Enfim, Bicampeões! | Análise da fase a eliminar do Euro de Futsal

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Portugal é Campeão da Europa de Futsal! A dobrar! E do Mundo. É incontornável começar esta análise de outra forma. Nesta última fase – e em toda a competição! – os pupilos de Jorge Braz superiorizaram-se a todos os adversários, vencendo todos os jogos e dominaram a competição.

Depois de mais uma Fase de Grupos (cuja análise pode ler aqui), o Campeonato da Europa seguiu para a decisiva fase a eliminar. Esta fase abriu com a partida que opôs Portugal à Finlândia, terminando com a vitória lusitana por 3-2, mas em que a Finlândia deu boa mostra de si e nunca atirou a toalha ao chão. Fica ideia que, perante outro adversário, os finlandeses teriam conseguido seguir em frente.

Nos restantes jogos dos Quartos de Final, a Espanha goleou a Eslováquia por 5-1, sem surpresas, numa partida em que o destaque vai para o belíssimo golo de Lozano (reproduzido abaixo). Já a Rússia venceu a estreante Geórgia por 3-1. Na outra partida, a Ucrânia surpreendeu o Cazaquistão, vencendo por 5-3, depois de ter estado a ganhar por três golos e num duelo em que os cazaques só “acordaram” na reta final.

Nas meias-finais, Portugal e Espanha voltaram a medir forças… como não poderia deixar de ser. No outro jogo, Ucrânia e Rússia defrontaram-se, num confronto histórico a nível político. Relativamente ao duelo ibérico, Portugal entrou adormecido e a Espanha aproveitou para marcar dois golos. No segundo tempo, Jorge Braz acordou as tropas e, muito às custas de um sensacional Zicky Té, o Campeão Europeu conseguiu dar a volta e vencer por 3-2. No confronto de leste, a Rússia esteve sempre a vencer na partida, apesar de, nos últimos minutos, a Ucrânia ter desperdiçado um penálti. Apesar do reboliço, os russos venceram por 3-2.

Já no derradeiro dia, a Espanha bateu a Ucrânia por 4-1, confirmando todo o favoritismo, e assegurou o terceiro lugar na competição. Na história dos Europeus, Nuestros Hermanos nunca terminaram abaixo do 3.º lugar. Sensacional.

Na grande final, Portugal entrou “a dormir” – como não poderia deixar de ser – e viu os russos marcarem dois golos, praticamente de rajada. Contra o rumo do jogo, Tomás Paçó ainda reduziu a desvantagem à beira do intervalo e devolveu alguma esperança aos portugueses no regresso aos balneários. Na segunda parte, Putilov apareceu pela negativa e permitiu que dois remates de André Coelho completassem a reviravolta. Já com a vitória entregue e após muito sofrimento nos últimos segundos, Pany Varela confirmou o 4-2 em cima do toque da buzina (rescaldo da partida aqui).

Com mais uma grande conquista para o deporto nacional, é praticamente impossível não reconhecer que Portugal foi a melhor Seleção deste Europeu, não só pela resiliência demonstrada nos momentos de aperto, mas também pela forma como soube defender quando se encontrou em vantagem. De seguida, o destaque vai claramente para a Rússia que foi uma justa vencida. No que toca a surpresas, a minha eleição recai para a Finlândia que, apesar de nunca ter estado em grandes competições, demonstrou nos Países Baixos o crescimento “futsalesco” que tem acontecido no país. Uma seleção a ter em conta em futuras edições.

Quanto ao cinco inicial escolhi: André Sousa; Mykhailo Zvarych, Artem Antoshkin, Sergio Lozano e Zicky Té. Começando na baliza, André realizou, provavelmente, a melhor competição de sempre com a camisola nacional e demonstrou que aos 35 anos está pronto para qualquer desafio. Talvez esteja um patamar acima de Roncaglio, mas hoje não é altura para falar de clubes. O ucraniano Zvarych aparece nesta escolha como fixo pois foi o jogador que mais se destacou na posição, não só por ter sido importante no momento defensivo, mas também por ter sido o melhor marcador da Ucrânia, com 25% dos tentos da equipa.

Sergio Lozano aparece numa das alas, depois de, aos 33 anos, ter realizado um Europeu de excelência. O veterano jogador do FC Barcelona foi o jogador com mais assistências na competição (cinco) e o que mais teve participação em golos (nove). Com golos de antologia e outros de grande importância, Lozano foi, de longe, o melhor jogador da sua seleção. Quanto a Antoshkin, é certo que o ala russo saiu derrotado da final e sem ter marcado qualquer golo na fase a eliminar – embora tenha falhado as meias-finais por lesão -, mas o jogador do Tyumen mostrou toda a sua classe com grandes arrancadas pela linha e que não tem medo de rematar, esteja ele onde estiver. Com cinco golos em outros tantos jogos, foi o segundo melhor marcador do Europeu.

Por fim, o incontornável Zicky Té. O pivot da seleção tem apenas 20 anos no Cartão de Cidadão, mas o que apresenta em campo está muito para além desse número. Com muita inteligência, um jogo de costas para a baliza invejável, um recorte técnico de mestre, Zicky apareceu nas alturas certas e manteve bem vivo o sonho do Bicampeonato. Leva para casa o troféu de melhor jogador e continua sem perder qualquer troféu como profissional, à semelhança de Tomás Paçó. Resta-lhe o troféu de melhor jogador do mundo, que aparecerá com toda a naturalidade. Relativamente à posição de pivot, menção honrosa para o russo Sergei Abramov, que iria marcar presença nas escolhas, não fosse o nível estratosférico de Zicky.

Depois de mais um Campeonato da Europa finalizado, resta enaltecer Birzhan Orazov, do Cazaquistão, por ter sido o melhor marcador da competição. E claro, Zicky e Portugal por mais uma grande conquista. A seleção de Jorge Braz está invicta há 33 jogos, não perde de 2016, e agora… tem outro troféu para reconquistar. Obrigado, Campeões!

Artigo redigido por Tiago Alexandre

Foto de capa: UEFA

Tiago Alexandre
Tiago Alexandrehttp://www.bolanarede.pt
O Tiago nasceu em Abrantes e, atualmente, estuda em Portalegre, cidade para onde partiu em busca do seu sonho no meio do Jornalismo. Está ligado ao Desporto desde sempre e gosta de rebater as suas opiniões até à última. O Ciclismo e o Futebol - não o 'jogo da bola' - são as suas paixões, sem nunca descurar o Hóquei em Patins, o Futsal e o brilhante mundo dos Esports.

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