Portugal 5-1 França: Bienvenue, nous sommes champions du monde

- Advertisement -

modalidades cabeçalho

A CRÓNICA: CHEGAR, VER E VENCER

A primeira partida do apelidado Mundial dos Mundiais ditou o reencontro entre Portugal e França, quase um ano depois do Europeu. Na altura, em Paredes, os gauleses venceram os portugueses por 5-3 e contribuíram para o afastamento da seleção nacional do jogo das decisões, que ditou a vitória da Espanha sobre os franceses.

Desta feita, no mítico Aldo Cantoni, Portugal entrou melhor na partida e, aos cinco minutos, Gonçalo Alves desferiu um remate de meia-distância, que entrou no canto superior da baliza de Bonneau (1-0). Fabien Savreux instruiu aos seus jogadores para subirem no terreno, mas, no minuto seguinte, Hélder Nunes serviu João Rodrigues para o 2-0.

Depois do ímpeto ofensivo inicial, a equipa de Renato Garrido sentia-se bastante confortável no desafio e tomava conta das rédeas do jogo. Ao minuto 15, João Rodrigues apareceu no coração da área a fazer o bis, depois de um passe de Diogo Rafael (3-0). A seguir ao golo, o selecionador nacional pediu uma pausa técnica e aconselhou os seus jogadores a apostarem no contra-ataque, dando a iniciativa aos franceses.

Depois de uma grande primeira parte, Portugal recolheu aos balneários com uma vantagem bastante confortável, tendo “apenas” de gerir o desafio na etapa complementar. O selecionador francês começou por lançar Pedro Chambell na baliza, estreando o luso-francês em Mundiais, e a sua equipa deu uma resposta diferente, pondo a equipa nacional em sentido. Destaque para o remate ao ferro de Roberto Di Benedetto (32’).

Após o bom início francês, Hélder Nunes pegou na batuta, ultrapassou Carlo Di Benedetto com classe e bateu Chambell, naquele que foi um golo de antologia, que merece ser visto e revisto (4-0). A França continuava a dispor da posse de bola e encostava Portugal à sua zona defensiva, criando as oportunidades de golo mais gritantes, enviando, novamente uma bola ao ferro (42’).

Nos últimos minutos, Renato Garrido reorganizou a equipa e, após uma perda de bola francesa, Henrique Magalhães conduziu a transição ofensiva e serviu Diogo Rafael para o 5-0. O tento de honra (5-1) apareceu a pouco mais de um minuto do fim, através de um remate de muito longe de Anthony da Costa, outro jogador com ligações ao nosso país.

Com esta vitória, a equipa das quinas começa a revalidação do título da melhor forma, goleando a outsider França sem qualquer contestação ou margem para dúvidas. Assim, Portugal iguala Itália no topo do Grupo A, na véspera do jogo frente aos transalpinos (esta terça-feira, às 22:45), que pode ser importante na definição do primeiro classificado do agrupamento.

De notar ainda que, na competição sub-19, Portugal terminou na quarta posição, atrás de Espanha (3.ª), Itália (2.ª) e Argentina, a nova campeã do Mundo. Já hoje, também no início do Mundial feminino, Portugal bateu a França por 8-0.

A FIGURA

João Rodrigues – Incontornavelmente um dos melhores avançados do mundo, o capitão da seleção voltou a mostrar o porquê dessa denominação. Não começou no cinco inicial, mas assim que entrou na pista, o jogo mudou por completo. É um jogador com golo fácil, características de matador e a dupla que compõe com Hélder Nunes evidenciou-se, catapultando Portugal para a vitória e a goleada.

O FORA DE JOGO

Golo da França – Sem ninguém à “altura” para ocupar esta posição, o golo francês torna-se, sem grandes dúvidas, no ponto mais baixo do desafio. Justo, merecido e mérito para a França, e em particular para Anthony da Costa, mas numa fase que pode ser decidida pelos golos marcados e sofridos – aconteceu a Portugal no Mundial de Sub-19 –, não se pode consentir um golo a um minuto do fim. Esperemos que, daqui a dois dias, não tenha relevância.

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Renato Garrido decidiu deixar João Rodrigues no banco, apostando em Rafa Costa no ataque. Essa foi, provavelmente, a maior “surpresa” do selecionador. A França entrou atrevida, a pressionar alto e causar perigo nos primeiros minutos, no entanto, o golo de Gonçalo Alves e a entrada de João Rodrigues mudaram o rumo do jogo. A equipa instalou-se no meio-campo adversário, assumiu o comando da partida e foi aumentando a contagem. No segundo tempo, os portugueses geriram a vantagem e venceram justamente.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ângelo Girão (7)

Rafa Costa (7)

Gonçalo Alves (8)

Hélder Nunes (8)

Henrique Magalhães (7)

SUBS UTILIZADOS

Diogo Rafael (7)

Telmo Pinto (7)

João Rodrigues (8)

João Souto (7)

ANÁLISE TÁTICA – FRANÇA

Apesar do brilharete no Europeu de há um ano, Fabien Savreux sabe que a tarefa não vai ser fácil em San Juan, em particular hoje, frente ao campeão do Mundo. Pode-se dizer que a França apresentou-se a bom nível, surpreendendo Portugal no início do desafio, embora sem conseguir chegar ao golo. A segunda parte foi bastante melhor, com os jogadores a mostrarem-se mais aguerridos e intensos. O golo no final, apesar de lisonjeiro, coroou essa exibição.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Baptiste Bonneau (6)

Bruno Di Benedetto (6)

Rémi Herman (6)

Roberto Di Benedetto (7)

Carlo Di Benedetto (7)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Chambell (6)

Léo Savreux (6)

Anthony da Costa (7)

Mathieu Le Roux (6)

Antoine Le Berre (6)

Foto de Capa: WSG Argentina

Tiago Alexandre
Tiago Alexandrehttp://www.bolanarede.pt
O Tiago nasceu em Abrantes e, atualmente, estuda em Portalegre, cidade para onde partiu em busca do seu sonho no meio do Jornalismo. Está ligado ao Desporto desde sempre e gosta de rebater as suas opiniões até à última. O Ciclismo e o Futebol - não o 'jogo da bola' - são as suas paixões, sem nunca descurar o Hóquei em Patins, o Futsal e o brilhante mundo dos Esports.

Subscreve!

Artigos Populares

Saber cair de cabeça erguida, num palco onde se viveu História | Friburgo 3-1 Braga

O Braga caiu aos pés do Friburgo durante a noite de quinta-feira, falhando a final da Europa League, que se realiza em Istambul.

Carlos Vicens responde ao Bola na Rede: «O que tentámos foi manter uma estrutura que nos permitisse estar juntos em tudo o que fizéssemos,...

Carlos Vicens respondeu a uma pergunta do Bola na Rede, depois da eliminação do Braga da Europa League.

Carlos Vicens: «Não podem passar tantos anos para o Braga estar sem lutar por finais europeias»

Carlos Vicens analisou a derrota do Braga contra o Friburgo, num encontro da segunda-mão das meias-finais da Europa League.

Há quatro treinadores espanhóis nas três finais europeias: sabe quem são

As três finais europeias da época registam a presença de quatro técnicos espanhóis: Mikel Arteta e Luis Enrique na Liga dos Campeões; Unai Emery na Liga Europa; e Inigo Pérez na Liga Conferência.

PUB

Mais Artigos Populares

Pau Víctor após eliminação do Braga: «Se conseguíamos o 3-2, tínhamos dado a volta no prolongamento»

Pau Víctor já reagiu ao encontro entre o Braga e o Friburgo, relativo à segunda-mão da meia-final da Europa League.

Champions League, Europa League e Conference League: Há 1 equipa inglesa em cada final

Já estão definidas as três finais das competições europeias. Há, pelo menos, uma equipa inglesa em cada uma das finais.

Hóquei: Barcelona bate Sporting no prolongamento e marca encontro com o Benfica nas meias-finais da Liga dos Campeões

O Sporting foi eliminado da Liga dos Campeões de Hóquei em Patins aos pés do Barcelona, perdendo por 2-0 no prolongamento com um bis de Marc Grau. Os catalães seguem em frente e vão defrontar o Benfica nas meias-finais.