Cabeçalho modalidadesNo início desta tarde, o Municipal de Barcelos encheu-se para aquele que seria o último jogo da 16ª jornada do Campeonato Nacional de Hóquei em Patins, que colocava frente a frente o OC Barcelos e o SL Benfica. Naquele que terá sido um dos melhores jogos desta temporada, o encontro terminou com empate a 6-6 e três cartões vermelhos.

O Benfica foi a equipa a entrar melhor em pista e, rapidamente, colocou à prova Ricardo Silva, guarda-redes do Barcelos, que respondeu bem a duas seticadas fortes de Diogo Rafael. No entanto, este período durou pouco, visto que Nicolia viu um cartão azul devido a um enganchamento sobre Miguel Vieira “Vieirinha”. Reinado Ventura, especialista neste tipo de lances, acabou por enrolar o esférico por cima e na recarga atirou ao lado.

Em superioridade numérica, o Barcelos ia criando vários problemas a Traball, mas o Benfica também não se deixava ficar e, sempre que conseguia, também incomodava o guarda-redes da casa. Finalizados os dois minutos de suspensão, tudo continuava a zeros.

Num jogo rápido, com piscinas entre as duas meias pistas, Hugo Costa acabou por ver um cartão vermelho, após uma agressão a Diogo Rafael. Deste modo, o Benfica tinha pela frente um período de vantagem numérica de quatro minutos. No livre direto correspondente, o internacional espanhol Jordi Adroher permitiu a defesa de Ricardo Silva.

A situação de power-play mostrou o Benfica a apertar o cerco, mas a mesma veio a ser anulada, em virtude de uma falta de Miguel Rocha sobre Luís Querido, onde o jogador encarnado viu um cartão azul. Para marcar o livre direto, foi escolhido Álvaro Morais “Alvarinho”, outro dos especialistas nesta equipa do Barcelos nesta categoria. “Alvarinho” não deixou os créditos em mãos alheias e fez o 1-0 para o Óquei. De seguida, Vieirinha quase fez o 2-0, ao ser isolado por Luís Querido, mas não conseguiu ultrapassar Traball.

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Mais uma vez o Municipal de Barcelos voltou a encher  Fonte: Óquei Clube de Barcelos
Mais uma vez o Municipal de Barcelos voltou a encher
Fonte: Óquei Clube de Barcelos

Após todos estes acontecimentos, o Benfica, ainda dispôs de algum tempo de superioridade numérica. Todavia, não conseguiu aproveitar a superioridade em pista, apesar das várias oportunidades, muito devido a um Ricardo Silva que, como já nos vem habituando há muito, estava numa grande tarde.

Finalizada esta grande parte do primeiro tempo, tudo voltava ao normal, ou seja, cinco contra cinco e o jogo continuou rápido, emotivo e com várias ocasiões para as duas equipas.

Com menos de dez minutos para o intervalo, os encarnados conseguiram chegar ao empate. Através de um livre indireto, à entrada da área do Barcelos, Valter Neves repôs a igualdade, ainda que tenha tido a sorte da bola desviar no stick de Alvarinho.

Nos últimos minutos da primeira parte, o ritmo baixou, algo normal tendo em conta a velocidade do jogo até essa altura. Contudo, isso não fez com que Ricardo Silva ou Traball tivessem tido menos trabalho, bem pelo contrário. Se o marcador não se voltou a alterar, muito se deveu aos mesmos.