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INDIANAPOLIS COLTS

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Os Colts foram uma das equipas a que melhor nível se apresentou na NFL, obtendo um saldo de 11-5, ficando em segundo lugar na sua divisão, terminando a época com a eliminação na Wild Card Round em casa dos Bills. Este jogo foi muitíssimo competitivo, perdendo por 24-27, com muitos críticos a defender que os Colts foram a melhor equipa.

O reforço mais mediático foi o quarterback Philip Rivers, que depois de 16 anos ao serviço dos Chargers, chegou a Indianapolis com o objetivo de ser a última peça para elevar o plantel para outro patamar. Mesmo com 39 anos, e apesar das percetíveis limitações físicas, Rivers teve uma boa prestação, ajudando a equipa a vencer muitos jogos.

A unidade defensiva dos Colts foi uma das melhores da liga, jogando a um nível altíssimo que se revelou decisivo para alcançar as muitas vitórias conseguidas ao longo do ano. As principais figuras foram o linebacker Darius Leonard, e o reforço DeForest Buckner, defensive tackle vindo dos 49ers, sendo ambos dos melhores da liga nas respetivas posições.

No ataque, para além de Rivers, o grupo de running backs teve uma boa prestação, principalmente Jonathan Taylor. Pela negativa, é de realçar a prestação bastante mediana do grupo de wide receivers composto por TY Hilton, Zach Pascal e Michael Pittman Jr. Nenhum destes elementos teve uma época digna de registo acabando por limitar a equipa em certos momentos.

DECISÃO: MANTER STOCK

A posição de quarterback voltou a ser o maior foco da pré-temporada, uma vez que Philip Rivers decidiu reformar-se ao fim de 17 anos ao mais alto nível. Para o seu lugar chegou Carson Wentz, através de uma troca com os Eagles. Wentz irá reunir-se com o treinador Frank Reich, após terem trabalhado juntos em Filadélfia.

A relação entre ambos foi, sem dúvida alguma, determinante na decisão do general manager Chris Ballard em trazer Wentz para Indianapolis. Frank Reich era o coordenador ofensivo dos Eagles, no ano em que conquistaram o Super Bowl, naquele que foi o melhor ano da carreira de Carson Wentz, em 2016. O grande problema é que no ano passado Wentz foi um dos piores quarterbacks da liga até perder a titularidade.

No que diz respeito ao restante plantel. Começando pela defesa, para além da manutenção das principais figuras do ano passado, foi reforçada com o promissor rookie edge rusher Kwity Paye, que foi a primeira escolha dos Colts no Draft. Assim, é muito provável que os Colts voltem a ter uma das defesas mais fortes na NFL.

Já no ataque, é onde residem as maiores dúvidas. A offensive line, que foi uma das melhores no ano passado, perdeu o offensive tackle Anthony Castonzo, que se reformou, chegando Eric Fisher para o seu lugar. Esta perda poderá ser minimizada pelo facto de os Colts poderem contar com Quenton Nelson, o melhor offensive guard da liga. Já o grupo de wide receivers não teve qualquer alteração, algo que causa bastantes desconfianças.

Por fim, esta decisão é tomada uma vez que apesar de ser um grande admirador desta equipa, existindo bastantes fatores que geram alguns receios. O nível de Carson Wentz é, sem dúvida alguma, a maior incerteza uma vez que no ano passado a sua prestação foi horrível, havendo a esperança de que Frank Reich consiga relançar a carreira do seu pupilo. Se tal acontecer, então os Colts voltarão a lutar por uma ida aos playoffs.

Espero que tenham tido uma boa leitura, e até ao próximo artigo!

Jorge Baptista Laires
Jorge Baptista Laireshttp://www.bolanarede.pt
Adepto do Sport Lisboa e Benfica, do clube da sua terra, e, principalmente, da verdade desportiva. Despreza fanatismos clubísticos, tendo sempre uma opinião formada no que vê do próprio jogo jogado.                                                                                                                                                 O Jorge escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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