Rally Dakar | Epopeia Saudita chega ao fim

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AUTOS: SR. DAKAR, A REFORMA NÃO SERVE PARA TI!

Fonte: Dakar Rally

Trinta anos após a sua primeira vitória, o francês Stéphane Peterhansel (Mini), triunfa novamente nesta que é a 43ª edição do Dakar, vencendo num total de 14 vezes, com oito vitórias nos automóveis e seis vitórias nas motos. É também o primeiro piloto vencedor em três continentes distintos, África, América e Ásia.

As vitórias nesta prova não são fáceis, mas a sua vontade de se sagrar vitorioso era muito forte. Com uma concorrência “de peso”, Peterhansel assumiu a liderança durante a terceira etapa. A disputa pela vitória fez recordar o pódio da edição passada. Certamente os três rivais, Peterhansel, Al-Alltyiah e Sainz, não mudaram.

No entanto, o espanhol Carlos Sainz teve demasiadas peripécias na sua prestação, perdendo-se muito na primeira semana, o que deu vantagem a Peterhansel e Nasser Al-Attiyah. Nasser, que ganhou seis especiais, incluindo o prólogo, pressionou constantemente quem lhe fazia frente. Apesar dessa pressão, Peterhansel manteve a sua posição firmemente. No final, o “Sr.Dakar” também atribuiu a vitória ao excesso de ego de Al-Attiyah, afirmando que «nós quando não vencemos não andamos a chorar. É algo que tem a ver com o ego. Se ele [Al-Attiyah] fosse diferente, talvez conseguisse vencer o Dakar. O ego dele puxa-o até ao ponto de querer vencer o prólogo, e acho que foi aí que ele perdeu a corrida».

Em termos de participação portuguesa, apenas três carros com a nossa bandeira terminaram. O navegador Filipe Palmeiro, que partilhou a Toyota Hilux com Beneditkas Vanagas, terminou o Dakar na 12.º posição da geral, sendo o melhor português nesta categoria.

Ricardo Porém e Jorge Monteiro levaram o Borgward até à 20.º posição da geral. Por fim, José Marques, navegador de Gintas Petrus, levou o Optimus Chevrolet até à 31.º posição da geral.

Redação BnR
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