Hoje deparei-me com uma notícia que me deixou muito triste e que infelizmente é algo recorrente nestes últimos anos: o real risco de extinção do Futebol Clube Unidos Pinheirense (que viu nascer, entre outros, o melhor jogador do mundo – Ricardinho) por dificuldades de tesouraria, algo que seria uma perda enorme para o desporto português. Obviamente que esta não é a única razão pela qual os gondomarenses são um clube querido e desejado no escalão máximo.

Descer só mesmo por motivos desportivos e nunca por dificuldades financeiras. Não é bom para o concelho de Gondomar, tal como também não o é para o futsal nacional nem para o desporto português. Isto porque a competitividade de um campeonato pode ser medida pela qualidade dos emblemas menos fortes (nem vou falar da questão da profissionalização das equipas, algo não aplicável neste caso).

As principais razões para este aparente colapso financeiro prendem-se com a falta de apoios, a falta de vontade dos investidores em colocarem mais dinheiro ao serviço do clube e a falta de algumas pessoas importantes do concelho de Gondomar, que tinham feito um acordo verbal com a direção do clube, conforme as palavras do presidente do Pinheirense Marco Vigário. Estes problemas interferem com a vida diária do clube, pelo menos naquilo que diz respeito a rescisões de jogadores e aos custos de organização dos jogos em casa.

O pivot brasileiro Kelson foi um dos quatro jogadores a rescindir contrato, assim como Falcone, Ricardinho e Patrick
Fonte: Unidos Pinheirense

A maioria dos jogadores brasileiros (quatro em cinco) já rescindiu com o clube, apenas restando Bruninho como representante do país irmão. Também os jogos caseiros do emblema gondomarense foram provisoriamente adiados devido aos custos com policiamento e a taxa de jogo, num total de 850 euros. Assim, o jogo deste fim de semana com o SC Braga/AAUM foi adiado, disputando-se o jogo em Braga para já, numa atitude muito bonita do emblema bracarense e que só fica bem aos guerreiros do Minho.

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É uma situação que já presenciámos em anos anteriores, com a situação da Académica de Coimbra em 2013/14 ou o GD Fabril do Barreiro na temporada anterior. Desta vez, esperemos mesmo que o caso do conjunto pinheirense seja diferente ou, pelo menos, tal como o seu presidente refere seugndo uma entrevista do próprio ao jornal OJOGO, que se tente “jogar com os juniores para tentar chegar ao fim da época”.

Uma situação dramática, triste e que poderá causar a extinção de mais um clube histórico do futsal nacional. Esperemos que isto não venha a acontecer pois o emblema gondomarense “ainda respira, através de uma palhinha, mas ainda respiramos”, de acordo com um comunicado do clube divulgado na página oficial de facebook do clube. E como o ditado diz: “enquanto há vida há esperança”…

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Unidos Pinheirense