Publicidade

WRC: No país dos sombreros, Sébastien Ogier arrecada vitória

Helena Escaleira · 4 min

Foto: WRC

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Sediada na cidade de León, a terceira prova do WRC é “mexicana” e satisfaz as vistas dos pilotos que passam pelas paisagens deslumbrantes das montanhas da Sierra de Lobos e da Sierra de Guanajuato. A emoção da competição mantém-se ao logo do tempo, no entanto, esta sofreu pequenas alterações por questões de saúde pública e não foi a única.

A rápida propagação do COVID-19 pelo Mundo obrigou a novas medidas aplicadas no decorrer da competição. O Rali do México, terceira prova do calendário do Mundial de Ralis de 2020, findou de forma antecipada. A decisão foi tomada pelos organizadores do Rali do México, em conjunto com a FIA e anunciada por Patrick Suberville, diretor da prova.

Não existindo nenhuma situação de emergência no México, a tomada de decisão foi justificada com particular incidência nas questões das restrições de tráfego aéreo, cada vez mais frequentes nos países afetados, pelo que a organização pretendeu assegurar o regresso a casa dos profissionais do Mundial de Ralis e também pelo contexto geral numa situação em que o mundo se encontra em estado crítico. As classificativas agendadas para o domingo não foram cumpridas, assim o evento teve fim com a especial 21 e, por isso, acabaram por não ser atribuídos os cinco pontos extra, respeitantes à “power stage”.

As provas de rali são bastante complexas pelo facto de serem realizadas em países diferentes, em terrenos diferentes, em cidades diferentes e em zonas diferentes. A prova de que falo começou, na quinta-feira à noite, com uma cerimónia de partida pelas ruas de Guanajuato. Na sexta-feira, as estradas conhecidas da cidade são percorridas com os trechos de El Chocolate, Ortega e Las Minas. A especial icónica da prova tem o nome de “El Chocolate”. O troço de 31,57 km de sexta-feira é o segundo mais longo do rali e atinge uma altitude não inferior a 2.650 metros.

Sébastien Ogier, Ott Tänak, Elfyn Evans e Teemu Suninen são os nomes da ribalta, mas quem se destacou na “prova mexicana” foi o francês Ogier, levando consigo o título de vitória nesta que foi a terceira fase da competição com um tempo de 2h47m47,6s.

Ogier celebra a sua vitória no Rally Guanajuato México
Fonte: WRC

Elfyn Evans e Thierry Neuville participaram no Rally Guanajuato México empatados no número de pontos, mas o facto de ter obtido o terceiro lugar na competição em Monte Carlo fez com que Evans liderasse o pelotão neste evento. Ficava a dúvida se esta situação acabaria por ser vantajosa para Evans ou se Neuville iria surpreender. No final, foi o primeiro quem mostrou liderança sobre Neuville, superando os tempos no shakedown do Rally Guanajuato México.

Thierry Neuville foi o mais rápido em ambas as corridas nos espetaculares testes de velocidade subterrânea da noite de quinta-feira, alcançando inclusive a liderança no Rally Guanajuato México. No entanto, acabou numa posição muito abaixo da esperada devido a problemas mecânicos, que o obrigaram a abandonar na sexta-feira. Apesar de todos os problemas, voltou à ação no sábado e conquistou cinco vitórias impressionantes no seu i20.

O francês Sébastien Ogier aproximou-se da sexta vitória no Rally Guanajuato México, depois de conquistar uma liderança encorajadora na sexta-feira. Consolidou a sua posição na liderança do Rally Guanajuato México quase triplicando a sua vantagem, após uma boa movimentação nas etapas de sábado.

Enquanto os seus rivais enfrentava problemas, Ogier estava empatado e terminou o evento com uma vantagem de 27,8 segundos sobre o piloto da Hyundai i20 Ott Tänak. Suninen estava 10,1s atrás e terminou no pódio, e pode agradecê-lo aos danos na suspensão traseira no carro de Ott. O vencedor do Rally da Suécia (Evans) ficou em quarto pois não conseguiu acompanhar o ritmo dos líderes durante o fim de semana.

Os resultados do Rali do México
Fonte: WRC

É raro uma prova que exija velocidade não ter algumas peripécias e esta não se destacou pela diferença. Esapekka Lappi e o co-piloto Janne Ferm escaparam com sorte depois que o Ford Fiesta explodiu em chamas na sexta-feira no Rally Guanajuato México. A peripécia levou ao cancelamento da etapa seguinte.

Com tantas competições desportivas consecutivamente canceladas e adiadas, é estranho o Campeonato de Ralis do Mundo (WRC) se manter com muito poucas alterações. No caso da prova mexicana, o que levou a alterações na prova foi mais concretamente o possível impedimento de viajar por parte dos pilotos do que concretamente um ato contra a propagação.

No entanto, as alterações e os adiamentos tornam-se mais constantes sendo que o Rali da Argentina (inicialmente agendado para o intervalo entre 23 e 26 de abril) foi cancelado e, se o vírus não estiver controlado em maio, talvez a prova portuguesa do WRC não se chegue a realizar conforme o previsto. Sem certezas acerca da continuidade do campeonato, por agora, ficamos com Sébastien Ogier na liderança e a Toyota a liderar o Mundial de Construtores, com 110 pontos.

Foto de Capa: WRC

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Helena Escaleira

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.