No primeiro jogo das meias-finais da Final-Four da Taça de Portugal de 2018/2019, Oliveirense e Riba d’Ave proporcionaram um bom jogo de hóquei em patins a todos os adeptos presentes no pavilhão Dr. Salvador Machado. Contudo, a equipa da “casa”, mais preparada do ponto de vista físico, conseguiu levar a melhor vencendo a formação do distrito de Braga por 4-2.

O encontro arrancou de forma equilibrada e dinâmica, com ambos os conjuntos a trocarem ataques, mas com cerca de dois minutos disputados, Hugo Azevedo, com uma stickada rasteira à procura de um desvio, surpreendeu Puigbí e fez o 1-0. Momentos depois, na sequência de um lance de ataque da Oliveirense, Hugo Azevedo fez falta para grande penalidade sobre Bargalló. O próprio assumiu a marcação do penalti, mas Pedro Freitas defendeu. 

Algo surpressa com a boa entrada do Riba d’Ave em pista, a União demonstrava dificuldades em criar reais oportunidades de perigo junto da baliza adversária. A formação de Vila Nova de Famalicão, por seu lado, procurava ser paciente no ataque ou então aproveitar situações de transição rápida. 

Só a partir do momento em que Marc Torra entrou pista, fazendo o seu regresso à competição depois de uma pausa devido a um problema cardíaco, a Oliveirense conseguiu começar a dispor de mais lances de golo. Porém, a boa organização defensiva do Riba d’Ave continuava a complicar bastante a tarefa dos comandados de Renato Garrido.

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Em cima da marca da marca dos quinze minutos de jogo, o Riba d’Ave quase aumentou a vantagem, mas Puigbí conseguiu manter a diferença, tendo impedido o golo a Nuno Pereira “Miccoli” e a Diogo Casanova. 

A cerca de seis minutos da pausa, Pedro Moreira apostou numa stickada de meia distância, mas Pedro Freitas travou as intenções do experiente jogador da União. Pouco depois, Jordi Bargalló arriscou uma iniciativa individual e depois de passar por dois stickou, mas o guardião do Riba d’Ave voltou a defender. 

A faltar pouco mais de um minuto para o intervalo, Hugo Azevedo “sacou” um azul a Pedro Moreira. Diogo Casanova foi o escolhido para a conversão do livre-direto, tentou uma picadinha, mas Puigbí defendeu. 

Até ao intervalo e em superioridade numérica, o Riba d’Ave não teve grandes oportunidades de golo e as equipas foram para as cabines sem alterações no resultado.

Terminada a primeira parte, o Riba d’Ave estava a vencer a Oliveirense por 1-0. Vantagem justa tendo em conta os vinte e cinco minutos protagonizados pelos jogadores de Hugo Azevedo que, para além de terem estado extremamente organizados e concentrados na tarefa defensiva, conseguiram ser os mais perigosos no ataque. Carregados pelos jovens Diogo Casanova, Diogo Seixas, Pedro Freitas e Tomás Pereira, suportados pela experiência de Hugo Azevedo e Bruno Serôdio, a equipa de Vila Nova de Famalicão foi a melhor e a União nunca conseguiu dar a volta ao rumo dos acontecimentos.

Hugo Azevedo e Tomás Pereira festejam o primeiro golo do Riba d’Ave
Fonte: Riba d’Ave Hóquei Clube

O Riba d’Ave entrou no segundo tempo ainda em situação de powerplay, mas quase que foi surpreendida, pois através de uma má saída para o ataque, Xavi Barroso só não fez o golo do empate porque Pedro Freitas não o permitiu. 

A Oliveirense regressou dos balneários determinada a dar a volta ao resultado, mas apesar das várias stickadas de meia distância, as diversas tentativas da Oliveirense esbarravam sempre em no guardião do Riba d’Ave. 

Ao contrário do que havia ocorrido na primeira metade, a formação da região de Braga estava a ter muito mais dificuldades em ter bola, mas mesmo assim não deixava ter boas oportunidades de perigo. Situações que apenas não eram concluídas porque Puigbí não o permitia.

Pedro Freitas continuava em grande e com cerca de trinta e dois minutos jogados, Bargalló voltou a obrigar o jovem do Riba d’Ave a uma enorme intervenção e na recarga foi a vez de Marc Torra vir-lhe ser negado o golo. Todavia, depois de tanta insistência, a bola acabou mesmo por entrar. Excelente passe de costa a costa de Barroso e Jorge Silva, totalmente isolado, não falhou e fez o 1-1. 

Com o resultado igualado, o ritmo no encontro baixou e as chances de golo passaram a ser mais raras. 

Jogados cerca de trinta e oito minutos, Xavi Barroso viu um cartão azul em virtude de uma falta cometida sobre Diogo Casanova. Nuno Pereira “Miccoli”, chamado à marcação do livre-direto, dançou em frente de Puigbí e não falhou, fazendo o 2-1 para o Riba d’Ave. Segundos depois, a formação de Vila Nova de Famalicão cometeu a sua 10ª falta. Marc Torra, especialista neste tipo de lances, não desperdiçou e restabeleceu a igualdade. 

Mais forte fisicamente, a Oliveirense foi apertando e após mais algumas boas intervenções de Pedro Freitas, Marc Torra, em zona frontal à baliza adversária, enrolou o esférico de forma vitoriosa e assinou o 3-2. Confirmando a reviravolta da União no marcador. Pouco depois, contra-ataque de três para dois a favor da equipa da “casa” e Bargalló, servido por Jorge Silva e com alguma sorte à mistura, fez o 4-2.

Sem nada a perder, o Riba d’Ave apostou as fichas todas e retirou o guarda-redes de pista para colocar um quinto jogador de campo. No entanto, essa alteração em nada resultou.

Concluída a partida, a Oliveirense venceu e bem, sobretudo pela segunda parte, o Riba d’Ave por 4-2. Destaque para a enorme exibição da formação de Vila Nova de Famalicão que nunca desistiu e deu tudo o que tinha para conseguir o melhor resultado possível. Porém, com o avançar do jogo, a União, carregada por Bargalló, Barroso e Torra, foi começando a ganhar superioridade e após ter conseguido bater Pedro Freitas, abriu caminho para a qualificação para a final.

EQUIPAS

UD Oliveirense: 88-Xavier Puigbí (GR), 6-Xavi Barroso, 9-Jordi Bargalló, 15-Jorge Silva e 84-Emanuel Garcia ; Jogaram ainda: 7-Pedro Moreira, 8-Marc Torra e 74-Pablo Cancela; Banco: 26-Domingos Pinho (GR) e 77-Ricardo Barreiros (CAP.)

Riba d’Ave HC: 81-Pedro Freitas (GR), 4-Tomás Pereira, 7-Diogo Casanova, 8-Diogo Seixas e 33-Hugo Azevedo; Jogaram ainda: 9-Nuno Pereira “Miccoli”, 44-Daniel Pinheiro e 55-Bruno Serôdio; Banco: 67-Diogo Fernandes (GR) e 3-Guilherme Ferreira