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20 euros, era o valor a pagar para ter um lugar no Palácio Multiusos de Guadalajara, em Madrid, local onde se realizou mais uma edição da UEFA Futsal Cup. E que bem gasta esta nota azul, que permitiu assistir a quatro grandes encontros entre as equipas do top4 de futsal da Europa. E no fim ganhou a equipa russa, estreante nesta competição e que conseguiu, depois de uma final não aconselhada a pessoas com problemas cardíacos, roubar a taça ao três vezes campeão, o Inter Movistar espanhol.
–O melhor jogo: Todos os jogos deste torneio foram equilibrados, justificando o porquê de serem estas as equipas finalistas. Contudo, o meu voto vai para o jogo da final. Fez-se justiça e lutaram pela taça as duas equipas que, na minha opinião, são as melhores da Europa. Um jogo disputado até aos últimos segundos, imprevisível e que terminou com a Victória da equipa que mais a merecia. O resultado ao intervalo era de 2-2, e terminou com um 4-3 suado e sofrido sem espaço para mau futsal.
-O melhor jogador: É uma decisão complicada. No Inter Movistar atua aquele que para mim é o melhor jogador da historia do futsal. Falo do 10 português, o mágico, o fenómeno, o maestro. Aquele que sempre que toca na bola faz magia, aquele que consegue colocar euforia e curiosidade em cada toque que dá, aquele que se atreve a fazer num jogo aquilo que muitos apenas se arriscam a fazê-lo nos treinos. Aquele que surpreende, que levanta multidões, que cada vez que pisa um pavilhão é ovacionado. Ricardinho, uma pessoa que não tem de esperar pela morte para ser considerado uma lenda. Infelizmente o craque português não esteve ao seu melhor nível nesta edição, talvez devido aos problemas físicos que apresentou, e por isso seria injusta ao considera-lo o melhor jogador do torneio. Fui surpreendida pelo futsal russo e por vários jogadores da equipa do Ugra, entre o atleta que conquistou o seu segundo título, o máximo goleador do torneio, o melhor jogador do 3-2 com o Benfica, o melhor do 4-3 com o Inter, entre Robinho, Andrei Afanasyev, Eder Lima e Marcênio, “que venha o diabo e escolha!”.

-O melhor guarda-redes: Sem dúvida o mestre em parar penaltis. Juanjo, o guarda-redes do SL Benfica, que conseguiu cobrir algumas das fragilidades da defesa das águias e que foi decisivo nas grandes penalidades do jogo para os 3º e 4º lugar. Eleito pelo comité técnico da UEFA o melhor jogador da final de consolação; merecido. O meu voto é igual.
-A melhor equipa: Ugra Yugorsk, equipa vencedora desta edição da UEFA Futsal Cup. Equipa de várias estrelas, equilibrada, com garra. Um conjunto que lutou desde o início da sua trajetória para esta final, deixando para trás o Kairat (campeão em título) na ronda de elite.
-O melhor golo: Foi uma final que nos brindou com vários momentos de bom futsal, de golos construídos por um coletivo, de golos de pura grandeza individual, contudo, na minha opinião, um grande golo é aquele que vem cheio de esperança e só houve um golo que fizesse gritar um pavilhão inteiro que acreditava que “si, se puede”. O meu voto vai para o golo do 4-3 do Inter Movistar, que teve como autor Daniel Ibañes Caetano, a 44 segundos do fim.

-O melhor momento: Como portuguesa que sou, e com o ponto adicional de estar a viver em Madrid, não posso ignorar o momento em que o Ricardinho, jogador português a atuar no Inter Movistar de Espanha, pára o seu aquecimento pré-jogo de meias-finais com o Pescara (de Itália), para ir abraçar o Bruno Coelho, jogador do Benfica e seu companheiro na seleção portuguesa de futsal, como forma de apoio depois do Benfica perder com o Ugra (da Rússia). O desporto é competição, mas são momentos como este que fazem com que tudo valha a pena.













