SL Benfica 1-1 Sporting CP: Intensidade e emoção até ao final

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    A CRÓNICA: SL BENFICA DESPERDIÇOU TRÊS LIVRES DIRETOS SEM BARREIRA E PERMITIU EMPATE AO CAIR DO PANO

    A Liga Placard viu um dérbi logo na sua segunda jornada, na qual o SL Benfica recebeu o Sporting CP – as duas maiores potências do futsal nacional frente-a-frente num duelo em que a vitória, nas últimas onze ocasiões, sorrira apenas uma vez aos encarnados.

    As bancadas ajudavam a caracterizar este jogo como um épico duelo, que começou com a intensidade em níveis elevados, mas não em demasia.

    Nenhuma equipa começou por arriscar com abundância, tendo o Sporting ganho um ligeiro ascendente depois, controlando a bola e criando mais perigo (muito graças às bolas paradas). Os remates mais perigosos foram de Erick e Cavinato, mas estes esbarraram no guardião encarnado, Leo Gugiel.

    Só que o Benfica nunca procurava estar só na defesa e, empurrado pelos adeptos da casa, acabou o primeiro tempo por cima.

    Arthur, Silvestre e Rocha colocaram Guitta em sentido, que nada pôde fazer quando o guarda-redes adversário desferiu um pontapé fortíssimo que embateu no poste.

    Perto do intervalo, a águia Gonçalo Sobral cabeceou à trave sportinguista, na recarga rematou com força e Guitta defendeu… com ajuda da trave. O azar ia estando com o Benfica e o jogo foi a zeros para o intervalo.

    A segunda parte foi menos atrativa e mais agressiva, com as equipas a recorrerem muitas vezes à falta – em menos de 10 minutos, o Benfica tinha cinco infrações e o Sporting quatro.

    Pelo meio, Diogo Santos desperdiçou a melhor oportunidade dos leões no jogo, num duelo individual com Leo. De seguida, do outro lado da quadra, Jacaré também permitiu defesa de Guitta.

    O Sporting chegou rapidamente à quinta infração e meros segundos depois, Rocha foi travado em falta em posição privilegiada por Tomás Paçó. O irmão deste entrou para defender o livre direto sem barreira consequente, mas não impediu Arthur de inaugurar o marcador.

    O Benfica ficou motivado pelo golo e ganhou nova falta (cometida por Zicky). Bernardo Paçó entrou de novo para tentar defender novo livre direto sem barreira de Arthur… e conseguiu, dando nova vida no jogo ao Sporting.

    No entanto, os leões não atinavam – cometeram nova falta e desta vez, foi Chishkala quem bateu o livre direto sem barreira, mas novamente, Bernardo Paçó levou a melhor, defendendo a tentativa de chapéu do russo.

    Já faltava pouco tempo para o final, até que, a 23 segundos do fim, Pany fez um cruzamento tenso para a área e Sokolov desviou para o fundo da baliza. O Benfica teve o pássaro da vitória na mão, mas deixou-o fugir, sendo o empate o desfecho final.

     

    A FIGURA

    SL Benfica Futsal
    Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

    Leo Gugiel (SL Benfica) – Fez imensas defesas de valor incomensurável para o desfecho final da partida. Sempre seguro, ainda foi a tempo de quase marcar um golo com um remate que só foi travado pelo poste. O golo que sofreu surgiu num remate praticamente indefensável.

     

    O FORA DE JOGO

    SL Benfica x Sporting CP Futsal
    Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

    Diogo Santos (Sporting CP) – O jovem de 19 anos mereceu muita confiança de Nuno Dias, tendo jogado bastantes minutos, mas acabou por desperdiçar uma oportunidade flagrante e por não dar o melhor contributo à sua equipa.

     

    ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

    Com bola, a equipa formava um quadrado no meio-campo adversário e fazia trocas de posição constantes para procurar desmarcações. Ocasionalmente, com a subida de Leo, a equipa criou situações de 5×4.

    O Benfica defendia em marcação individual cerrada, muitas vezes ao longo de todo o terreno.

    5 INICIAL E PONTUAÇÕES

    Leo Gugiel (8)

    Chishkala (6)

    Arthur (6)

    Gonçalo Sobral (6)

    Afonso Jesus (6)

    SUBS UTILIZADOS

    Jacaré (7)

    Silvestre Ferreira (6)

    Diego Nunes (6)

    Rocha (7)

     

    ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

    Atacando com a velocidade de jogadores como Pany Varela e Pauleta, Guitta também costumava procurar diagonais longas para fazer avançar a equipa. Havia também muita procura na criação de perigo a partir de bolas paradas.

    À semelhança do adversário, o Sporting defendia com marcações individuais e com uma pressão alta no terreno.

    5 INICIAL E PONTUAÇÕES

    Guitta (7)

    Erick (5)

    João Matos (6)

    Cavinato (6)

    Pany Varela (7)

    SUBS UTILIZADOS

    Bernardo Paçó (8)

    Tomás Paçó (5)

    Sokolov (6)

    Diogo Santos (5)

    Pauleta (6)

    Zicky (5)

    Esteban (6)

     

    BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

    SL Benfica

    Bola na Rede: Na segunda parte, o Benfica faz a quinta falta quando ainda faltavam 12 minutos para se jogar, como é que isso mudou a sua estratégia para o resto do jogo?

    Pulpis: Foi uma situação muito complicada, porque faltava muito tempo. Nós baixámos um pouco a nossa agressividade, já não podíamos pressionar a bola como na primeira parte e no início do segundo tempo, mas ainda assim, acho que estivemos bastante bem.

    Excetuando os primeiros seis, sete minutos de jogo, onde se calhar estávamos um pouco nervosos, custou-nos muito construir nesse momento do jogo, à medida que fomos assentando, fomos melhorando. Eles na primeira parte, e também um pouco na segunda, o seu jogo era praticamente tentar procurar um canto lateral próximo da nossa baliza, porque eles são muito perigosos nessas situações, e o seu maior perigo vinha de uma perdida nossa.

    Creio que nos primeiros minutos, o nosso jogo foi tentar elaborar demasiado diante da nossa baliza. Quando começámos a jogar mais direto, procurar muito rápido os nossos pivots, creio que foi mais fácil porque aí conseguíamos baixar a sua defesa e nós podíamos utilizar a nossa qualidade individual.

     

    Sporting CP

    Bola na Rede: Apesar de o Sporting ter criado boas oportunidades na primeira parte, o Benfica enviou três bolas aos ferros no mesmo período. Que mensagem passou aos jogadores no intervalo, com o intuito de proteger mais a baliza e de chegar ao golo?

    Nuno Dias: Para chegar ao golo era melhorar a eficácia porque nós criámos bastantes oportunidades. O que falámos ao intervalo tem a ver com aspetos táticos do jogo, alguns movimentos ou situações que precisávamos de melhorar e a diferença entre o acertar e o não acertar às vezes são pormenores tão pequenos, é um metro à frente, um metro atrás, um segundo à frente, um segundo atrás. Às vezes são coisas tão minuciosas que foram as situações que ao intervalo tentámos corrigir e alertar para o que estava a acontecer para tirar vantagem.

    Situações pontuais, de ataque com o Guitta, dos ataques do Leo, situações defensivas, movimentos, mais aspetos táticos do que apelar à união ou à emoção do jogo, não precisávamos de o fazer hoje, porque acho que a equipa a esse nível esteve sempre bem.

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    Afonso Viana Santos
    Afonso Viana Santoshttp://www.bolanarede.pt
    Desde pequeno que o desporto faz parte da sua vida. Adora as táticas envolvidas no futebol europeu e americano e também é apaixonado por wrestling.
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