Com 1.98m, 100kg, um braço forte e preciso, e a capacidade de liderar os seus colegas de equipa, Trevor Lawrence entrou para o Draft da NFL 2021 como um dos “candidatos” com melhor classificação nos rankings criados pelos analistas norte-americanos.

Proveniente da Universidade de Clemson, o quarterback de 21 anos assumiu-se como um dos melhores jogadores do futebol americano universitário e um dos mais talentosos na sua posição.

Em três anos com os Clemson Tigers, Trevor Lawrence colecionou títulos e destaques estatísticos. Para além do título nacional em 2018, do prémio de rookie (2018) e jogador do ano (2020), lançou para 90 touchdowns e mais de 10.000 jardas, aos quais se podem adicionar 18 em corrida e 943 jardas.

Selecionado com a primeira escolha do Draft, o nome do jovem nascido no Tennessee em outubro de 1999 é de conhecimento geral desde 2015, quando se encontrava no seu segundo ano do secundário. Entre 2014/15 e 2017/18, Lawrence venceu dois campeonatos estatais, contabilizou 161 touchdowns e 13.902 jardas e sofreu apenas três derrotas em 46 partidas, demonstrando todas as qualidades que depois aprimorou sob o comando de Dabo Swinney, treinador de Clemson.

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Apesar da atenção dos media, do peso de ser a escolha número um do Draft e da pressão de ser visto como um talento geracional que tem que mudar o destino dos Jaguars, Lawrence quebra com o estereótipo do “competidor invertebrado que apenas pensa na sua modalidade e nada mais existe”.

Como o próprio afirmou em entrevista à revista norte-americana Sports Illustrated: “Não tenho esta sensação de que todos me querem apanhar e tenho que mostrar que os haters estão errados. Não o tenho, não o posso forçar e não o quero. Há mais na vida para além do futebol americano”.

Estas palavras do jovem de 21 anos são uma das razões para acreditar que Jacksonville acertou em cheio com a sua escolha. A posição de quarterback é das mais complexas e importantes de todo o desporto. A pressão e exigência atingem níveis altíssimos e por vezes vemos atletas chegarem à Liga e tentarem forçar algo que não existe em si ou criarem personalidades distintas das suas de forma a passar uma imagem falsa – uma receita para o desastre.

Ao mostrar-se seguro de si mesmo e admitir que quer ser o melhor, mas que a sua vida não depende e não roda em torno disso, o jovem atleta demonstra que está preparado para lidar e aguentar com o escrutínio que sofrerá quando as coisas, inevitavelmente, correrem mal.

A missão de Trevor Lawrence não é fácil – os Jaguars contabilizam 12 vitórias e 36 derrotas nas últimas três épocas – mas o talento está lá e a capacidade de lidar com a pressão também. O quarterback é um líder nato e o seu impacto, caso tudo corra como é esperado, será imediato.

Foto de capa: Clemson Football

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

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