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No jogo de estreia da 22.ª edição do Mundialito de Futebol de Praia, que este ano se realiza na Costa da Caparica, Portugal não defraudou as expetativas e venceu o México por 3-1, num encontro onde pecou muito na finalização.

Portugal entrou bem e disputados cerca de cinquenta segundos do jogo, Coimbra esteve perto de fazer o primeiro da tarde, mas não conseguiu dar o melhor seguimento a uma bicicleta de Madjer.

Sempre no comando da partida, a seleção portuguesa não estava a conseguir criar grandes lances de perigo para a baliza mexicana, a não ser através de alguns livres de meia/longa distância de que ia dispondo. Foi exatamente de um livre da zona da linha de meio campo, que Portugal voltou a ficar perto de marcar. Jordan rematou rasteiro e um ressalto na areia quase traiu Diego Villaseñor, que conseguiu desviar para canto.

Já com menos de cinco minutos para o final do primeiro período, canto para Portugal e Coimbra, forte no jogo aéreo, cabeceou para o fundo da baliza do México, fazendo o 1-0. Logo seguir, Bê Martins pegou na bola, arranjou espaço e disparou cruzado para o 2-0. Pouco depois, Madjer combinou com Bê Martins e o capitão português, apenas com o guarda-redes mexicano pela frente, esteve perto do terceiro por duas vezes, valeu Villaseñor. Segundos depois, Alan, que faz a sua despedida da seleção neste Mundialito, viu Madjer solto à entrada da área do México e colocou-lhe o esférico, mas Madjer não acertou bem na bola. 

A segundos da buzina para o intervalo, Alan teve uma grande oportunidade para marcar, mas preferiu não ser egoísta e dar a bola a um colega de equipa. No entanto, o passe de cabeça acabou por ir “direitinho” ao encontro das luvas do portero mexicano.

Finalizado o primeiro período, Portugal vencia, apenas, por 2-0. Vantagem justa, tendo em conta a superioridade demonstrada na areia, nomeadamente nos últimos cinco minutos, e que por azar não era superior.

O México recomeçou melhor e Benjamín Mosco foi mais forte do que Coimbra e reduziu a desvantagem para 2-1. Volvidos alguns segundos, após insistência de Bê Martins, o número onze da seleção nacional recuperou o esférico e tentou assistir Madjer, que ficou a milímetros do golo.

Portugal continuava por cima e com cerca de quatro minutos disputados no segundo período, Torres, solto no interior da defensiva mexicana, ensaiou uma bicicleta, mas o remato acabou por passar por cima. Todavia, não muito depois, numa nova jogada de insistência de Bê Martins, o próprio, após ter tentado um primeiro remate, “apanhou” a bola em excelentes condições e atirou para o 3-1. 

A seleção portuguesa continuava a colecionar oportunidades para aumentar o score, mas o guarda-redes mexicano mostrava estar bem e ia negando o quarto golo a Portugal. Exemplo disso, foram as grandes paradas aos fortes remates de Jordan e Madjer. 

Nos últimos instantes antes de uma nova pausa, Ricardinho teve uma enorme chance para marcar, mas preferiu dar o golo a Von que, ao querer marcar de fora artística, acabou por desperdiçar o lance. 

Terminado o segundo período, Portugal continuava na frente, desta feita por 3-1. Resultado que se adequava ao que era apresentado na areia e tal como aconteceu nos primeiros doze minutos, a equipa das quinas poderia e deveria estar a vencer por uma margem mais confortável. O México reentrou bem, mas para além do golo, foi pouco o perigo criado junto à baliza de Andrade.

Alan, que está a fazer a despedida da seleção neste Mundialito, ainda teve algumas oportunidades para marcar, mas terminou o jogo em branco
Fonte: BeachSoccerWorldWide

Logos nos primeiros segundos do derradeiro período, Jordan ficou perto de marcar, mas uma tentativa de bicicleta saiu ao lado da baliza adversária. No seguimento do lance, foi a vez do México ter ficado perto do golo, em virtude de um remate do seu guarda-redes, que embateu no poste direto da baliza portuguesa. 

Portugal continuava a criar várias oportunidades para visar a baliza mexicana, mas por algum motivo, não estava a conseguir marcar. Se em alguns lances poderia apontar-se alguma displicência dos jogadores lusitanos, ao complicarem o que era fácil, noutras situações havia uma manifesta falta de sorte, com os desvios na areia favorecerem a equipa mexicana ou com os remates saírem mal. 

A meio do período, a seleção portuguesa voltou, por mais uma vez, a ficar perto do quarto tento, mas uma bicicleta de Von foi parada pela luva esquerda de Villaseñor.

O fim do jogo estava cada vez mais próximo e com Portugal sem conseguir marcar o golo da tranquilidade, o México acreditava e através de um lance de lançamento lateral, Benjamín Mosco voltou a ficar perto de marcar perto do golo, mas o seu cabeceamento a passou ao lado do poste direto da baliza de Andrade.

Até ao final, o México teve somente uma oportunidade para marcar, que foi facilmente resolvida por Tiago Petrony que, entretanto, entrou para substituir Andrade que se lesionou na mão esquerda. Portugal, por seu lado, dispôs de várias chances para fechar o encontro com chave de ouro, mas a mira da finalização continuou extremamente desafinada e o marcador não mais voltou a mexer.  

Concluído o terceiro período, Portugal venceu, de forma clara, o México por 3-1. Numa partida onde esteve quase sempre por cima, o conjunto orientado por Mário Narciso apenas pecou pela fraca capacidade de finalização. As movimentações estão lá, mas faltou ser mais certeiro na concretização. 

No outro jogo do dia, o Japão ainda deu uma boa réplica, para acabou por ser derrotado pela Espanha por 6-1.

Amanhã, no segundo dia do Mundialito de Futebol de Praia de 2018, o calendário da competição é o seguinte:

16h30-Espanha vs México

17h45-Portugal vs Japão

Portugal: 12-Elinton Andrade (GR), 2-Coimbra 5-Jordan Santos, 7-Madjer (CAP.) e 11-Bê Martins

Jogaram ainda: 1-Tiago Petrony (GR), 4-Bruno Torres, 6-Alan, 10-Ricardinho e 15-Von

México: 1-Diego Villaseñor (GR), 2-Ángel Rodríguez (CAP.), 4-Edgar Portilla, 8-Jair Aleman e 9-Ulises Torres

Jogaram ainda: 3-Erick Samano, 5-Benjamín Mosco, 6-David Vizcarra e 11-Daniel Alderete

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