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Na tarde deste sábado e perante um pavilhão João Rocha com meia casa, o Sporting confirmou a vantagem trazida de Oliveira de Azeméis e voltou a derrotar a Oliveirense por 3-2, confirmando a qualificação para a Final-Four da Liga Europeia.

Numa partida com um começo dinâmico, o Sporting foi a equipa a conseguir as duas primeiras grandes oportunidades de golo, mas nem Pedro Gil ou Toni Pérez, que enrolou o esférico à barra, conseguiram inaugurar o marcador. Contudo, o golo não demorou muito a surgir. Em cima da marca dos três minutos, João Pinto, com um movimento diagonal, aproveitou um buraco existente na defesa da Oliveirense para fazer o 1-0.

A Oliveirense respondeu, mas Nuno Araújo não conseguiu bater Girão, que começava a abrir o livro. Isto, no que a defesas diz respeito.

Na frente, os leões cederam a iniciativa de jogo à Oliveirense que, apesar do muito tempo de posse de bola, não estava a conseguir incomodar o guardião leonino. As melhores chances surgiam a meio da primeira metade, com João Souto a disparar para uma bela defesa, com a máscara, de Girão e depois de uma perda de bola de Pedro Gil, também parada pelo guarda-redes da seleção nacional.

Jogados cerca de quatorze minutos, o Sporting que, quando em posse só arriscava pela certa, ficou perto do segundo, após uma belíssima movimentação que só não resultou em golo, devido a uma enorme parada de Puigbí.

Já com menos de dez minutos para se disputar, as redes voltaram a ficar perto de balançar. Primeiro, Jepi Selva, isolado, não conseguiu restabelecer o empate e no seguimento do lance, Ferran Font ficou perto de aumentar a vantagem sportinguista.

A cerca de seis minutos para o intervalo e na sequência de um lance de laboratório, Vítor Hugo disse sim a um passe aéreo de Font e apontou o 2-0. Minutos depois, a Oliveirense teve uma grande oportunidade para reduzir a diferença, mas Souto, que “apenas” tinha Girão pela frente, falhou a receção e deixou escapar o esférico.

Perto da entrada para os últimos sessenta segundos antes da pausa, o Sporting ficou perto do terceiro, mas Font não conseguiu dar o melhor seguimento a um passe aéreo de Vítor Hugo, tendo feito a redondinha esbarrar na trave.

Chegado o intervalo, o Sporting, com o seu pragmatismo e eficácia habituais, vencia por 2-0, 5-3 no total, de forma justa, contra uma Oliveirense que não conseguia encontrar o antídoto para superar a teia defensiva montada por Paulo Freitas.

Numa das principais jogadas de tarde, Ferran Font não conseguiu marcar, enviando o esférico ao travessão
Fonte: Carlos Silva Photography/BnR

A Oliveirense reentrou bem e ainda nem estavam jogados dois minutos quando Pedro Moreira, com uma grande stickada de meia distância, reduziu o marcador para 2-1. Passados alguns minutos, a equipa de Oliveira de Azeméis beneficiou de uma grande penalidade, devido a um atleta leonino ter cortado o esférico com o patim. Ricardo Barreiros assumiu a marcação da grande penalidade, mas Girão defendeu a stickada que saiu à figura.

Disputados oito minutos do segundo tempo, surgiu a 10ª falta da Oliveirense. Vítor Hugo foi o escolhido para a conversão do lance, mas acabou por enviar a bola ao poste direito da baliza defendida por Puigbí. Pouco depois, o Sporting voltou a ficar perto de marcar, mas Xevi travou um desvio de João Pinto. Sem arriscar muito, os leões iam tendo algumas oportunidades para marcar e a meio da segunda parte, Vítor Hugo aproveitou um ressalto de bola de uma stickada de Henrique Magalhães para fazer o 3-1.

Numa partida muito “morninha”, o Sporting ia controlando, não só, o resultado, como esforço despendido em pista. A União, por sua vez, não demonstrava ter capacidade para mudar o rumo dos acontecimentos e quando em posse, eram raras as situações em que conseguiam criar perigo real junto à baliza de Girão. Isto, também, devido a uma boa postura defensiva do conjunto verde e branco.

A faltarem menos de cinco minutos para o final, num contra-ataque de três para um, o quarto tento leonino esteve à vista, mas o “tiro” de Caio acertou em cheio na barra. Logo de seguida, o Sporting voltou a ficar bem perto de marcar, mas Puigbí impediu Vítor Hugo de chegar ao hat-trick. De seguida, os leões cometeram a sua 10.ª falta. Pedro Moreira, chamado à conversão, não desperdiçou e reduziu para 3-2.

Se se poderia pensar que o segundo golo da Oliveirense ia animar os últimos minutos da partida, isso acabou por não acontecer, pois, o Sporting, competente, controlava o esférico, preferindo manter a posse do mesmo ao invés de tentar mais um golo. A Oliveirense, ainda teve um ou outro lance através do génio de Bargalló, mas o resultado não mais se voltaria a alterar.

Finalizado o encontro, o Sporting levou de vencida a Oliveirense por 3-2 e conseguiu o apuramento para a Final-Four da Liga Europeia. Regressando à fase final da principal competição europeia de clubes de hóquei em patins, cerca de 30 anos depois da presença na final da Taça dos Campeões Europeus.

Nos restantes jogos da 2.ª mão dos quartos-de-final da Liga Europeia, o Porto atropelou o Benfica, ao golear os encarnados por 9-2 e em Espanha, o Barcelona recebeu e venceu o Follonica por 2-0, enquanto que o Reus deu a volta à eliminatória o derrotar o Liceo por 7-2.

Assim, os jogos das meias-finais da Final-Four que está marcada para os dias 12 e 13 de maio, em localização ainda por definir, são os seguintes:

Sporting CP – FC Porto

FC Barcelona – Reus Deportiu

Equipas:

Sporting CP

1-Ângelo Girão (GR), 9-Pedro Gil, 16-João Pinto (CAP.), 17-Matías Platero e 57-Toni Pérez

Jogaram ainda: 4-Ferran Font, 8-Caio, 30-Vítor Hugo e 88-Henrique Magalhães

Banco: 91-Zé Diogo Macedo

UD Oliveirense

88-Xevi Puigbí (GR), 4-Nuno Araújo, 7-Pedro Moreira, 9-Jordi Bargalló e 77-Ricardo Barreiros (CAP.)

Jogaram ainda: 29-Jepi Selva, 44-João Souto e 74-Pablo Cancela

Banco: 26-Domingos Pinho (GR) e 87-Jordi Burgaya

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