo Porém e Jorge Monteiro levaram o Borgward até à 20.º posição da geral. Por fim, José Marques, navegador de Gintas Petrus, levou o Optimus Chevrolet até à 31.º posição da geral.
CAMIÕES: 1-2-3 EM DOMÍNIO ABSOLUTO DA KAMAZ

A vitória nos camiões foi, novamente, da Kamaz e Dmitry Sotnikov foi quem lhe trouxe a glória. A vitória do piloto de 35 anos é novidade, mas a hegemonia da Kamaz, não o é. É a quinta vitória consecutiva da Kamaz, e já são 18 desde 1996. Curiosamente, o 1-2-3 do fabricante russo não acontecia desde 2015.
Juntamente com Sotnikov, Akhmadev e Akhmetzianov ficaram Anton Shibalov, Dmitri Mikitin, Ivan Tatarinov no Kamaz #501 e o Kamaz #509 de Airat Mardeev, Dmitriy Svistunov e Akhmet Galiautdinov.
O melhor não Kamaz ficou na quarta posição. O Iveco #503 de Martin Macik, Frantisek Tomasek e David Svanda foi o melhor, mas a mais de 1h dos vencedores.
Em termos de participação portuguesa apenas Nuno Fojo terminou. O mecânico, que acompanhou os espanhóis Alberto Herrero e Juan Carlos Macho na assistência rápida aos Polaris no MAN #521, terminou na 16.º posição da geral.
SSV: ‘CHALECO’ LOPEZ VOLTA A VENCER

Francisco “Chaleco” Lopez, juntamente com Juan Pablo Vinagre, foram os vencedores da categoria dos SSV. É a segunda vitória do piloto no Rally Dakar, depois de triunfar em 2019. Austin Jones/Gabriel Gugelami ficou a apenas 2min30s de “Chaleco”, mas esse “apenas” não foi o suficiente para lhe conquistar a liderança. A completar o pódio ficaram Aron Domzala/Maciej Marton.
Lourenço Rosa e Joaquim Dias terminaram o Dakar na 15.º posição. A dupla portuguesa poderia ter feito um resultado melhor, mas problemas na etapa 11 deram atrasaram o SSV português. Apesar disso, ficar entre os 20 primeiros é um excelente resultado. Rui Carneiro e Filipe Serra também terminaram o Dakar, ficando com a 26.º posição à geral.










