Pedro Costa, a antiga lenda da seleção nacional de futsal, capitão da até à data única equipa portuguesa a vencer a UEFA Futsal Cup no ano de 2010, está de saída do clube que representou nos últimos oito anos, o Nagoya Oceans.

Chegou ao clube nipónico na época 2010/11para ingressar no clube em que terminou a sua carreira como jogador, no ano de 2015. Para além de ter pendurado as chuteiras, iniciou a sua carreira como treinador por essas bandas, com o mesmo sucesso enquanto jogador, pois, nos três anos que passou como timoneiro da formação japonesa, conseguiu conquistar dois campeonatos nacionais, duas taças, duas super-taças e uma competição continental, o campeonato asiático de futsal em 2016.

Como jogador, conquistou cinco campeonatos, três taças e quatro super-taças, para além de dois campeonatos asiáticos de futsal em 2011 e 2014 no país do sol nascente, para além dos múltiplos troféus ganhos em Portugal, nomeadamente sete títulos nacionais, quatro super-taças, quatro taças e a já referida UEFA futsal cup.

Pedro Costa fez parte da equipa que venceu a UEFA Futsal Cup em 2010
Fonte: UEFA

A juntar a todos estes troféus ganhos durante uma longa carreira que incluiu passagens pelo Freixieiro, Sporting, Benfica e Nagoya Oceans, há que referir as 119 aparições do universal com a camisola das quinas, onde apontou 53 golos.

Para já, num curto prazo, Pedro Costa não pode treinar no continente europeu, porque não possui o nível mínimo exigido no curso de treinador (atualmente só possui o nível um), pelo que só está – por enquanto – habilitado a treinar no continente asiático, fator esse que deve levar um dos melhores jogadores portugueses da história a continuar a sua vida profissional na Ásia.

No médio/longo prazo, e estou certo de que é um grande desejo pessoal do Pedro, o seu futuro deverá mesmo passar pelo nosso país, porventura como treinador do Benfica, ou, quem sabe, do Sporting. Em jeito de recordação, lembro que o título europeu conquistado pelos encarnados foi sob os comandos de um antigo jogador do clube, André Lima.

Como se costuma dizer na cultura popular, “o bom filho à casa torna”. Como o profissional em questão já representou ambos os clubes que eu coloquei em cima como hipóteses, seria sempre um regresso, pese embora o maior sucesso na passagem pelas águias, onde conquistou tudo e esteve praticamente oito anos.

 Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Nagoya Oceans

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