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Cabeçalho modalidadesO jogo começou como o anterior, frente ao Azerbaijão, isto é, com a vantagem russa nos primeiros minutos do encontro, com um golo do pivot Éder Lima, que não perdoou um erro da equipa nacional na construção de um ataque. Foi uma rápida jogada de contra-ataque conduzida pelo jogador do SL Benfica, Robinho, que ofereceu o golo a um dos melhores jogadores do mundo.

Obviamente que a reação portuguesa não foi tão produtiva como no jogo anterior, até porque a Rússia tem uma qualidade no seu plantel completamente diferente da equipa que afastámos nos quartos-de-final. Mesmo assim, a nossa primeira parte foi bem conseguida, faltando apenas o tento para premia. Houve várias vezes em que conseguimos furar a defesa russa e aparecermos em zona de finalização, através de Tiago Brito ou Pedro Cary, só que o guardião adversário teve muito mérito na forma como “fechou” a baliza perante as nossas investidas nos minutos finais da primeira metade.

O resultado ao intervalo (1-0) refletia aquilo que foi a superioridade russa durante a maior parte do tempo, com algumas sérias ameaças da equipa portuguesa nos minutos finais. A partir desta altura partimos para os últimos 20 minutos a precisar de realizar uma parte fantástica para anular a desvantagem no marcador e foi precisamente isso que aconteceu, mas já lá iremos. Na segunda parte entrámos com a confiança necessária para inverter o rumo dos acontecimentos, com a confiança plena de que o tão desejado golo do empate ia surgir, mais cedo ou mais tarde.

Demorou um pouco, mas finalmente ao minuto 31 os portugueses presentes na Stozice Arena, em Ljubljana puderam fazer a festa, eles que mais uma vez foram sublimes na forma como catapultaram os nossos jogadores rumo à vitória.

Bruno Coelho marcou o terceiro golo de Portugal, aproveitando a baliza deserta dos russos Fonte: UEFA
Bruno Coelho marcou o terceiro golo de Portugal, aproveitando a baliza deserta dos russos
Fonte: UEFA

O jogador do Benfica não se ficou por aqui, uma vez que ao minuto 36 voltaria a fazer o gosto ao pé, num remate muito forte e colocado, sem qualquer hipótese de defesa. O último minuto foi de loucos, pois Bruno Coelho aproveitou a baliza deserta para atirar a contar e fazer o 3-1, que parecia resolver o jogo a nosso favor.Só que no futsal todos os segundos contam e a cerca de 49 segundos do fim Éder Lima bisou e devolveu a esperança aos russos. Com esta nova vida, a equipa do leste europeu tudo tentou para evitar a derrota, mas o cronómetro chegou ao fim e o resultado não mais se alterou.

Com esta grande vitória, Portugal chega a uma final de um Campeonato Europeu pela segunda vez na sua história, depois da edição de 2010 na Hungria. Aguardamos adversário, uma vez que a Espanha e o Cazaquistão ainda vão jogar a outra meia-final mais logo, a partir das 20 horas portuguesas.

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